Quem usar bicicleta em SP terá incentivo financeiro

Pesquisa mostra que mais de 70% dos brasileiros é a favor de ações que reduzam o espaço do veículo e aumentem as ciclovias

Quem usar bicicleta em SP terá incentivo financeiro
Programa Bike SP foi sancionado esta semana e dará créditos aos ciclistas

Quem andar de bicicleta por São Paulo agora terá direito a um incentivo financeiro. Foi sancionada uma lei que cria o Programa Bike SP. De autoria do vereador Police Neto (PSD), o projeto foi aprovado na íntegra por Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, e já publicado no Diário Oficial. Com isso, o Bilhete Único agora é o Bilhete da Mobilidade.

As pessoas que fizerem uma parte do trajeto diário de bicicleta irão acumular créditos que serão calculados de acordo com a distância, o local e o horário percorridos. Esses créditos poderão ser resgatados em dinheiro ou trocados em uma rede credenciada de serviços. O objetivo da lei é ajudar a desafogar o transporte público e reduzir o uso do automóvel.

A intenção é ampliar o subsídio oferecido atualmente ao transporte público também para aqueles que usam a bike como meio de transporte para trabalhar ou estudar. “Cada vez que uma pessoa deixar de usar o transporte público para usar a bicicleta, a prefeitura economizará, no mínimo, R$1,91 por viagem. Este valor será transferido para a conta sistema de créditos ao trabalhador ciclista”, disse Police Neto, vereador.

E quem optar por deixar o carro de lado e mudar para a bicicleta também será beneficiado com créditos. Para isso, é necessário se cadastrar e comprar o bilhete único mensal. “Nosso foco é desafogar o sistema de transporte público hoje totalmente saturado e diminuir o número de carros nas ruas. Se conseguirmos que 20% das pessoas utilizem a bike como meio de transporte teremos menos congestionamentos e uma melhora geral na mobilidade urbana”, explica Police Neto.

E quem acumular créditos poderá trocá-los por serviços de manutenção, compra de peças e acessórios, aquisição de uma nova bicicleta ou para pagamento de serviços públicos como conta de água, luz e até locação de bikes.

A Lei entra em vigor em 1º de janeiro de 2017, após ser regulamentada pelo executivo, que irá definir como o projeto irá funcionar.

Brasileiros querem mais ônibus e bikes

Uma pesquisa encomendada pelo Greenpeace ao Instituto Datafolha revelou que grande parte dos brasileiros, cerca de 74%, é a favor de ações que reduzam o espaço do veículo particular nas ruas se o motivo for dedicar esse espaço para ciclovias, corredores de ônibus e calçadas. A pesquisa foi realizada com 2.098 entrevistados de 16 anos ou mais, em 132 municípios de todas as regiões do país.

A redução do número de vagas para carros nas ruas teve o apoio de apoio de 47% da população. Sobre o fechamento de determinas ruas para carros, 36% responderam que são a favor, 52% contra a medida, e os demais indiferentes (8%) ou não responderam (3%).

“Primeiro perguntamos para as pessoas o que elas achavam de cada uma dessas três medidas e em seguida perguntamos para as pessoas se, [por meio] dessas medidas de redução, fosse dado espaço para esses outros meios de transporte, se ela era contra ou a favor. A diferença é que a primeira vez perguntamos só com a medida em si. Mas quando explicamos que isso vai ser usado para dar espaço para outros modos de transporte, as pessoas são a favor”, disse Vitor Leal, da campanha de Mobilidade Urbana do Greenpeace, em entrevista a revista Exame.

A pesquisa também perguntou sobre qual meio de transporte seria escolhido para circular na cidade se houvesse infraestrutura. E o ônibus foi escolhido por 42% dos entrevistados, seguido pelo carro (23%) e bicicleta (21%). “O que está faltando então é as pessoas sentirem que é possível: um ônibus de qualidade, uma tarifa justa, ônibus que não poluam tanto e que não façam tanto barulho, ciclovias, infraestrutura para bicicleta e para pedestre. As pessoas escolhem o carro muitas vezes porque sentem que os outros meios de transporte não têm qualidade suficiente”, afirmou Vitor Leal.

Foto: Reprodução Pexels

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Michelle Monte Mor Michelle Monte Mor

Formada em Comunicação Social e em Mídias Digitais. Escreve sobre o setor automotivo desde 2004. Não larga o smartphone e vive conectada às redes sociais. Adora viajar e dirigir.

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