Você tem perfil para ser funcionário público?

Em meio a cortes nas empresas e crise na aposentadoria, muita gente decide ser funcionário público em busca de estabilidade. Saiba se essa carreira tem a ver com você. 

Você tem perfil para ser funcionário público?
Para ser funcionário público é preciso paciência e muita dedicação

Estabilidade é a primeira coisa que vem a cabeça quando alguém pensa em ser funcionário público. O medo de ficar sem emprego e a garantia do salário em dia fazem com que muita gente decida entrar de cabeça no universo dos concursos públicos para conquistar uma vaga em órgãos federais, estaduais e municipais.

Antes de começar a repensar a carreira e estudar para as provas saiba se você tem o perfil para ser um servidor público e quais as vantagens e desvantagens de ocupar esse cargo.

Perfil de quem decide ser funcionário público

Quem quer ser funcionário público precisa ser dedicado. São horas, meses e até anos de estudos e provas para conquistar uma vaga. Segundo levantamento do Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem por Domícilios), do IBGE, estima-se que cerca de dez milhões de brasileiros estejam estudando para prestar concurso público nos próximos 12 meses. Isso significa 5% da população brasileira se preparando para conquistar uma vaga.

A busca por um salário bom e pago em dia, estabilidade profissional e uma gorda aposentadoria tornam-se cada vez mais atraentes para milhões de brasileiros, que veem o mercado de trabalho em crise e a CLT e aposentadoria pelo INSS em risco. A estabilidade é o principal motivo de quem deseja essa carreira, já que o funcionário, quando efetivado após um período de avaliação, só pode ser demitido por justa causa, quando for considerado culpado em algum processo administrativo ou sindicância.

Em 2014, o IBGE apontou, na pesquisa Perfil dos Estados e Municípios Brasileiros, que haviam 6,5 milhões de servidores públicos municipais no país, cerca de 3,2% da população. O servidores estaduais representavam 3,2 milhões, ou 1,5% da população.

A Escola Nacional de Administração Pública (Enap) também divulgou uma pesquisa em 2012 na qual apontava que 46% dos cargos públicos eram ocupados por mulheres e 54% por homens. A maioria dos servidores tem entre 51 e 55 anos e a região Sudeste contava com 38% do efetivo.

A mesma pesquisa revelou que 26% dos funcionários têm ensino médio completo e 45,9% tem curso superior. Cerca de 4% tem pós-graduação, 6,5% tem mestrado e 10,1% doutorado.

A maioria dos que decidem prestar concurso público o fazem mais por necessidade do que por vocação. É possível ser funcionário público na área de formação, mas muitos cargos são ocupados por pessoas que desejam conforto e estabilidade, além de despreocupação com uma possível demissão.

As vantagens e desvantagens de ser funcionário público

Contratações públicas têm seu regime trabalhista próprio e diferente da carteira assinada, e assim servidores públicos não tem direito ao seguro desemprego e saque do FGTS. A falta de incentivo ao desenvolvimento profissional e valorização também fazem com que o funcionário se frustre e acabe por se sentir insatisfeito.

A aposentadoria integral é vista como vantagem, já que o funcionário aposentado continua recebendo o mesmo valor que recebia quando exercia o trabalho. Aposentados também podem prestar concurso público novamente e caso passem seguir recebendo salário e aposentadoria, tendo, inclusive, certas vantagens por conhecerem como funcionam os concursos.

Em uma empresa privada é preciso percorrer um longo caminho para subir de cargo e ver o salário aumentar. Mas ainda assim, isso é possível, ao contrário do cargo público, onde o salário é definido por lei e o aumento segue apenas a progressão prevista por lei. Reajustes maiores devem ser definidos por lei. Muitos órgãos não oferecem plano de carreira e caso o funcionário deseje outro cargo deverá prestar outro concurso especifico.

A carreira pública não escolhe os funcionários por cor, crença, orientação sexual ou gênero, não tem o famoso QI (Quem Indica) – exceto em cargos de confiança – e oferece uma cota de vagas para deficientes. A estabilidade e dificuldade ou até impossibilidade de ascensão, porém, pode gerar uma acomodação e estagnação profissional, que vem a frustrar o funcionário e gerar insatisfação com a carreira.

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