Diferenças na saúde nos Estados Unidos e no Brasil

Aclamada por tantos brasileiros que almejam um american way of life, a saúde nos Estados Unidos pode não ser tão vantajosa quanto parece. Veja as diferenças.

Diferenças na saúde nos Estados Unidos e no Brasil
Será que o Brasil realmente é tão falho em seu sistema público de saúde?

A gente sabe que o brasileiro,  de um modo geral, sofre de um certo complexo de vira-lata e tem uma tendência de valorizar tudo o que vem de fora claramente, sem nem antes pesquisar para entender como é lá fora e poder comparar corretamente. É muiot frequente ouvirmos reclamações sobre o nosso sistema de saúde e comparações com o serviço de saúde nos Estados Unidos. É claro que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem problemas, mas será que nos Estados Unidos é mesmo melhor?

Nos Estados Unidos não existe um sistema de saúde gratuito

Ao contrário de determinados países da Europa e do Brasil, a saúde nos Estados Unidos não possui um sistema público onde o estado oferece a gratuidade em troca do pagamento de impostos. Basicamente, o gasto total com a saúde nos Estados Unidos chega a 17% de seu PIB, o que não necessariamente significa resultados satisfatórios nesse quesito.

Nesse sistema de saúde, tudo funciona de maneira altamente regulamentada, o que dificulta o surgimento da concorrência; médicos, criação de hospitais, seguradoras de saúde são alguns exemplos. Diante dessa realidade, muitos são os casos de cidadãos que afirmam que o sistema atua em prol dos planos de saúde, e não em favor do paciente – se o plano não cobre, não solicitam exames.

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Mesmo para quem tem seguro saúde, uma consulta ou exame pode custar caro

Mesmo para os planos privados, além dos premium, muitos deles oferecem uma espécie de franquia (deductible), a qual cobre uma parte dos seus gastos ambulatoriais e cirúrgicos. Entretanto, para uma cirurgia de apêndice, por exemplo, se o seu plano estiver entre os melhores, ele poderá cobrir cerca de US$ 44 mil do total de US$ 55 mil. Desse montante são descritos números exorbitantes como os de US$ 7,5 mil por duas horas na sala de recuperação.

Nos EUA, um tratamento de saúde pode levar uma família inteira à falência

Exames como uma simples endoscopia poder ter custo superior a US$ 1.500 e, na pior das hipóteses, casos de câncer podem levar o paciente ou familiares a arcarem com valores acima dos US$ 100 mil. Por essas e outras situações, infelizmente, um dos maiores motivadores da falência de um norte-americano provém das dívidas infindáveis com a saúde pública.

Por isso, quem vai a passeio, contrate um seguro viagem e, quem vai pra ficar, reserve um dinheiro para pagar pelo sistema privado. Mesmo cobrindo apenas algumas porcentagens dos gastos, não se comparam ao superfaturamento da saúde nos Estados Unidos.

Já no Brasil, entendemos bem como a banda toca e aqui, a questão principal consiste no sistema público atuando como fonte de gasto insuficiente e o setor privado, gerando renda a partir dos atendimentos. Em minúcias, além dos desvios de verba que acontecem deliberadamente, a porcentagem revertida para a saúde pública não supre a demanda, a ponto que melhorias na estrutura e corpo clínico são providas apenas quando tratamentos deixam de ser realizados.

Todo brasileiro nasce com direito à saúde pública e gratuita

Em suma, a questão pública provém do sistema, da gestão e repasse de verba. Todo brasileiro nasce com direito ao SUS, oferecendo acesso integral, universal, igualitário e totalmente gratuito à população. Além do atendimento e procedimentos, o cidadão ainda possui direitos sobre medicamentos gratuitos através da Farmácia Popular.

Entretanto, com o objetivo de obter uma pequena melhora nesse setor, é importante frisar que, diante dos incentivos proporcionados pelo setor público, o sistema acaba sendo usado de maneira indiscriminada e abusiva em porcentagens alarmantes, como para tratar de uma dor de cabeça, desconforto abdominal, tratar do filho que espirrou, apresentando falsos sintomas ou atrás de um atestado. O resultado? Contribuição para filas cada vez mais longas e o atraso para os que realmente tem dor e pressa.

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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