Economia brasileira fecha o ano em situação vulnerável

Pesquisas realizadas por agências internacionais colocam a economia brasileira em 5º lugar entre os países em desenvolvimento com maiores chances de sofrer uma crise.

Economia brasileira fecha o ano em situação vulnerável
Economia brasileira corre risco de sofrer uma crise
  • O mês de outubro registrou um aumento de 3,7% na inadimplência. Principais dívidas dos brasileiros é com cheque especial, crediários e cartão de crédito.

Se as facilidades para a concessão de créditos pessoais deixou o orçamento familiar frágil, levando a um aumento significativo do endividamento das famílias nos últimos, agora, o que deixa a economia brasileira vulnerável é o rápido crescimento do crédito privado.

De acordo com levantamentos de agências internacionais, entre os países em desenvolvimento, o Brasil é o 5º da lista com maior risco de sofrer uma crise financeira. E o motivo seria o aumento da concessão de crédito ao setor privado, além dos baixos níveis de reservas financeiras internacionais e a desvalorização do real.

Alta dos juros e inadimplência

Outros aspectos apontam para uma maior vulnerabilidade da economia brasileira e torna mais provável uma crise financeira. O aumento das taxas de juros para pessoas físicas atingiu o seu maior valor desde o fim do ano passado, chegando, em outubro, a 5,56% ao mês. E a previsão é que ocorra um novo aumento das taxas básicas de juros das operações de crédito até o fim do ano.

Entre as taxas com maior aumento estão juros de comércio, empréstimo pessoal e cheque especial. Embora o número de cheques devolvidos tenha diminuído quase 12% em relação ao mesmo período do ano passado, cresceu mais de 16,5% no último mês. Os juros do cheque especial tiveram aumento no último mês de 0,6 pontos percentuais.

As últimas pesquisas do SERASA também apontam um aumento de 3,7% no número de inadimplência em outubro. As principais dívidas não pagas pelos brasileiros são de cartão de crédito, crediário pessoal em lojas, e prestações para financeiras. 

A expectativa é que com o 13º salário, os brasileiros priorizem o pagamento das dívidas e recuperem o crédito no mercado. Isso ajudaria a gerar mais fluxo de consumo e a movimentar a economia brasileira.

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