Como o Brasil inventou os carros 1.0

Os carros 1.0 foram inventados no Brasil num período de recessão econômica para alavancar as vendas e impulsionar o mercado automobilístico no país. Saiba mais.

Como o Brasil inventou os carros 1.0
Em 2001, os carros populares representavam 71% das vendas de automóveis no Brasil, hoje são responsáveis por 40%.

Os carros populares 1.0 foram criados para alavancar a indústria automobilística em tempos de crise da economia brasileira, mais precisamente em 1993, tendo o seu pico em 2001, ano em que mais de 70% dos carros vendidos eram os carros populares 1.0.

A proposta, com o desenvolvimento dos carros populares, era tornar a compra de carros acessível às pessoas de renda mais baixa. A medida de incentivo tomada pelo governo foi criar uma alíquota reduzida para os carros populares, que eram vendidos a preços mais baixos. Em 1995, um carro popular custava cerca de R$7.500,00.
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Mas além do preço mais baixo, os carros populares têm ainda outras peculiaridades, como por exemplo o motor 1000, ou 1.0, que é exclusivo do mercado doméstico brasileiro.

Os carros populares são leves, compactos, basicamente sem quaisquer acessórios e caracterizam-se, sobretudo, por serem econômicos e oferecem uma boa relação custo-benefício.

O mercado dos carros populares 1.0 no Brasil

Os primeiros carros populares 1.0 a serem lançados no mercado brasileiro foram o Fiat Uno Mille, o Gol, o Chevette Junior, o Corsa Wind, seguidos pelo Gol Plus e o Palio, versões já mais aprimoradas dos carros populares. Até o famoso Fusca foi relançado em 1993 como carro popular, junto com a Kombi.

Os carros populares 1.0 tiveram um importante papel para o mercado de automóveis durante quase duas décadas, época em que era monopolizado por apenas quatro fabricantes. Mas com a retomada do crescimento econômico e a abertura do mercado nacional, novas fabricantes de automóvel estão entrando no mercado, trazendo conceitos diferenciados de carro. O próprio consumidor está mais exigente e já não se conforma com a falta de potência dos motores 1.0 e com o pouco conforto que um carro popular oferece.

Hoje, a venda de carros populares ainda representa 40% dos número dos número do setor, mas com ao aumento da concorrência, é possível que o típico carro popular brasileiro esteja com os seus dias contados. Em todo caso, já fez muito bem o seu papel.

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Redação E-konomista Redação E-konomista

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