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O que saber antes de fazer renegociação de financiamento

Fique atento a abatimentos com percentuais muito altos em uma possível renegociação de financiamento. Pode ser a isca para cair nas mãos de estelionatários.

Saiba o que fazer para não cair no golpe da renegociação de financiamento.

A renegociação de financiamento é uma prática comum nos casos em que o comprador atrasa débitos e precisa fazer uma composição para quitar a dívida. No entanto, renegociar valores é aplicável também para quem vende, no caso, o alvo deve ser a financeira que faz o parcelamento do valor do veículo.

É verdade que existem financeiras que praticam juros abusivos, taxas exorbitantes e até cobram valores extorsivos para o cliente, o que pode abrir uma oportunidade para rever os valores contratados. Infelizmente, uma outra oportunidade também se abre, para empresas sem credibilidade que prometem reduzir em até 70% o valor da parcela mediante cobrança de valores que podem chegar até a R$ 1.500,00. Uma oferta tentadora num primeiro momento, certo?

O golpe da renegociação de financiamento

Com anúncios veiculados em outdoors, panfletos ou mesmo pela internet, empresas sem quaisquer referências prometem, a título de assessoria, a renegociação de financiamento. Normalmente, eles cobram um valor para realizar o serviço, garantem avaliações relâmpago de até 2 dias para verificar a viabilidade do negócio (que com eles sempre é possível), para então prometer uma solução em um prazo de cerca de 90 dias ou um ano. É aí que se consuma o golpe, uma vez que esses criminosos somem do mapa, deixando inclusive de atender às ligações das vítimas.

Para não cair nessa cilada, é muito importante saber que a redução de 70% do valor das parcelas, na imensa maioria dos casos, é impraticável. Basta fazer as contas: retire esse percentual, e veja se o que sobra corresponde ao valor de mercado do veículo. Vale para qualquer valor proposto, que pode ser de 50% ou 60%.

Como conseguir aprovação de financiamento de veículos

Juízes se baseiam nas taxas do Banco Central

Uma pista para saber se a financeira está de fato cobrando juros abusivos é consultar as taxas do Banco Central, na seção “Taxas de juros de operações de crédito” e depois por “Aquisição de veículos” no site da instituição, referência para os magistrados tomarem suas decisões nos processos. De qualquer forma, a via judicial deve ser sempre a última a ser acionada, já que o mais indicado, sempre, é o acordo amigável com a financeira, ou, caso não seja possível, acionar o órgão de defesa do consumidor.

Caso se comprove a cobrança excessiva e o acordo não for possível, uma ação judicial deve ser devidamente orientada por um advogado de plena confiança, jamais devendo recorrer a supostas assessorias. Em qualquer hipótese, o cliente deve continuar pagando as parcelas, até que haja decisão judicial a respeito, e nunca adiar pagamentos.

O desconfiômetro deve ser ligado sempre que alguém prometa abater entre 50% e 70% do valor da prestação numa renegociação de financiamento, revisa os valores em dois dias ou menos, promete terminar o processo em até um ano, pede que não se paguem as parcelas restantes ou que solicita pagamento de parcelas em juízo, ou mesmo parte delas. Fique ligado!

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