Saiba como se proteger da radiação de celulares

Existem pesquisas em desenvolvimento, conduzidas pela Organização Mundial da Saúde, que cogitam a possibilidade de a radiação de celulares ser cancerígena.

Saiba como se proteger da radiação de celulares
Saiba porque a radiação de celulares pode ser cancerígena

A emissão de radiação de celulares vem sendo relacionada por cientistas e pesquisadores da OMS, a Organização Mundial de Saúde, como uma das possíveis causas para o aumento na incidência nos casos de câncer em todo o mundo. Na verdade, já existe até um setor criado exclusivamente para pesquisar o assunto, que tem o extenso nome de Programa de Radiação do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Determinantes, ligado à OMS.

De acordo com a diretora do Programa, Emilie van Deventer, ao longo das últimas décadas vêm sendo realizadas diversas pesquisas para aferir o quanto as ondas RF (rádio frequência) afetam a saúde humana e seus possíveis efeitos adversos com a exposição prolongada.

Pesquisas sobre radiação de celulares apontam riscos em potencial

O que está confirmado com o conhecimento que se tem é que a radiação de celulares, conhecidas como ondas RF não têm potência suficiente para causar câncer. Isso porque tais ondas não são ionizantes, ou seja, intensas o bastante para causar alterações no DNA. De qualquer forma, os cientistas estão com o sinal de alerta ligado, pois em longo prazo, segundo a diretora van Deventer existem sim, potenciais riscos se for considerado um período maior.

As ondas capazes comprovadamente de causar alterações no DNA são as geradas por microondas, emitidas em níveis muito altos, portanto, fatalmente cancerígenas.

A Taxa de Absorção Específica

Já se sabe que a radiação de celular, embora fraca, guarda uma possibilidade de causar câncer ao longo do tempo. Tal risco é considerado porque todo aparelho tem um indicador conhecido pela sigla SAR, em português, Taxa de Absorção Específica, usada para definir o quanto de energia emitida pelo aparelho será absorvida pelo corpo humano. Em território norte americano, o máximo permitido é de 1,6 watts por quilograma. A polêmica em tal indicador está no fato de que os fabricantes o estipulam com base na carga máxima do celular, não nos níveis usuais.

O que se sabe de concreto baseia-se num estudo feito com cerca de 5.000 pessoas em 13 países. Foram criados dois grupos, um de pessoas com tumor cerebral e outro de pessoas saudáveis, mas com perfis parecidos. Ao longo de uma década, o uso de celulares foi monitorado em ambos os grupos e não se chegou a nenhuma evidência relacionando tumores e radiação de celular. Apenas um percentual de 10% dos indivíduos pode ter sido afetado, mas erros na condução da pesquisa comprometeram a veracidade dos resultados, logo, nada pôde ser confirmado.

Na dúvida, melhor prevenir

Enquanto a ciência não chega a uma conclusão definitiva que relacione a radiação de celulares e o surgimento de câncer, algumas medidas certamente minimizarão as chances de desenvolver neoplasias:

  • Usar fone de ouvido para falar
  • Falar pelo viva voz, quando possível
  • Tentar fazer chamadas curtas
  • Privilegiar áreas com sinal mais intenso, o que reduz a potência emitida
  • Evitar deixar o aparelho próximo da cabeça por muito tempo, como à noite, ao dormir

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