Qual a melhor maneira de transferir dinheiro para o exterior?

Quem vai viajar ou passar algum tempo fora geralmente tem dúvidas sobre como transferir dinheiro para o exterior. Descubra qual a melhor forma de realizar a operação.

Qual a melhor maneira de transferir dinheiro para o exterior?
Transferir dinheiro para o exterior implica ter que pagar taxas

Receber ajuda de custo dos pais quando se está em intercâmbio é apenas um exemplo de situações em que é preciso transferir dinheiro para o exterior. Também pode acontecer o inverso: trabalhar em outro país e querer enviar uma quantia à família. Seja para que finalidade for, esta é uma operação financeira muito realizada em todo o mundo e por isso mesmo existem diversas formas de fazê-la.

Para cada maneira de transferir dinheiro para o exterior, existe uma tributação específica. Muitas vezes ocorre também uma limitação do valor que se pode enviar. É preciso avaliar ainda as necessidades de quem vai fazer o envio e até a urgência de quem pretende receber a quantia.

Formas de transferir dinheiro para o exterior

Mesmo quem vai fazer uma rápida viagem internacional pode precisar transferir dinheiro para o exterior ou mesmo receber algo do Brasil. Por isso, é sempre importante ter conhecimento das opções disponíveis e qual a melhor para cada caso. Listamos 5 maneiras de realizar o procedimento e indicamos a mais adequada.

1. Em espécie

 transferir dinheiro para o exterior


A forma mais direta de se transferir dinheiro para o exterior é... levando tudo no bolso. Quem viaja com toda a quantia em espécie está sujeito a um discreto IOF de 0,38%, o que parece bastante razoável. Mas atenção que esse valor não pode ultrapassar os R$ 10 mil ou o correspondente em moeda estrangeira. Esta opção acaba por limitar bastante que ficará por mais tempo fora do país, por exemplo, sendo indicada apenas para estadias mais curtas. Vale lembrar também que, nesta situação, todo cuidado é pouco. Tenha bastante atenção às suas economias para evitar roubos e assaltos.

2. Vale postal eletrônico

Outra opção para transferir dinheiro para o exterior é usando um vale postal eletrônico, serviço oferecido pelos Correios. A mesma pessoa pode remeter até R$ 10 mil por dia, seja para um destinatário ou vários e terá de pagar uma taxa de R$ 35 + 1,5% de tributos da quantia que foi enviada. Para realizar a operação, é necessário ir a uma agência dos Correios fazendo-se acompanhar de RG, CPF e dados de quem receberá, inclusive endereço. A conversão é feita na hora e o envio é pago em reais. Para receber, o cliente deve deslocar-se a um dos postos conveniados munido de passaporte e do número do vale. As desvantagens desse método são o prazo, uma vez que o valor demora de 2 a 5 dias para ser creditado, e a limitação, pois só está disponível em 20 países.

3. Western Union

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Muito antes dos Correios oferecerem o vale postal eletrônico como forma de transferir dinheiro para o exterior, a Western Union já fazia algo parecido. A operação funciona de forma similar à anteriormente citada, mas o prazo de resgate é menor: em menos de 24 horas, a quantia estará disponível. O destinatário poderá fazer isso em qualquer um dos 486.000 agentes credenciados distribuídos por mais de 200 países. Além da rapidez, não é preciso ter conta corrente ou pagar taxas para o recebimento. Entretanto, o remetente fica com alguns encargos inconvenientes, uma vez que o valor do tributo pode chegar a 10%. De acordo com a empresa, pode-se enviar qualquer quantia, entretanto as mais avultadas estão sujeitas a apresentação de documentos extra.

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4. Conta no exterior

Outra alternativa é transferir dinheiro diretamente para uma conta no exterior. O destinatário deve ter vínculo com uma entidade bancária estrangeira para poder receber a remessa e pagará taxas por isso. Do outro lado, o remetente também terá de desembolsar o valor da tarifa que varia de acordo com o banco e com a quantia, mas não sai por menos de R$ 50. De acordo com especialistas, essa é uma opção que só compensa quando o envio de dinheiro é constante e são valores elevados, o que faz os tributos parecerem irrisórios.

5. Ordem de pagamento

A ordem de pagamento funciona com a mesma lógica do item anterior, a diferença é que a conta não precisa ser um banco estrangeiro. O rementente, que não precisa necessariamente ser vinculado à instituição financeira, procura uma agência e solicita a transferência bancária por ordem de pagamento. Deve ter em mãos o SWIFT, que é o código do banco para o qual enviará a quantia. No ato, será feita a conversão com a cotação mais atualizada e serão cobradas taxas que podem ultrapassar os R$ 300. Não existe limite de envio, mas, por conta das taxas, quanto maior o valor, mais vantajoso será o envio.

6. Cartão pré-pago

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Uma modalidade que se tornou muito popular nos últimos anos é o uso de cartões pré-pagos. Funcionam da mesma maneira que os celulares com essa denominação: o usuário faz carregamentos e depois utiliza para fazer pagamentos na função débito. Pode ainda realizar saques, o que é uma vantagem e uma desvantagem ao mesmo tempo: a facilidade de ter dinheiro vivo em mãos implica pagar uma taxa de pelo menos R$ 5 por operação e estar sujeito a um limite que pode ser de apenas R$ 200 diários, dependendo da bandeira. Além disso, ter um cartão significa também ter de pagar IOF de 6,38%, tal como nos cartões de crédito. Os carregamentos podem ser feitos online por quem estiver no Brasil sem grandes burocracias ou deslocamentos.

Afinal, o que compensa mais?

Realmente não faltam alternativas para transferir dinheiro para o exterior e os serviços passam a envolver cada vez menos burocracias. Entretanto, também escondem taxas para compensar. O cliente deve avaliar em que situação encaixa-se para decidir a forma mais conveniente.

Dinheiro em espécie é mais indicado para levar em viagens curtas. O cartão pré-pago é uma melhor opção para viagens longas e onde os saques são sejam constantes, pois não será compensatório. Vale postal e Western Union encaixam-se melhor para quem precisa fazer remessas constantes de uma quantia considerável, mas não avultada, para os filhos que estão em intercâmbio, por exemplo. Ordem de pagamento e contas em bancos estrangeiros são indicadas a destinatários que mexem com valores maiores e que precisam de outros serviços bancários.

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