Como a queda do dólar influencia sua vida

Moeda americana recuou 0,45% e fechou em R$ 3,10 nesta terça-feira. Saiba porque é importante estar atento à moeda norte-americana

Como a queda do dólar influencia sua vida
Neste mês de outubro, a moeda acumula queda de 4,11%

Nesta terça-feira, 25, o dólar fechou em baixa e bateu R$ 3,10. A queda no valor da moeda norte-americana foi influenciada por fluxos de ingresso de recursos externos. Por volta das 15h30, o dólar caiu 0,49% sobre o real, sendo cotado a R$ 3,1053 na venda. A moeda começou o dia valendo R$ 3,116. Por conta da regularização de recursos brasileiros no exterior, ocasionando a entrada de recursos externos, a tendência é que o valor da moeda continue a cair.

De acordo com a agência Reuters, a proximidade do nível de R$ 3,10 atraiu compras, o que contribuiu para deixar a moeda um pouco mais volátil. Na segunda-feira, 24, a Receita Federal informou que R$ 33,1 bilhões haviam sido arrecadados com a repatriação de recursos de brasileiros no exterior. Segundo o Banco Central, a entrada de dólares no Brasil superou a retirada de recursos em US$ 2,53 bilhões na parcial de outubro, até a última sexta-feira, 21. Isso favorece a queda no valor da moeda.

Na segunda, o dólar fechou em queda de 1,26%, vendida a R$ 3,1207. A última vez que a moeda norte-americana fechou abaixo desse patamar foi no dia 2 de julho de 2015, a R$ 3,0960. Neste mês de outubro, a moeda acumula queda de 4,11%. No ano, recuou 20,9%.

Mas o que a oscilação no valor do dólar muda na sua vida?

O dólar em baixa não é nada bom para as exportações de produtos brasileiros. Por outro lado, é benéfico para a inflação. Acima dos R$ 3, o dólar ajuda a proteger a indústria nacional da concorrência dos produtos importados.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a queda do dólar tira a competitividade da indústria. Enquanto as empresas nacionais enfrentam um alto custo de produção, as exportadoras de commodities têm margem maior para aguentar mudanças no câmbio.

Para quem vai viajar, comprar ou fazer cursos no exterior, o dólar mais baixo é um benefício. Além disso, o real mais forte estimularia uma queda nos preços, determinando um alívio para a inflação e fazendo com que o Banco Central consiga diminuir a taxa básica de juros, aumentando o crédito, o consumo e a geração de empregos.

Para Clemens Nunes, professor da Escola de Economia de São Paulo da FGV, o dólar muito valorizado retrata uma economia que está em desequilíbrio. O dólar alto afeta a vida das pessoas comuns porque puxa a inflação para cima.

Já que muitas matérias-primas são importadas, como trigo, gasolina, e gás, o dólar alto provoca um aumento do pãozinho, do macarrão e da gasolina, por exemplo. Outro ponto é que alguns produtos produzidos aqui no Brasil também têm seu preço atrelado ao dólar. É o caso da soja, do café, da carne, do açúcar e do milho. Mesmo se forem produzidos aqui, quando o dólar está mais alto fica mais vantajoso para o produtor exportar. Se ele quiser comercializar o produto aqui dentro, ele vai querer receber mais por isso. E quem paga mais caro é sempre o consumidor final.

Foto: Reprodução Pexels

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Michelle Monte Mor Michelle Monte Mor

Formada em Comunicação Social e em Mídias Digitais. Escreve sobre o setor automotivo desde 2004. Não larga o smartphone e vive conectada às redes sociais. Adora viajar e dirigir.

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