A economia brasileira encontrou a resposta para o crescimento?

A economia brasileira está hoje entre as 10 maiores do mundo, e tem despertado análises controversas sobre o seu desempenho e futuro.

A economia brasileira encontrou a resposta para o crescimento?
A economia brasileira encontrou um rumo ou teve apenas sorte?
  • Análise do colunista Joe Nocera, do The New York Times, compara a política de crescimento da economia brasileira à americana.

Num artigo da coluna de Joe Nocera, recentemente publicado pelo jornal americano The New York Times, a pergunta que se coloca, inicialmente é: será que a economia brasileira encontrou a resposta para o crescimento ou apenas teve uma onda de sorte, que pode estar se esgotando?

No artigo, o colunista fala sobre as impressões que teve sobre o Brasil em viagem recente ao Rio de Janeiro. O contraste entre os bairros nobres e as favelas lhe impressiou tanto, quanto o tráfego engarrafado pelo excesso de carros nas ruas. Mas para Joe Nocera, o imenso volume de veículos parecia ser a prova de que, de fato, a economia brasileira estava mesmo crescendo, e a desigualdade diminuindo. A conclusão parecia óbvia: mais pessoas agora têm dinheiro para comprar carros.

Com a intenção de compreender melhor o que se passa realmente com a economia brasileira, o colunista do TNYT foi em busca da análise de economistas e especialistas, e os dados que encontrou conferem com o que tem-se divulgado também  por aqui: a desigualdade social está diminuindo, o número de brasileiros desempregados nunca foi tão baixo, a classe média está se expandindo, a renda per capita aumentou e o poder de consumo também.

Mas será que este crescimento é sustentável, ou a linha de crescimento do gráfico vai começar a cair? Os índices apontam que o PIB nacional está sofrendo uma desaceleração, e não há perspectivas de melhora. O Brasil cresceu pouco em termos de ganho com produtividade, e a economia está muito concentrada no consumo. 

O que os especialistas dizem, ao menos os americanos, é que o Brasil viveu uma maré de sorte, mas como decretou em artigo recente o jornal The Economist, a economia brasileira está em declínio. 

Por outro lado, ao comparar o princípio que parece reger o desenvolvimento da economia brasileira ao da economia americana, o colunista questiona-se sobre qual corre melhor. E destaca que para o governo petista de Dilma Rousseff, o crescimento econômico do país tem como objetivo principal a melhoria das condições de vida do brasileiro. A política assistencialista brasileira e os programas sociais, como Bolsa Família, jamais seriam implementados nos Estados Unidos. O que leva Nocera a concluir que para os Estados Unidos, o crescimento econômico é um fim em si mesmo.

É claro que as políticas e estratégias de crescimento adotadas pelo Brasil podem ser também um tiro no pé. Mas ao menos comparada com a economia americana, mesmo com todos os problemas que enfretamos, parece que estamos a seguir o rumo certo, aparentemente temos uma resposta que parece ser coerente com todas as nossas demandas. O crescimento da economia brasileira precisa beneficiar o povo de alguma maneira. Mas o caminho a percorrer ainda é longo e, é verdade, pode ser que não cheguemos ao fim.

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