SaiPraLá - Aplicativo criado por menina adolescente contra cantadas e assédio sexual

Conheça o aplicativo SaiPraLá criado por uma menina de 17 anos para evitar que tantas mulheres sofram assédio sexuais todos os dias no Brasil.

SaiPraLá - Aplicativo criado por menina adolescente contra cantadas e assédio sexual
Aplicativo SaiPraLá quer contabilizar e evitar assédios sexuais a mulheres no Brasil

Com o tema de combate ao assédio sexual em voga, o aplicativo SaiPraLá criado por uma adolescente de 17 anos ganhou repercussão e notoriedade ao permitir o registro anônimo de denúncias de mulheres que se sentiram assediadas nas ruas, mapeando o local, horário e tipo de assédio sofrido.

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Como surgiu a ideia do aplicativo SaiPraLá

Cansada de ouvir tanta cantada na rua e de ver tantas notícias sobre assédio sexual acontecendo no nosso país, a estudante Catharina Doria teve a ideia de criar um aplicativo que mapeasse as zonas onde as mulheres mais são assediadas, os períodos do dia e o tipo de assédio sofrido por elas. Dessa forma, além de conseguir ter números para estatísticas da violência contra a mulher, o mapeamento dos assédios pode ajudar autoridades e a socidade civil a previnir violência contra a mulher ao saber onde ela está acontecendo.  São sugeridas medidas como preventivas como cartazes informativos, placas ou até mesmo instalação câmeras de segurança em zonas de assédio frequente.

Ela juntou-se com colegas com habilidades para desenvolver apps e após quatro meses de trabalho estava criado o aplicativo SaiPraLá em uma plataforma gratuita.

Como funciona o aplicativo SaiPraLá

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Uma das propostas do aplicativo é desconstruir a ideia de que assediar uma mulher, passar uma cantada, é algo normal e aceitável. O SaiPraLá está junto das mulheres que se sentem ofendidas, constrangidas, humilhadas, que sofrem qualquer tipo de agressão verbal ou física com o assédio dos homens.

O aplicativo funciona assim: baixe o aplicativo no seu celular. Caso venha a sofrer assédio sexual nas ruas ou saiba de alguém que sofreu assédio, abra o aplicativo e registre o endereço onde o assédio ocorreu, o período do dia, o tipo de assédio (que pode ser físico, indefinido, sonoro ou verbal) e ainda descrever como aconteceu, de forma anônima. Não é preciso se identificar, pois é opcional.  

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SaiPraLá é só para mulheres?

O aplicativo foi desenvolvido para diminuir o assédio sexual cometido contra as mulheres e conscientizar sobre o quanto isso é prejudicial a elas. Os números são muito discrepantes quando se compara o assédio sofrido por homens e por mulheres, 98% das mulheres brasileiras já se sentiram assediadas nas ruas. As mulheres são mais atacadas, físico e verbalmente e é por isso que o aplicativo SaiPraLá foi feito para elas.  Segundo a própria Catarina, "a relação é diferente, a gente tem medo de ser estuprada, medo de levar uma bofetada na cara, a gente tem medo pela nossa própria vida. O homem quando é assediado pode no máximo se sentir desconfortável'' defendeu ela.

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Ajude o Sai Pra Lá

Desde que foi lançado, no início de mês de novembro, o aplicativo fez tanto sucesso que precisou de maior suporte pois a plataforma gratuita era muito limitada para a quantidade de mulheres interessadas em adquirir o SaiPraLá em seus smartphones. Ainda não houve nenhuma proposta fechada com um patrocinador, mas a idealizadora já conseguiu arrecadar (e continua arrecadando) doações para realizar melhorias no aplicativo e controlar  pequenas falhas. Para entrar em contato e ajudar o aplicativo a crescer visite a Página SaiPraLá no Facebook ou entre em contato com a Catharina pelo e-mail saipralaapp@gmail.com.

O aplicativo está disponível para Android e IOS.

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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