Venda de automóveis mais antigos aumenta

Este foi o único segmento que apresentou crescimento no primeiro semestre de 2016. A venda de carros novos caiu 30% no mesmo período

Venda de automóveis mais antigos aumenta
Avanço nas vendas foi de pelo menos 6,9% neste semestre

Entre janeiro e junho deste ano, a compra de automóveis usados “maduros”, como são chamados, aumentou 6,9%, fazendo deste o único segmento que apresentou crescimento no primeiro semestre, de acordo com a Cetip. Informações são do Estadão.

Veículos novos, por outro lado, apresentaram uma queda de 30%, enquanto que os seminovos (até três anos de fabricação) tiveram baixa de 11,2%, os usados jovens (quatro a oito anos) baixaram 6,4% e, por último, os automóveis com mais de 12 anos, caíram as vendas para 27,4%.

Automóveis com 9 a 12 anos de uso, ou seja, fabricados entre 2004 e 2007, acabaram se tornando preferidos para compras. O gerente de Relações Institucionais da Cetip explicou o aumento: “O baixo nível de confiança do consumidor, o aumento do desemprego e a queda da renda são os fatores que explicam o recuo acentuado nos financiamentos no primeiro semestre”.

Além disso, em 2007 ocorreu um recorde de vendas de automóveis, o que acabou puxando o crescimento dos financiamentos dos veículos ‘maduros’, já que há um grande estoque. Rodrigo Borer, presidente da Webmotors, maior site de venda de carros do país, alega que há mais procuras por veículos seminovos. Segundo ele, “o comprador do carro zero hoje compra um seminovo”.

O maior atrativo para a compra dos veículos ‘maduros’ é o baixo custo em relação aos novos. Mas ainda assim é necessário estar atento ao que realmente vale mais à pena para cada consumidor, levando em consideração o prazo do financiamento, os custos adicionais e as condições. De um modo geral, de acordo com o Estadão, os juros para financiar carros mais antigos são maiores, bem como os gastos com a manutenção.

“A depender dos custos para comprar a prazo, abrir mão de itens de conforto e adquirir um carro mais novo pode valer mais à pena do que comprar um carro equipado mais antigo”, explicou o analista de consultoria Molicar, Vitor Meizikas.

Foto: Reprodução Wikimedia

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