Viajo Logo Existo: o casal que largou os empregos no banco para viajar o mundo de carro

Conheça a história do "Viajo Logo Existo", projeto idealizado por um casal que colocou o pé na estrada e quer dar a volta ao mundo de carro. 

Viajo Logo Existo: o casal que largou os empregos no banco para viajar o mundo de carro
Rachel e Leonardo vão viajar de carro por 42 meses

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A vida de Rachel Peganotto e Leonardo Spencer não dava a menor pista de que algum dia eles decidiriam viajar de carro pelo mundo. Ela economista, atuando na mesa de operações de câmbio com clientes corporativos, ele trader de juros. Trabalhavam em um banco desde a faculdade e o plano era continuar, juntar dinheiro, fazer viagens de férias e um dia irem morar fora do país, talvez na Austrália.
 

Mas os planos existem para isso mesmo: serem alterados. Um dia, mais precisamente em abril de 2012, Leornado retornou de uma viagem de férias com os amigos. Estiveram a surfar na Costa Rica. A volta ao trabalho depois do recesso é sempre traumática, mas essa foi ainda mais custosa. Algo tinha saído do eixo e era preciso reorientar.

Foi então que viajar de carro pelos 5 continentes passou a ser uma opção bastante atraente. Com uma vida estável e sem filhos, era a “hora de tirar umas férias prolongadas”. Todos os preparativos e, depois, o caminho feito passaram a ser relatados detalhadamente no site “Viajo Logo Existo”.

Miramar, Nicarágua
 

Por que de carro?

Férias prolongadas viajando o mundo é mole, muita gente está disposta a fazer isso. Mas viajar de carro? Como? Por que? De avião não seria mais prático? Talvez sim, talvez não. O certo é que essa foi a escolha do casal, cujo maior percurso rodoviário até então tinha sido de São Paulo até o litoral paulista.

Já com a sementinha da viagem germinando, Leonardo conheceu, através de um amigo, o projeto Challenging Your Dreams, resultado da jornada que Grace Downey e Robert Eger fizeram pelo mundo de carro. O relato inspirador foi mais do que o suficiente para conquistar Rachel também. Em pouco tempo, os dois começavam a fazer contas, traçar roteiros e organizar a aventura sobre 4 rodas. “Nossa intenção era ver mais do mundo. Acreditamos que de carro estamos mais expostos”, comenta Rachel.
 

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Uma estrada para três

Para que o casal pudesse viajar de carro, estava faltando um integrante: o próprio carro, que foi adquirido e especialmente adaptado para a ocasião. Os móveis foram pensados e depois construídos por marceneiros que nunca tinham feito nada igual. Além disso, o veículo precisou de acessórios de segurança e que viabilizassem a sustentabilidade dos três. O resultado foi mais do que satisfatório. “Moramos nele. Somos auto-suficientes para dormir e comer”, afirma a economista aventureira.
 
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Grande parte do planejamento de um ano foi voltada para o protagonista que é meio de transporte, casa e porto seguro. Rachel e Leonardo não iriam apenas viajar de carro, mas com o carro. Para isso, era preciso que todas as condições estivessem reunidas, o que justifica também o investimento inicial de R$ 150 mil, considerando 80 mil do valor do veículo.

Baja California​
 

Rachel e Leonardo saíram do Brasil em maio de 2013 e já passaram pelas mais variadas situações nesses mais de 2 anos de estrada. Entre os apertos do cotidianos, é natural que se crie uma relação afetiva com aquele que conduz o casal pelo mundo. “Ele é o terceiro integrante da viagem! Já ficamos em hotéis muito ruins na América do Sul e, acredite, dá uma saudade do carro…”, enfatiza Rachel.


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Planejar é sempre preciso

Parece incrivelmente fácil dizer que largou tudo para viajar de carro pelo mundo, mas já vimos que não é bem assim. A preparação antes da viagem do casal foi intensa, deliciosa, mas exaustiva. Todo os 42 meses como nômades foram arquitetados previamente, inclusive para saber se haveria viabilidade financeira e logística. “Fizemos um roteiro com a ajuda do Google Maps, cidade a cidade, de São Paulo até a Austrália. Queríamos saber se estávamos incluindo tudo o que queríamos ver. Também queríamos fugir ao máximo do frio, aproveitar o verão europeu, a migração dos animais no Sul da África e evitar as chuvas na Índia”, conta Rachel.
 

Mesmo com as reservas financeiras, precisavam ter em mente como funcionaria a organização depois da partida. Inicialmente, todo o dinheiro saiu do bolso dos dois. Rachel explica que usaram as poupanças e aproveitaram para alugar o imóvel que ficaria vazio. “Temos um apartamento em São Paulo e, com o preço da subida dos imóveis na cidade, conseguimos pagar a parcela do financiamento e ainda sobra para a viagem”.

Estrada Deserto Sahara
 

A outra parte do sustento na estrada vem da lojinha que eles têm online. Vendem canecas, camisetas e os livros editados pelo caminho, resultados de muita troca com o público que acompanhou o casal desde o início. “Fizemos o primeiro e deu certo, já tivemos que fazer a segunda edição, pois acabou em menos de 6 meses. Foi focado na América Latina e o segundo, que acabamos de lançar, conta nossos 9 meses pela Europa”. A verba para as publicações veio de um crowdfunding entre os leitores e familiares..

A página de Facebook com mais de 500 mil likes também já começa a gerar frutos nesse sentido, ainda que timidamente. Os parceiros vão surgindo aos poucos para integrar o projeto de Rachel e Leonardo. Afinal, viajar de carro não precisa e nem deve ser um ato solitário.
 

O caminho se faz dirigindo


Croácia

Com tantas notícias tristes que recebemos, fica a ideia que viajar de carro pelo mundo pode ser bastante perigoso ou que as experiências tendem a ser mais desagradáveis. Com este casal, não foi bem assim. “Tentamos ser honestos e não temos muitas dificuldades para listas. Ouvimos horrores sobre fronteiras, policiais corruptos, mas não encontramos nada disso. Difícil mesmo é ficar longe da família”. Rachel revela que as surpresas podem ser muito melhores do que imaginamos ou do que nos fazem acreditar. “Há muito mais bondade e pessoas querendo ajudar do que o que o noticiário mostra”.

 

E será que com uma jornada tão prazerosa, viajar de carro será uma constante? Para Rachel, os 3 anos e meio de estrada que planejaram são mais do que suficientes. “Conhecemos muitas pessoas e vimos como é fácil postergar a volta. Você vive barato e, se tiver um fluxo de caixa constante, dá para ir levando. Mas temos outros projetos de vida e para realizá-los vai ser melhor estar fixo em algum lugar”.

 

Uma mãozinha no relacionamento

Para quem quer seguir o mesmo caminho, ainda que não seja a bordo de um 4x4, a viajante avisa que a máxima a andança é: só sei que nada sei. Mesmo com toda a imersão cultural, seria preciso um tempo indefinido para perceber muito bem a cultura local, que deve ser sempre respeitada. Viajar a dois acaba por ser enriquecedor para o relacionamento. É uma excelente oportunidade para conhecer o seu parceiro bem a fundo e em situações extremas.

 

A vida de nômade encanta, mas não é fácil e precisa de dedicação, inclusive prévia. Se você ficou inspirado com essa história, a Rachel avisa que o segredo está em acreditar e investir no seu sonho. “Nós nunca tínhamos acampado, não sabíamos nada sobre viajar de carro, nem nada sobre o próprio carro, mas aprendemos. Com planejamento, estudo e disposição dá para realizar qualquer sonho”.

 

Viajo Logo Existo em números



No site, o casal mantém todas as informações atualizadas e são seguidos de perto por leitores ávidos. Há cada 15 dias pelo menos, há uma espécie de prestação de contas, quando são atualizados os números referentes à viagem. Atualmente na Namíbia, os intrépidos nômades sob quatro rodas contam com os seguintes dados.

 

  • 51 países visitados

  • 725 dias de viagem

  • 89.763 km rodados

  • 9.342 litros de diesel consumidos

  • 247 abastecimentos

  • 2.244 horas dirigindo

  • 11 dias sem banho

  • 39 fronteiras

  • 50.042 fotos

  • R$ 242.478 gastos até agora

 

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