Voltar para o Brasil depois de morar fora

Voltar para o Brasil depois de morar fora durante anos pode não ser fácil como parece. A síndrome do regresso causa tristeza, estranheza e até depressão.

Voltar para o Brasil depois de morar fora
Voltar para o Brasil depois de morar fora pode demandar anos de readaptação.

Seja após um intercâmbio, tentativas que não deram certo ou simplesmente a saudade de casa, voltar para o Brasil depois de morar fora pode ser mais difícil do que simplesmente partir. Estamos falando sobre um acontecimento muito mais corriqueiro que se imagina, causador de um intenso impacto psicológico aos que estão de volta à pátria amada: a chamda síndrome do regresso.

Independente do motivo que o levou a juntar suas coisas e embarcar de volta ao seu país, o processo de deixar tudo – novamente – para trás e pisar em um solo que sempre conheceu tão bem pode causar tristeza, estranheza e acredite, até mesmo depressão.

Os desafios de voltar para o Brasil depois de morar fora

Certamente, o frio na barriga e a falta de chão começam ainda no país estrangeiro: o que a família vai dizer? O que vou fazer de agora em diante? O que mudou? Ao voltar para o Brasil depois de morar fora são tantas preocupações e planos que ao desembarcar, você simplesmente não se sente em casa.

Conhecida como a “síndrome do regresso”, o termo e condição caracterizada pelo neuropsiquiatria Décio Nakagawa, define essa espécie de falta de identidade como um jet lag emocional. Não é frescura, não é birra, é dor. Através dela, o intercambista ou viajante regresso sente-se uma pessoa diferente daquela que deixou o Brasil há alguns anos – mais madura, sim, mas também deslocada, saudosa e com uma estranha sensação de quem não pertence mais a este território.

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De acordo com a psicóloga Kyoko Nakagawa, viúva de Décio, enquanto a adaptação em um país diferente acontece em seis meses, a readaptação ao país de origem pode levar até dois anos. Afinal, retornar é uma nova imigração. Principalmente quando o indivíduo esteve fora por períodos superiores a três anos.

Para a família, feliz com seu retorno, regressar sob um semblante triste e apático pode desencadear no recém-chegado um sentimento de culpa por estar passando por esse processo. Se quiser reclamar, eis que temos um novo desafio: amigos e parentes podem ainda te achar esnobe e demonstrar pouca paciência em ouvir suas reclamações. De acordo com a psicoterapeuta Sylvia Dantas, esse comportamento dos que ficaram pode ser justificado como um misto de saudade e inconsciente sentimento de abandono, ressentimento e até mesmo inveja daquele que decidiu se aventurar.

Além deste fator principal, outras questões envolvendo a rotina local agravam o processo de superação desse quadro emocional. Entre os maiores desafios de se voltar para o Brasil depois de morar fora por tantos anos, reaprender o ritmo alucinante do cotidiano brasileiro pode ser ainda mais deprimente, com a adição de um sentimento de falta de novidade e de só mais um na multidão. Há de se contentar e lidar novamente com a violência, o trânsito, a desordem, o “jeitinho” e tantos outros fatores que possivelmente desencadearam sua partida anos atrás.

Sem distinção de nacionalidade, faixa etária ou classe social, para muitos, essa crise é algo muito mais forte que simples saudades da vida que levava no exterior, de modo que alguns sequer conseguem concluir o processo de readaptação – partem logo para um novo destino, sem data para voltar.

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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