Seu celular pode dizer mais sobre você do que se imagina

Pesquisadores estão desenvolvendo método para utilizar celulares na identificação de hábitos e produtos de consumo através de moléculas deixadas nos aparelhos.

Seu celular pode dizer mais sobre você do que se imagina
Cuidado, seu celular pode ser um espião.

A investigação policial é tema não apenas de noticiário, mas serve de inspiração para diversas obras de ficção. Algumas das mais celebradas são as geniais histórias de Sherlock Holmes, personagem criado pelo inglês Arthur Conan Doyle em 1854, a premiada série CSI: Investigação Criminal ou o seriado Criminal Minds, em que uma equipe do FBI investiga crimes estudando o comportamento dos seus executores.

Pois agora parece estar surgindo uma nova forma de coletar informações sobre as pessoas, que pode vir até a servir à polícia investigativa num futuro próximo: são os rastros de tudo que consumimos deixados em nossos inseparáveis aparelhos celulares. As pesquisas estão adiantadas, e poderão ser uma alternativa para formas já conhecidas de identificação pessoal, como impressões digitais e até se para saber se o dono foi exposto à poluição.

Estado de saúde e o estilo de vida de quem tem celular

Pesquisadores da Universidade de San Diego, Califórnia, realizaram estudos com 40 aparelhos de telefone celular, nos quais foram identificados rastros de diversos produtos, inclusive medicamentos e cosméticos. Tais vestígios podem ser encontrados porque tudo que consumimos é expelido em forma de moléculas, deixadas nas superfícies que tocamos. E nem adianta lavar as mãos, que mesmo higienizadas, ainda sim transmitem nossos sinais para tudo que entra em contato com nossa pele.

No experimento, realizado com 40 aparelhos cujos donos eram todos adultos, foi empregada a tecnologia de espectrometria de massa, que pode detectar moléculas a partir da aferição de massa e estrutura química. Nos estudos, foram coletadas e testadas 500 amostras de “rastros” deixados em aparelhos celulares.

Comparando as moléculas coletadas com uma base de dados, pôde ser traçado um perfil do dono de cada aparelho, com revelações até certo ponto surpreendentes.

Pesquisa pode ser uma nova forma de identificar pessoas

Segundo a pesquisadora Amina Bouslimani, com as informações fornecidas pela coleta das moléculas, pode-se saber o sexo do dono, o que ele bebe, as marcas dos cosméticos que usa, se faz algum tipo de tratamento antidepressivo e até se tinge o cabelo. Dessa forma, segundo a cientista, poderá ser mapeado até o tipo de vida que a pessoa leva, se é mais ao ar livre ou não, através da aferição de moléculas presentes em protetores solares e repelentes.

Não é apenas por mera curiosidade que as pesquisas estão sendo desenvolvidas. De acordo a equipe de cientistas, a análise de aparelhos celulares pode ser útil para identificar pessoas quando não houver possibilidade de recorrer às impressões digitais, para confirmar ou não uso de eventuais medicamentos, drogas e outras finalidades similares. Será que Sherlock Holmes ou a equipe do CSI aprovariam?

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