Venda casada: como fugir desse truque?

Quer saber se a venda casada é vantagem para o consumidor ou não? Veja como funciona e como fugir de vendedores estratégicos.

Venda casada: como fugir desse truque?
Saiba como funciona a venda casada e se o consumidor deve ou não realizá-la

A venda casada ocorre quando o vendedor ou prestador de serviços condiciona a venda do produto ou o serviço à aquisição de outro item. É comum ver promoções extraordinárias que oferecem esse serviço caso o consumidor opte por esse tipo de procedimento. Saiba as vantagens e desvantagens da venda casada.

O que é venda casada

A venda casada é quando o vendedor oferece ao consumidor uma forma de vincular a compra de um produto ou serviço a outro. Ela acontece muito na prestação de serviços de comunicação, são os chamados “combos” de canais de TV a cabo, telefonia e internet.

Também ocorre quando o cliente compra pacotes turísticos e a empresa oferece a possibilidade de a contratação de traslado aéreo e terrestre. Além disso, é comum ver a famosa venda casada quando se abre uma conta bancária ou adquirir cartões de crédito e o banco inclui também a contratação de títulos de capitalização.

Muitas pessoas não têm conhecimento, mas essa técnica é considerada crime contra as relações de consumo, pelo Código de Defesa do Consumidor, de acordo com a Lei 8078/90, artigo 39, a qual define que é proibido ao fornecedor de produtos ou serviços condicionar o fornecimento de produto ou de serviço à compra de outro produto ou serviço.

Como avaliar se vale a pena

Antes de pensar se é vantajoso ou não é importante ressaltar que o vendedor tem que deixar bem claro ao consumidor todos os itens da compra, quanto vai custar e o que será de direito e dever do cliente quando realizar a compra. O comprador terá que analisar tudo que está sendo pago, o período o qual está pagando e todos os prós e contras antes de fechar o negócio.

Dicas de como fugir

É fundamental que o cliente preste muita atenção aos termos e contratos antes de assinar, além de ficar atento também a composição do produto, os valores e custos.

Se o consumidor for prejudicado e alegar que não foi informado adequadamente sobre a contratação, ele poderá buscar o auxílio dos órgãos de proteção e defesa do consumidor ou até mesmo entrar com um pedido na Justiça para anular o contrato.

Se o serviço não estiver de acordo com o contrato, ele poderá pedir a devolução dos valores pagos por causa de produto ou serviço adquiridos contra sua vontade.

Há também a possibilidade de contatar os órgãos de proteção do consumidor ou assistência jurídica para solicitar que a instituição financeira disponibilize apenas o serviço bancário de interesse do consumidor, anulando a contratação obrigatória de um segundo serviço que não foi solicitado.

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Elisabete Machado Elisabete Machado

Brasileira, natural de São Paulo, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e Pós-graduada em Fundamentos da Cultura e das Artes pela Universidade Estadual Paulista. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa.

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