Reconstrução da mama de graça pode ser feita após retirada de câncer

Após um tratamento agressivo e a perda da autoestima, saiba quem tem direito à reconstrução da mama gratuita quando há a mastectomia por consequência do câncer.

Reconstrução da mama de graça pode ser feita após retirada de câncer
Saiba quem tem direito à cirurgia gratuita e quais os casos onde há cobertura do convênio.

O câncer de mama é considerado o segundo tipo de câncer mais comum no mundo, sendo o primeiro mais presente nas mulheres. No entanto, a frequência dos casos não necessariamente significa o suporte à doença, uma vez que cerca de 60% das mulheres que conquistam a cura e passaram pela mastectomia se sentem incomodadas com sua aparência, sendo necessária a intervenção de uma reconstrução da mama.

O que nem todas as mulheres e familiares dessas pessoas sabem é que a cirurgia reconstrutora é gratuita no caso da retirada total da mama, e o procedimento pode ser realizado logo após o final do tratamento para o câncer.

Reconstrução da mama: quem tem direito à gratuidade?

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a cada ano, 22% dos casos de câncer em mulheres são de mama. Deste índice, apenas 10% dos registros são descobertos em uma fase onde a cura é garantida. Entretanto, diante desses dados, ficam seguradas do direito à gratuidade da reconstrução da mama todas as mulheres submetidas à mastectomia radical ou total por consequência da doença.

Este benefício é garantido por lei federal desde 1999, considerando esta uma importante etapa do tratamento, auxiliando a minimizar traumas físicos e psicológicos causados pelo câncer. A cirurgia visa devolver a autoestima, a feminilidade e a sexualidade às mulheres que se sentem impotentes com a mastectomia.

Como funciona a cirurgia?

Aconselhada após o término do tratamento de quimioterapia e/ou radioterapia, a cirurgia de reconstrução da mama pode ser iniciada em um período de quatro a seis meses após o encerramento de toda a medicação, exigindo um bom estado de saúde para o procedimento. Em alguns casos, a reconstrução pode ser realizada já na mesma cirurgia de retirada do câncer.

A cirurgia em si, pode ser realizada de diversas maneiras, com três técnicas principais, variáveis de acordo com o perfil da mulher e a necessidade apresentada. A primeira, chamada de TRAM, utiliza-se do tecido do abdômen, o qual é retirado da região abaixo do umbigo e então transferido para a mama e ligado a um músculo abdominal, com a finalidade de levar a irrigação sanguínea para a nova mama.

A segunda tem início com o implante de uma prótese expansora vazia, a qual é inflada com a adição de soro fisiológico semanalmente, até que a pele da mama atinja o tamanho ideal para a troca expansiva por uma prótese de silicone. O processo tem prazo médio de três semanas.

A terceira e última técnica mais utilizada consiste na remoção do tecido das costas, retirado juntamente com o músculo grande dorsal, transferido então para a região onde será feita a reconstrução da mama. O músculo então cobrirá a prótese de silicone e a pele extraída compensa a perda ocasionada pela mastectomia.

O tempo de recuperação para ambas as técnicas também varia de acordo com a complexidade. Em geral, na cirurgia com prótese tem o período pós-cirúrgico aconselhado de 15 dias; já as técnicas TRAM e na reconstrução com o grande dorsal têm recuperação aproximada de três a quatro semanas. Em todos os três casos é necessária a utilização de dreno por um período de dois a dez dias.

Quanto custa?

Com valores variáveis de acordo com a técnica utilizada, os custos para a cirurgia de reconstrução de mama ficam restritos a cada profissional em particular por norma do CRM. Entretanto, estima-se que o custo particular para a mastectomia eletiva varie entre R$ 7 mil a R$ 12 mil, parceláveis em até 36 vezes – também a critério definido pelo cirurgião.

Entretanto, caso a mulher possua um plano de saúde, de acordo com normativa indicada pela Agência Nacional de Saúde, fica obrigatória a cobertura das cirurgias de reconstrução de mama não somente em casos de diagnóstico de câncer. Desde que indicadas pelo médico assistente, tanto a mastectomia quanto a reconstrução devem ser cobertas em casos onde a paciente apresenta resultado de exame genético onde indica-se a probabilidade de desenvolver o câncer de mama e/ou paciente com câncer diagnosticado em uma das mamas. Outras condições também implicam na cobertura pelos planos de saúde, tanto da mastectomia, quanto da reconstrução; para saber mais sobre a regulamentação da ANS, clique aqui .

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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