7 profissões em que mulheres têm melhores salários que homens

Apesar da desigualdade entre os salários dos homens e das mulheres persistirem, elas estão conquistando o seu espaço e já recebem melhores salários que os homens em 7 profissões.

7 profissões em que mulheres têm melhores salários que homens
As áreas em que elas conquistaram melhores salários são tipicamente masculinas

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As mulheres estudam mais, estão mais presentes no mercado de trabalho, ganharam espaço entre os responsáveis pelas famílias, mas ainda assim, recebem menores salários que os homens.  A desigualdade de gênero é histórica no nosso país, mas com os avanços conquistados  pelas mulheres esse cenário está mudando. A passos lentos, é verdade, mas que têm grande significado. Conheça 7 profissões tipicamente masculinas que as mulheres estão ocupando no mercado de trabalho e ganhando melhores salários que os homens. Segundo pesquisa relativa a cargos e salários realizada pelo Instituto Salário BR, os salários das mulheres superaram o dos homens nas seguintes áreas.

Áreas em que elas ganham mais

  • Analistas de Marketing – salários femininos 31% superiores a salários masculinos
  • Analistas de Construção Civil – salários femininos 19% superiores a salários masculinos 
  • Engenharia de automação – salários femininos 12% superiores aos salários masculinos
  • Gerentes de agricultura - salários femininos 3% superiores aos salários masculinos
  • Gerentes de pecuária - salários femininos 3% superiores aos salários masculinos
  • Engenharia cartográfica - salários femininos 3% superiores aos salários masculinos
  • Assistentes de comunicação - salários femininos 1,17% superiores aos salários masculinos


Os homens ainda ganham mais

Apesar da boa notícia, os homens continuam ganhando mais  que as mulheres no exercício das mesmas funções para todas as demais profissões regulamentadas. Segundo o último levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento do rendimento feminino reduziu um pouco as disparidades entre os sexos, mas não foi uniforme em todo o país. 

Em 2010, o rendimento médio era de R$ 1.587 para os homens e R$ 1.074 entre as mulheres (ou seja, as mulheres recebiam o equivalente a 67,7% do rendimento masculino). Nas cidades com mais de 500 mil habitantes, a desigualdade de rendimento entre mulheres e homens é menor comparativamente às cidades menos populosas.

Por que isso acontece?

Existem algumas explicações plausíveis para que o salário atribuído às mulheres sejam inferiores aos dos homens.

Maiores responsabilidades domésticas -  Segundo a  coordenadora do Grupo de Pesquisa Gênero, Sexualidade e Sexo da Faculdade de Educação da UFMG, Adla Betsaida Martins Teixeira, as mulheres ainda precisam assumir maior parte das tarefas domésticas, e com isso os homens conseguem titulações e ascenções de carreira mais rapidamente. Uma vez no poder, tendem a dar mais visibilidade e credibilidade aos projetos e aos funcionários do sexo masculino.

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Mulheres assumem carreiras que ganham menos -  As áreas gerais de formação nas quais as mulheres com 25 anos ou mais de idade estão em maior proporção, isto é, Educação (83,0%) e Humanidades e Artes (74,2%), são justamente aquelas com menor rendimento mensal médio entre as pessoas ocupadas (R$ 1.811 e R$ 2.224, respectivamente). O diferencial se mantém mesmo quando a proporção de mulheres se torna equivalente à dos homens, como na área de “Ciências Sociais, Negócios e Direito”, onde as mulheres recebiam 66,3% do rendimento dos homens.

Mito da maior eficiência masculina – muitos profissionais escolhem os funcionários que vão trabalhar para as empresas, assumir cargos de gerência, presidir grupos e representar marcas pelo gênero. As mulheres, muitas vezes, são vistas como “menos eficientes” em diversos cargos, e a justificativa de quem faz essa escolha é que elas são demasiado preocupadas com a família e filhos, são mais sensíveis, e têm menor raciocínio lógico. A maternidade e a licença que é concedida por lei também é um impecilho na contratação de mulheres. 

Os cargos citados acima com mulheres a receber maiores salários que os homens em profissões tradicionalmente masculinas vem desmentir esse mito.

A região e a cor da pele também influenciam

A contribuição da mulher no rendimento da família também varia de acordo com a região do país que ela reside e com a cor da pele/raça . A média de contribuição das mulheres no rendimento familiar foi de 40,9% considerando mulheres de todas as localidades e raças. 

Para as mulheres residentes em áreas rurais, a contribuição no rendimento familiar total foi ligeiramente maior (42,4%) em comparação àquelas residentes em áreas urbanas (40,7%). E enquanto no Nordeste o valor chegou a 46,8%, no Centro-Oeste foi o mais baixo entre as regiões, de 37,8%. Esses dados significam que, no Nordeste e nas regiões rurais, a mulher tem recebido salários mais semelhantes aos homens do que nas áreas urbanas. 

Quanto a raça, as mulheres pardas contribuem com 42,0% do orçamento familiar enquanto as mulheres de cor branca contribuem com 39,7%.

Brasil cai no ranking de igualdade de gênero

O Fórum Econômico Mundial divulgou no ano passado o mais recente raking sobre as desigualdade entre gêneros em 142 países. A organização avaliou as diferenças entre homens e mulheres na saúde, educação, economia e indicadores políticos. 

O Brasil, que em 2013, ocupava a 62ª posição, caiu 9 posições e hoje ocupa 71ª colocação na lista.  Apesar de ter mantido a igualdade entre homens e mulheres nas áreas de saúde e educação, o Brasil perdeu posições nos índices que medem participação feminina na economia e na política. A maior queda ocorreu na avaliação que considera salários, participação e liderança feminina no mercado de trabalho.

No ranking, o país com maiores igualdades entre gêneros é a Islândia, e com maiores desigualdades é o Iêmen. 

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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