Trabalhar em cruzeiros vale a pena?

Para muitas pessoas, trabalhar em cruzeiros vale a pena não só pelo salário, mas pela experiência da viagem e estar sempre conhecendo novos lugares. Mas a vida à bordo não é fácil para os tripulantes.

Trabalhar em cruzeiros vale a pena?
Trabalhar em cruzeiros pode render bons salários, enjoos e muitos afazêres

Quem adora viajar pode não ter dúvidas de que trabalhar em cruzeiros vale a pena. Uma vista maravilhosa de mar, conhecer lugares novos e ainda ganhar um bom salário por isso. Realmente parece perfeito! Entretanto, alguns sinais apontam que trabalhar em cruzeiros pode ser um pouco mais complicado do que parece. Os candidatos a trabalhar em cruzeiros devem estar preparados para longas jornadas, muitas horas em pé, poucas folgas e até mesmo enjôos provocados pelo balanço do mar. Longos dias embarcados também podem dar vazão à instabilidade emocional.

Candidaturas e processos seletivos para trabalhar em cruzeiro

Depois de por prós e contras na balança e decidir que quer mesmo trabalhar em cruzeiros, o aspirante a tripulante deve procurar agências e/ou empresas que façam recrutamento e seleção para esta modalidade.

Algumas das mais conhecidas são:

As agências selecionam os currículos que atendem aos requisitos e encaminham para o representante da companhia. Este, fará as entrevistas finais, que em sua grande maioria são presenciais.

Curso para cruzeiros

Ultrapassada a fase de entrevistas, é preciso frequentar dois cursos STCW (Standarts of Training, Certification and Watchkeeping). São eles: 

  • CBSN (Curso Básico de Segurança nos Navios) 

  • CFPN (Curso de Familiarização de Proteção no Navio), com duração de cerca de 45 horas em média. 

O custo das formações é, em média, R$ 1.000.

Além disso, o candidato deve fazer uma avaliação médica em clínicas indicadas pela companhia marítima. Paga pelos exames e consultas, mas é reembolsado a seguir. Depois dessa maratona, é aguardar pelo embarque. Algumas companhias não cobrem os custos que o futuro tripulante terá de fazer até embarcar no navio (passagens, vistos). Portanto, é bom estar atento a mais esta despesa.

Quais os principais requisitos para trabalhar em cruzeiros?

  • Falar pelo menos uma língua estrangeira (o inglês) é fundamental para trabalhar em cruzeiros, uma vez que o fluxo de turistas é enorme. Duas ou mais línguas extras é definitivamente uma vantagem.

  • Algumas empresas definem seus próprios limites de idade, com preferência por jovens sem família constituída, dado o tempo em que passam embarcados. O perfil médio é de tripulantes entre os 18 e os 45 anos.

  • Experiência na área em que pleiteia conta sempre, mas, se não tiver, é preciso demonstrar muita vontade de trabalhar e de lidar com as rotinas

  • Os empregadores valorizam muito experiências internacionais, especialmente aquelas em que o candidato trabalhou e viveu por conta própria no exterior. Demonstra maturidade.

Carreiras e salários

São muitas as possibilidades dentro de um navio. Alguns cruzeiros contam com cerca de 4 mil funcionários, uma espécie de empresa de médio/grande porte em alto mar.

Os ganhos são variáveis, mas considerados satisfatórios, uma vez que durante o contrato de geralmente 8 meses não existem despesas como aluguel de casa ou transportes.

O salário de um garçom, com gorjetas, pode chegar aos R$ 5.000. Um assistente de garçom, por exemplo, recebe mais ou menos R$ 4.000, também com gorjetas inclusas. Trabalhar no serviço de quarto rende uma média de R$ 2.300, enquanto os camareiros podem ganhar algo além dos R$ 3.500. Fotógrafos e recreadores podem ultrapassar os R$ 2.500. Os pagamentos são feitos em dólares americanos.

O que esperar do trabalho no cruzeiro?

1. Todos aqueles que foram tripulantes, independente de terem tido experiências boas ou más, concordam em um ponto: 

  • Trabalhar em cruzeiros é estafante. A rotina, em geral, é de 11 horas por dia os 7 dias da semana. Um dia inteiro de folga é muito raro (maioria dos casos só situações médicas) e os horários são repartidos.

2. Um contrato de trabalho dura de 6 a 8 meses. Durante este tempo, o tripulante fica embarcado e pode desembarcar (se o navio estiver atracado, claro) de 2 a 6 horas durante o seu período de folga.

  • É nesse curto intervalo que pode tentar conhecer os lugares novos. Além do trabalho pesado, significa também com os inconvenientes enjôos. Balanço pra lá e pra cá não podem acabar muito bem, não é? Mas relaxe, quem já passou por isso garante que as pessoas acabam por se acostumar.

3. É preciso lidar ainda com as saudades. Durante o tempo em alto mar, há telefone e internet à disposição, mas com um custo elevadíssimo, um vez que o serviço é prestado em condições especiais. O melhor é esperar estar em terra firme para falar com os entes queridos. 

  • Com certeza é um trabalho sob pressão, puxado, mas que pode render uma experiência forte e encorajadora, além de viciante. Mesmo com a certeza do cansaço e do stress, não é raro encontrar quem retorne para mais dois ou três contratos.

4. Mas esteja atento aos sinais de exploração ou de ofertas que pareçam pouco confiáveis. Procure agências certificadas e informe-se muito bem sobre o processo. Todo cuidado é pouco para não "nadar, nadar e morrer na praia".


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