O que vale mais a pena: seguro ou previdência?

Antes de investir é preciso entender como funcionam e quais as vantagens e desvantagens. Tire suas dúvidas e saiba se compensa mais seguro ou previdência.

O que vale mais a pena: seguro ou previdência?
Confira as vantagens e desvantagens de ambos os investimentos.

Chega uma etapa da vida em que deixamos de pensar apenas com o presente e passamos a nos preocupar com o futuro. É quando o dinheiro que costumava ser gasto em saídas aos fins de semana, viagens de bate volta e roupas passa a ter outro destino, como uma poupança, um apartamento e até uma garantia para os anos que estão por vir.

Estamos falando de previdência privada e seguro de vida, investimentos que tem como principal objetivo oferecer uma proteção para o futuro. Entenda as diferenças, vantagens e desvantagens de cada um e saiba se vale mais a pena contratar um plano de seguro ou previdência.

Seguro ou previdência: entenda a diferença

Na dúvida sobre escolher seguro ou previdência, é importante frisar que o seguro de vida é um investimento pouco popular, mas que pode ser muito útil caso o segurado seja o único gerador de renda da casa. Através dele é feito um contrato visando proteger financeiramente os familiares e parentes em caso de morte ou invalidez. 

No geral, o seguro cobre mortes acidentais ou naturais e invalidez causada por acidentes ou doenças, mas dependendo do contrato ele pode cobrir também invalidez temporária e indenização em caso de morte ou invalidez do cônjuge do contratado. 

A previdência privada, pelo contrário, é uma garantia para os dias futuros do segurado. O assunto ganhou força com as recentes mudanças propostas pela reforma da previdência e tem gerado cada vez mais interesse e procura por quem busca tranquilidade na aposentadoria.

Também chamada de previdência complementar, esse tipo de investimento garante que o segurado receberá um dinheiro quando estiver mais velho. Funciona como uma espécie de poupança, onde mensalmente ele investe uma quantia que será retirada no futuro. É recomendada tanto para quem não contribui para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) quanto para quem contribui, já que no segundo caso ela pode servir como renda extra.

Como funciona o investimento no seguro de vida

Quem deseja contratar um seguro de vida deve escolher quem serão os beneficiários e qual será a quantia paga pela seguradora caso algo lhe aconteça. Esse valor deve levar em conta alguns critérios, como idade dos dependentes ou se mais alguém dentro da casa é capaz de gerar renda.

Uma mãe de dois filhos, um de oito e outro de 13 anos, por exemplo, deve pensar em quanto será suficiente para sustentar as necessidades básicas das crianças até que essas possam trabalhar e ganhar seu próprio sustento. Se ela for a única trabalhadora da casa a quantia será maior; já se ela divide as contas com outra pessoa o valor poderá ser mais baixo.

O segurado tem liberdade para colocar no apólice quantos beneficiários quiser, que podem ser filhos, conjugues, irmãos e pais. No caso em que não haja indicação de dependentes o artigo 792 do Código Civil indica que metade do capital será destinado ao conjugue não separado judicialmente e a outra metade irá para os herdeiros. Vale lembrar que caso os herdeiros beneficiários sejam menores de idade será necessário escolher um tutor para administrar o dinheiro.

Seguro de Vida

 

Ao fazer o seguro de vida é essencial que o segurado avise seus parentes sobre o contrato da apólice e explique onde guardou o contrato. Caso aconteça algo a seguradora não tem obrigação de entrar em contato com os beneficiários para repassar o valor, e por isso é importante que os dependentes acionem o mais rápido possível. Entre as principais vantagens de investir no seguro de vida estão:

  • Garantia para os dependentes, que evitará dificuldades financeiras e alteração no padrão de vida;
  • Garantia financeira também ao segurado, caso o mesmo sofra com invalidez permanente ou temporária, despesas médicas, desemprego, doenças graves, etc. Tudo depende da apólice contratada;
  • Possibilidade dos dependentes manterem suas atividades, como estudos, plano médico, compras no mercado e quitação de financiamento;
  • Rapidez na entrega do prêmio aos dependentes, já que a seguradora deve pagar o valor em até 30 dias após ser contatada;
  • Isenção do Imposto de Renda sobre a indenização recebida pelos dependentes;
  • Possibilidade de alterar os beneficiários quantas vezes achar necessário;
  • A indenização paga aos dependentes não é considerada herança e nem deve ser usada para pagar despesas do segurado, o que traz garantias de que o dinheiro realmente será usado pelo beneficiário da melhor forma;
  • O custo é baixo em comparação ao valor recebido em caso de sinistro. Em 2012, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), as parcelas mensais podem variar entre R$ 16 e R$ 237, conforme faixa etária.

A desvantagem é que, apesar de não ser previsto em lei, muitas seguradoras limitam a venda de seguros de vida para pessoas com mais de 65 anos ou até de 60 anos. Isso porque, na teoria, elas estão mais próximas da possibilidade de algo acontecer. Existem seguros específicos para a terceira idade, mas os custos são bem mais altos. Enquanto pessoas na faixa dos 30 pagam uma mensalidade de R$ 150 pessoas com mais 60 podem pagar mais de R$ 750.

Leia também: O que vale mais a pena: previdência privada ou poupança?

Como funciona a previdência privada

O foco de quem contrata uma previdência privada é ter uma fonte de renda após a aposentadoria ou complementar o valor mensal recebido pela previdência social ligada ao INSS. Para isso é preciso investir um valor mensal e determinar por quanto tempo manterá essa poupança. Esse valor será resgatado ao término do período de contribuição.

Através de simuladores de previdência disponíveis online é possível determinar quanto investir para ter um futuro confortável. Se, por exemplo, um investidor de 25 anos que deseja receber R$ 2 mil mensalmente após os 65 anos deverá pagar à previdência privada R$ 300. Ao final dos 40 anos de contribuição ele terá mais de R$ 500 mil.

A pessoa que faz um plano de previdência privada deve escolher também o regime tributário, o tipo de previdência, se deseja que os filhos e conjugues continuem recebendo a renda no caso de sua morte e até um seguro para casos de morte ou invalidez.

Uma das desvantagens da previdência privada em relação ao seguro de vida é o preço. Para garantir um futuro adequado as parcelas pagas mensalmente são altas e as empresas cobram altas taxas de juros dos segurados, que podem ser mensais, anuais ou no momento do resgate. Taxas a partir de 1,5 não são recomendadas.

Previdência Social

 

Além disso, a previdência privada não é vantajosa caso a intenção seja comprar um carro ou fazer uma viagem. São dois tipos de impostos cobrados, o progressivo e o regressivo, e em ambos é preciso deixar o dinheiro aplicado por um bom tempo para não pagar um valor tão alto. Já as vantagens da previdência privada são:

  • Incentiva o segurado a poupar, principalmente quando esse não tem um bom controle financeiro e nem disciplina;
  • É um investimento a longo prazo que trará frutos em um momento da vida no qual o segurado deseja descansar e desacelerar;
  • É possível mudar de instituição, caso sinta que a empresa contratada não está fazendo o dinheiro render;
  • Garantia para o futuro, no qual mesmo que deixe de trabalhar o segurado receberá uma quantia mensal de acordo com aquilo que pagou;
  • Possibilidade de determinar o quanto deseja receber após a aposentadoria;
  • Possibilidade de alterar o valor e a data de contribuição sem afetar o rendimento do dinheiro investido.

Qual compensa mais: seguro ou previdência?

Tanto o seguro de vida quanto a previdência privada podem ser retirados antes do período determinado para resgate (caso da previdência) ou caso o segurado não considere mais o investimento necessário (caso do seguro de vida). A escolha entre seguro ou previdência depende do objetivo do contratante. 

Para um adolescente, por exemplo, não compensa investir em um seguro de vida, já que o mesmo ainda depende dos pais, porém um plano de previdência privada pode lhe trazer bons frutos no futuro.

Em compensação, um idoso não tem motivos para investir em uma previdência privada, já que essa é um investimento de longo prazo, mas pode contratar um seguro de vida. Pessoas sem dependentes podem pensar mais em sua aposentadoria do que um pai de filhos pequenos que trabalhe em um ambiente perigoso, por exemplo.

Alguns planos de previdência privada, porém, têm cobertura de risco, o que nada mais é do que um seguro de vida. Nesse caso a família do segurado pode receber o benefício no caso de sua morte, o que torna a previdência mais vantajosa.

É preciso avaliar, porém, as condições financeiras e objetivos de cada indivíduo antes de contratar qualquer um desses serviços. Seja seguro ou previdência, porém, é recomendado pesquisar preços e contar com a orientação de um corretor.

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