Usuários do Uber pagam por serviço fantasma

Golpistas conseguem ter acesso às contas na "deep web". Saiba como proceder para se proteger desse tipo de invasão

Usuários do Uber pagam por serviço fantasma
Site de tecnologia revelou que pessoas vendem contas hackeadas do Uber

Enquanto os brasileiros ainda descobrem as vantagens do Uber, serviço de transporte particular alternativo, usuários de países onde o serviço já está consolidado enfrentam problemas. Em Londres, Inglaterra, por exemplo, Angie Bird, que trabalha com TI, recebeu faturas de viagens fantasmas que teria feito em Nova Iorque e no México.

Ela contou ao jornal The Guardian que no início deste mês de outubro recebeu uma conta do cartão de crédito constando viagens que teriam sido feitas por ela na noite anterior ao recebimento da fatura. O problema é que Angie mora em Londres e os passeios de Uber foram feitos nas cidades mexicanas de Guadalajara e Aguascalientes, que ficam a mais de 8 mil quilômetros da casa dela.

Alguém no México invadiu a conta de Angie no Uber, fez cinco viagens em nome dela e ordenou outros 11 serviços, que não foram utilizados, mas tiveram de ser pagos. Em Guadalajara, por exemplo, alguém pediu um Uber para se deslocar por 790 metros.

Ela entrou em contato com o apoio ao cliente Uber e recebeu um email a orientando a redefinir sua senha. "Fiquei ainda mais surpresa ao descobrir, ao fazer login na minha conta, que eu não poderia apagar minhas informações de cartão de crédito a partir do aplicativo. E eu não tinha nenhuma maneira de encerrar minha conta. Então eu mudei minha senha, fazendo uso da "redefinição de senha de e-mail ', na esperança de que nada mais iria ocorrer", disse ao jornal.

Outro caso como esse aconteceu na Austrália. Franki Cookney, outra londrina e jornalista, descobriu que cobraram US$ 600, cerca de R$1.800, por três viagens com Uber em Nova Iorque, coisa que ela nunca fez. Cookney contou ao The Guardian que as viagens não faziam o menor sentido. Uma delas custou US$ 198, cerca de R$ 621 e teve duração de 95 minutos. Segundo ela, o usuário rodou 38 quilômetros por Manhattan e a viagem acabou onde havia começado. Por sorte, a conta de Cookney é conectada ao PayPal em vez de seu cartão de crédito. “Então eu o desconectei rapidamente”, disse.

Sem conta, mas com cobrança

E até mesmo pessoas que não possuem conta no Uber receberam cobranças do serviço em sua fatura do cartão de crédito. O caso aconteceu com Neil Gallagher, também em Londres, na Inglaterra. No mês passado, ele percebeu três transações não autorizadas relacionadas com o Uber em seu cartão de crédito. "Eu nunca usei Uber, nunca tive o app no meu tablet ou telefone, e nunca fiz uma conta", diz ele. Após cancelar seu cartão imediatamente, Gallagher disse que foi reembolsado.

A reportagem publicada no jornal The Guardian sobre os três casos diz ainda que em 2015, autoridades norte-americanas investigavam as viagens fantasma feitas por usuários britânicos, entre eles, Anthea Turner, apresentadora de TV. Ela relatou que o Uber nada fez para ajudá-la e só informou que haviam investigado e “encontraram nenhuma evidência de violação na conta Uber". A empresa disse ainda que qualquer usuário que é cobrado para uma viagem que não reservou ou fez é reembolsado.

Em abril de 2015, o site de tecnologia Motherboard informou que encontrou diversos detalhes de contas do Uber à venda na Deep Web. O site revelou que pessoas vendem contas hackeadas em pacotes, por valores que variam entre US$ 16,50 ( para informações sobre 20 usuários) e US$ 54 (para informações sobre 100 usuários).

Em resposta, o Uber informou que quando esse tipo de problema ocorre os usuários são imediatamente reembolsados. A empresa também afirmou que não armazena dados do cartão de crédito dos clientes. Por meio de um comunicado, a empresa disse que "embora não tenha havido violação dos sistemas, gostaríamos de lembrar aos nossos usuários para sempre usar senhas únicas para diferentes contas online. Quando as pessoas usam a mesma senha em mais de um site, e uma dessas contas é comprometida, qualquer outro lugar com o mesmo login também poderá ser acessado.”

Foto: Reprodução Techmundo

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Michelle Monte Mor Michelle Monte Mor

Formada em Comunicação Social e em Mídias Digitais. Escreve sobre o setor automotivo desde 2004. Não larga o smartphone e vive conectada às redes sociais. Adora viajar e dirigir.

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