3 formas que o impeachment pode afetar o seu bolso. Saiba como se proteger

Caso acredite que o impeachment é uma questão meramente política e que não afetará as finanças pessoais da classe trabalhadora brasileira, está errado. Saiba como esse processo pode afetar o seu bolso e como se proteger.

3 formas que o impeachment pode afetar o seu bolso. Saiba como se proteger
Se enganou aqueles que pensam que o processo de impeachment não afeta as finanças

Se você assiste televisão, lê jornais ou acompanha o feed de notícias do Facebook sabe que o assunto do momento é o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Muitos brasileiros, cansados dos anúncios de crise econônomia do país e de corrupção não estão em alerta sobre as consequências do impeachment. Mas saiba que ele pode afetar sim, o bolso do cidadão brasileiro.

A verdade é que, mesmo que Eduardo Cunha tenha aceitado o pedido, existe ainda um longo processo até que seja deferido ou não o impeachment. Em resumo, o processo passa por:

1. Constatação de um crime – o pedido pode ser protocolado por qualquer cidadão, mas é preciso que haja a caracterização de um crime de responsabilidade fiscal por parte do presidente que tenha relação com o seu mandato vigente (atual). Isto de acordo com a Lei Nº 079/1950.

2. Admissão do processo – o presidente da Câmara solicita a análise técnica e decide se irá acatar o pedido ou arquivar.

3. O processo – após o pedido ser acatado, será realizado uma análise por uma comissão formada por parlamentares de todas as bancadas da Câmara. O prazo são 10 dias para que a comissão decida se é ou não favorável. Após esta decisão são mais 20 dias para que a presidenta possa apresentar uma defesa. Com o relatório pronto, o mesmo é posto em votação no plenário. Para ser aceito é preciso que dois terços votem (342 de 513). Com isso, o presidente fica afastado por 6 meses a espera do resultado.

4. Resultado – o processo agora acontece no Senada, onde é necessário o voto de dois terços (54 de 81). Neste âmbito será decidido ainda se, além da perda do mandato, se a mesma fica inelegível por até 8 anos. Em caso contrário, de ser absolvida, retorna imediatamente ao cargo.

5. Quem assume – caso o vice-presidente não seja acusado de envolvimento no suposto crime (que é o caso deste processo contra a Dilma Rousseff) o mesmo irá assumir a presidência. Em caso de envolvimento, o próximo a assumir o cargo é o Presidente da Câmara, com posse de cargo interino. Neste caso, como se trata dos dois primeiros mandatos do presidente, o Congresso teria que convocar novas eleições em 90 dias. Na segunda fase, o Congresso seria o responsável por escolher o novo presidente, num prazo de 30 dias.

Como o impeachment afeta o orçamento do brasileiro

Prepare o sue bolso para os possíveis impactos na econômia brasileiro, caso o impeachment aconteça:

1. O orçamento

Este deve ser o primeiro de todos da sua lista. Faça um planejamento pessoal do quanto você recebe mensalmente e quais são os seus gastos básicos. Mantenha-se sob controle e não use o dinheiro para compras supérfluas. O cenário econômico estará desestabilizado, e de tudo um pouco pode acontecer.

2. Faça uma reserva

É essencial que você tenha uma reserva de emergência para imprevistos como perda de emprego e aumento dos preços. É esperado que, caso o impeachment aconteça, a inflação continuará em alta e, consequentemente, o preço da cesta básica também subirá. Assim como a probabilidade do aumento da taxa de desemprego no país.

3. Evite as dívidas

Tente, ao máximo, comprometer-se com novas dívidas. Isso pelo fato do aumento das taxas de juros (Selic). Atualmente, a taxa média é de 14,25% ao ano, em diferentes tipos de operações de crédito. Já as taxa do rotativo (quando há o pagamento mínimo do cartão) chega a 406,1% ao ano. Caso o processo conclua-se, há a possibilidade de um novo aumento, que pode complicar o orçamento pessoal.

Em resumo, é preciso pensar em uma estratégia de organização e planejamento do orçamento, seja pessoal ou familiar. Procure por planílhas e aplicativos que auxiliem a não gastar mais do que o necessário e tenha sempre, guardando em uma poupança (por exemplo) um dinheiro extra, caso precise se manter ou os gastos planejados subam.

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Redação E-konomista Redação E-konomista

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