Restaurante cobra R$ 200 por carregador de celular

Clientes levaram um susto quando perceberam a cobrança extra na conta. Ainda não existem leis que regulem tal ocorrências

Restaurante cobra R$ 200 por carregador de celular
Grupo de amigos chegou a elogiar bastante a cortesia oferecida pelo garçom

O que no início do almoço pareceu cordialidade, ao final transformou-se em transtorno. Um grupo de amigos se reuniu no último sábado, 17, para almoçar no restaurante Sushi Leblon, zona Sul do Rio de Janeiro e levou um susto ao pagar a conta, que saiu R$ 200 mais caro após o uso de um carregador de celular. Michelle Figueiredo, médica, contou ao site G1 que uma amiga perguntou ao garçom se poderia usar uma tomada do restaurante para carregar o celular.

O funcionário autorizou e ainda ofereceu um carregador portátil. “Quando chegou a conta, a gente foi pagando meio sem conferir. Estava cara, mas como bebemos caipirinha, comemos sushi, achamos que o valor estava correto. O marido de uma das meninas viu na conta o carregador como R$ 200. Reclamamos e o garçom disse que ia estornar. Eu já tinha passado o cartão, minha amiga também”, disse Michelle.

De acordo com a médica, o grupo de amigos chegou a elogiar bastante a cortesia oferecida pelo garçom e o serviço do restaurante. Ela revelou, no entanto, que em nenhum momento eles foram avisados de que o empréstimo do carregador seria cobrado. “Eu achei a ideia de terem um carregador bacana, porque a maioria dos lugares não tem. Nós éramos quatro pessoas, eu, uma amiga e um casal. Foi um dia tranquilo, não estava muito cheio, o sushi não estava bombando, não tinha motivo pra confusão na conta. Eles não estão vendendo o produto, é emprestado”.

Por meio de uma nota, o restaurante explicou que não cobra pelo uso do carregador portátil, mas quando um cliente solicita o equipamento, é lançada na comanda um valor caução de R$ 200. Na devolução do aparelho o valor é retirado, de acordo com o estabelecimento. "Neste caso específico, por descuido do garçom, a cobrança não foi estornada. Ao perceber o erro, ainda durante a estadia do cliente na casa, a quantia foi devolvida de imediato. Reiteramos com nossa equipe o procedimento correto", diz a nota.

O Procon-RJ explica que não há lei que proíba esse tipo de cobrança. No entanto, o estabelecimento deve informar o cliente com antecedência e de maneira clara e precisa. "A informação tem de ser prestada de maneira clara e ostensiva ao consumidor", afirma o órgão.

Foto: Reprodução Pexels

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Michelle Monte Mor Michelle Monte Mor

Formada em Comunicação Social e em Mídias Digitais. Escreve sobre o setor automotivo desde 2004. Não larga o smartphone e vive conectada às redes sociais. Adora viajar e dirigir.

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