7 fatos que provam que você nasceu numa família brasileira

"- Qual é a sua ascendência?"
"- Ah, sou um pouco japonesa, com italiana, árabe e um toque africano". 

7 fatos que provam que você nasceu numa família brasileira
A cultura brasileira é única. No exterior, percebe-se ainda mais como somos diferentes...

Não importa qual país você mora atualmente, quem nasce em família brasileira inevitavelmente carrega consigo inúmeros hábitos e costumes que nos diferenciam dos demais. Às vezes, só notamos o quão especiais somos quando comparamos os costumes dos estrangeiros que encontramos mundo afora com os nossos. Veja alguns exemplos abaixo.
 

"Qual é a sua ascendência"?

Se tem uma coisa que as pessoas perguntam sempre quando estamos fora do Brasil é qual é a nossa ascendência. No entanto, nós, brasileiros, somos um povo extremamente miscigenado, misturado. Português, italiano, alemão, japonês, polonês, africano. Temos de tudo um pouco correndo nas veias e muitas vezes temos sangue ainda dos nativos que já povoavam o país muito antes de 1.500. Essa mistura toda nos faz termos uma história e cultura extremamente rica e fica difícil explicar toda a nossa genealogia para os gringos. O mesmo acontece com nossos sobrenomes vindos de todos os lugares do mundo, pra não dizer os traços físicos que confundem meio mundo.

 

Não existe apenas um prato típico no natal

Sempre me perguntam qual prato é o prato típico do natal no Brasil. Eu sempre respondo que são vários, afinal, cada família tem uma tradição e, muitas vezes, isso quer dizer um pouco de tudo. Enquanto uma família americana tem o peru como prato tradicional na ceia de natal, muitas famílias brasileiras chamam todo mundo pra cear junto e nada de prato gourmet. É aquele menu básico: arroz, leitão, um chester, farofa, dois frangos (porque só um chester Sadia acabou não dando pra todo mundo), carne assada, salada de maionese, salada de frutas, torta holandesa e ainda tem um panetone. Pra beber tem de tudo também. Vai dizer que nunca brindou com uma cidra Cereser?

 

Café da manhã tem que ter sustância!

Café da manhã no Brasil é sinal de sustância! Pão francês, pão de queijo, frios, tapioca, café com leite, leite com Nescau (ou Toddy), frutas, etc. Nossas famílias nos ensinaram que essa é a reifeição mais importante do dia e que "saco vazio não para em pé"!  E nós acreditamos, com muito gosto.

 

Nós temos muita criatividade para dar nomes

Quem nunca se deparou com um nome brasileiro um tanto quanto fora do comum é porque não conhece muita gente no país ou o nosso poder criativo. Diferente de alguns países, como Portugal, onde ainda há uma grande restrição quando se trata de nomes dados a bebês, no Brasil ainda há uma grande flexibilidade. Não é à toa que vira e mexe aparecem alguns nomes que misturam parte do nome da mãe com o do pai e por aí vai.

 

Somos treinados para uma batalha matinal

A maioria dos brasileiros está acostumada a enfrentar uma longa jornada no trânsito até chegar no trabalho ou faculdade (isso inclui carro, ônibus, metrô, bicicleta, balsa, patinete...). Para conseguir vencer essa batalha diária, muitos de nós fomos treinados por nossos pais, avós, tios e irmãos mais velhos a acordar logo cedo, seja com muita paciência ou muitos "Fulano, você ainda não levantou? Vai perder a hora! / Corre que o metrô está em greve! / Corre que está chovendo e está tudo parado/alagado". Sendo assim, achamos até estranho quando um gringo diz que enfrentou 15 minutos de muito trânsito para cruzar de uma ponta da cidade a outra.

 

Temos a mania incurável de guardanapos e molhos

Fui à Croácia no último mês e virava os olhos toda vez que sentava para comer e não tinha guardanapos na mesa. Nós, brasileiros, somos acostumados com guardanapos. Para pegar a comida, para limpar as mãos, para limpar a boca, para limpar até o próprio guardanapo! Molhos, como ketchup, maionese e mostarda também têm que estar sempre por perto, principalmente se for fast food. Se não parece que o pão fica meio seco, não é?

 

Quem convida é quem paga

Somos de uma cultura na qual somos ensinados que quem convida é quem paga. Apesar de hoje em dia muita gente dividir a conta, sempre lembramos desse princípio nem que seja na brincadeira: "você convidou, nem trouxe a carteira, viu!?". No entanto, há lugares que a cultura não é bem essa, por isso, se alguém te convidar para uma festa de aniversário ou até mesmo de casamento no exterior, pode ser que você receba a continha pelos gastos que os anfitriões tiveram com você (sim, acredite!). Neste caso, não pagar é pra lá de falta de educação.
Se tiver que pagar mesmo, o melhor é comer como se o mundo fosse acabar hoje... 

Este texto é de autoria e responsabilidade do nosso parceiro Já Fez as Malas


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Nataly Lima Nataly Lima

Formada em comunicação pela PUC-SP e mestre em jornalismo pela Universidade do Porto, Nataly tem focado seu trabalho em editorias como cultura, tecnologia, marketing digital e turismo. Em 2015 fundou o site Já Fez as Malas, sobre intercâmbio e viagens internacionais para brasileiros.

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