A economia doméstica da nova classe média brasileira

A expansão da classe média brasileira nos últimos cinco anos, alavancou a economia do país e tem movimentado o setor de serviços. A TV a cabo e a internet banda larga estão entre os serviços mais contratados.

A economia doméstica da nova classe média brasileira
Economia doméstica e prioridades de consumo da nova classe C
  • TV a cabo, telefonia móvel e internet banda larga ganharam prioridade no orçamento.

Nos últimos cinco anos, o setor de telecomunicações e entretenimento foi um dos que mais cresceu. Só no ano passado, o crescimento foi muito maior do que o esperado, entre 6% e 8%, bastante acima da média nacional de 1%. Isto quer dizer, que novos clientes aderiram a estes tipos de serviços.

 

O crescimento do setor de telecomunicações está diretamente relacionado com a expansão da classe média no Brasil e uma nova economia doméstica. Estes serviços, entre outros tipos de consumos de bens duráveis e não duráveis, que antes eram considerados supérfluos ou de luxo, passaram a fazer parte da vida de milhares de famílias brasileiras. Os serviços de internet banda larga e de TV a cabo são exemplos disto.

 

Hoje, cerca de 17 milhões dos domicílios brasileiros possuem TV a cabo e mais de 94 milhões de pessoas têm acesso à internet regularmente. Já os números da telefonia móvel chegaram às 264 milhões de linhas. E a estimativa é que os números continuem crescendo. 

 

 

O NOVO PERFIL DA CLASSE MÉDIA

De acordo com dados da SAE - Secretaria de Assuntos Estratégicos, a classe média hoje corresponde a 104 milhões de pessoas, numa população com cerca de 198 milhões, e é responsável por 48% da renda nacional. A renda média domiciliar desta camada social é de R$2.300. Atualmente, cerca de 65% da renda mensal é destinada ao pagamento de serviços.

 

Nos últimos dois anos, o serviço mais contratado pela classe média têm sido a TV a cabo, com um aumento de mais de 30%. Cerca de 49,5% das famílias brasileiras de classe média tem a TV como principal fonte de entretenimento. O segundo segmento que mais cresceu foi o de telefonia móvel, principalmente pré-pago, contabilizando também mais cerca de 30% de novos contratos. Em terceiro lugar, aparece a internet banda larga, com crescimento de 28%.

 

Hoje, quase 58% das pessoas pertencentes à classe média tem acesso aos meios digitais de comunicação e informação.

 

A TV é uma das principais fontes de lazer e entretenimento da família de classe média no Brasil, isso explica o investimento numa maior variedade de conteúdos.

 

Outra aspecto que mudou na economia doméstica da nova classe média, é a fatia do orçamento destinada à educação básica de qualidade e em formação superior. Mais de 27% das pessoas pertencentes a esta camada social, tem a educação como prioridade.

 

 

A CLASSE MÉDIA APRENDEU A RECLAMAR 

Com tantas novas adesões, a infra-estrutura das telecomunicações precisa ganhar novos investimentos, pois a nova classe média é mais consciente em relação ao peso que as coisas têm para a economia doméstica e não se satisfaz em pagar por serviços e produtos que não atendam, com qualidade, às suas demandas.

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Redação E-konomista Redação E-konomista

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