8 dicas para saber quando trocar de carro

A troca de carro depende de uma série de fatores que englobam mais do que a idade do carro. Veja 8 dicas para identificar quando  trocar o carro

8 dicas para saber quando trocar de carro
Quando trocar de carro? Saiba qual é a hora certa.

Quando trocar o carro? Muitas pesquisas fazem simulações e dizem quando você deve trocar o seu veículo. As jutificativas são muitas: algumas dizem 5 anos, pois a partir dessa data a deteriorização das peças é maior. Outras dizem que se você mantiver o seu carro por 10 anos ao invés de trocá-lo pode poupar milhares de reais (contando os gastos de reparo com oficina).


O certo é que depende do carro que você tem, do estado de conservação dele, depende da sua atual situação financeira e da sua vontade de ter ou não um carro sempre novo. Vamos analisar passo a passo a situação para você saber avaliar quando de trocar carro.

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Quando trocar de carro?

1-Gasto com manutenção

Se os gastos com a manutenção do seu carro estão ultrapassando 10% do valor de venda dele, é sinal que é hora de trocar. Mas como saber quanto vale o seu carro? O mais aconselhável é que você consulte a Tabela Fipe e veja quanto o seu carro vale atualmente. A tabela oferece uma estimativa do quanto o seu carro pode valer, mas é apenas uma estimativa pois para vender é preciso avaliar detalhes mecânicos, elétricos e estéticos do seu carro. 


Detalhes importantes: lembre-se que seu carro sofre desvalorizações constantes desde o momento da compra. Nos dois primeiros anos, a desvalorização é mais acentuada e, nos anos seguintes, ela vai se estabilizando ao redor dos 10%. Se você quiser vender o seu carro a uma concessionária ou loja independente, eles irão desvalorizar o veículo entre 20% e 30% em relação à tabela. Se conseguir vender para terceiros, é possível conseguir um valor mais alto. 


2-Visitas frequentes à oficina

Às vezes, as pessoas não gastam altos valores na oficina (como valores acima dos 10% citadas no item anterior) mas têm que ir com muita frequência ao mecânico. Visitas frequentes à oficina podem ser ou não indício que precisa trocar de carro, isso porque muitas vezes só de fazer a revisão de forma correta essas visitas podem ser reduzidas e até evitadas.  Só trocar o óleo e o filtro  é muito pouco, existem outras peças que precisam ser renovadas para que seu carro tenha uma boa vida útil e não quebre sempre.


Se você faz as revisões corretamente e mesmo assim continua sempre tendo que visitar o mecânico, é sinal que existe um desgaste generalizado do seu carro e trocá-lo pode ser uma boa opção.


3-Carro com aparência de novo

Se ter um carro que aparenta ser novo ou de um  modelo que acabou de sair é importante para você, pode ser interessante trocar de carro com frequência. Mas se o seu ideal é ter um carro funcional e com boa aparência, apesar de não ser o carro do ano, não precisa trocar com frequência maior do que 5 anos. O fato é que ao fim de 5 anos de uso, a deteriorização do carro começa a ficar aparente, o carro perde o visual de “novo”. Isso porque borrachas e  plásticos utilizados nas peças dos carros têm uma probabilidade maior de sofrer deformações após 5 anos de uso.


Depois de milhares de solicitações e alterações de temperatura, estes materiais costumam perder sua elasticidade, ficando mais rígidos, quebradiços e com aparência de gastos.

Os mesmos 5 anos são a duração dos pneus. Ao fim de 5 anos de uso, os pneus precisam ser trocados e não são peças baratas. Além deles, outras peças como buchas, borrachas, mangueiras, vedadores e coxins  preicsam ser revizados para verificar a necessidade de reposição após esse período.


Mas como dissemos anteriormente, tudo depende do estado de conservação e do uso que foi feito do carro. Há carros com 5 anos de compra quem parecem novos e outros que aparentam ter 10 anos, tudo depende de uma avaliação detalhada da aparência e da mecânica do carro.

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4-Apego ao carro

Muitas pessoas se apegam ao carro de tal maneira que não o trocam de maneira nenhuma, mesmo que esteja precisando. Isso é uma questão pessoal, é claro, mas é preciso levar em conta que após 100.000 km rodados a probabilidade de fazer visitas frequentes à oficina é muito grande. Um automóvel possui de 3 mil a 4 mil itense  após esta quilometragem, a probabilidade de quebra aumenta muito.


Problemas de fadiga e alterações estruturais dos materiais também acabam aparecendo com o tempo de uso. Se o seu amor pelo carro é tão grande que vale a pena estar sempre levando ao mecânico para fazer reparos, tudo bem. Mas se esse não é o caso, o seu carro atingiu os 100.000km rodados  e você tem condições financeiras para começar um financiamento, pode ser um bom momento.
 

5-Os sinais do mercado

Se o seu carro começa a dar sinais de que precisa ser trocado ou o desejo por um modelo novo pintar, é hora de analisar o mercado. Isso porque a venda do seu semi-novo pode se desvalorizar vertiginosamente devido a mudanças de ano/modelo ou ao fato de esse carro sair de linha.


Às vezes nem é preciso o lançamento de um versão nova do seu carro, se a montadora resolve incluir acessórios num carro e diminui o preço de outro modelo antigo você pode perder dinheiro.  Então, fique atento à movimentação das marcas: lançamentos de modelos inéditos, novas gerações de carros que já existem, séries especiais, que isso pode influenciar e muito no valor conseguido no seu semi-novo.



6-Insatisfação com a marca

Se você comprou um veículo de uma marca e não gostou, se tiver condições: troque. Não vale a pena manter um carro que não supriu suas expectativas, ou que faltam peças sempre que você preicsa.  Mal atendimento em concessionárias e carros com barulho também tem sido uma reclamação constante de muitos usuários. Não prolongue essa relação.  Um carro é um bem durável e você deve ficar anos com ele, desde que ele te atenda e te agrade. 



7-Carros de luxo

Se o seu carro é de luxo, as regras mudam quanto à troca. Isso porque os carros de luxo, via de regra, possuem índices de depreciação entre 15% e 20% ao ano. Eles carregam um problema crônico que é o custo de manutenção. Por exemplo: para comprar um luxuoso importado você desembolsará aproximadamente três vezes o valor de um carro médio nacional; já para consertá-lo o custo chega a ser oito vezes maior. Assim, é melhor trocar o carro de luxo a cada 3 anos ou 50.000 km rodados, já que eles também se deterioram da mesma forma e as visitas ao mecânico devem aumentar, e os custos não são nada baratos. 



8-Se a sua situação financeira não está boa, vale a pena manter o carro por mais alguns anos


Manter o seu carro usado, que apresenta bom funcionamento por 10 anos pode representar uma economia de R$26.000 do que se você trocar por outro novo do mesmo modelo a cada 5 anos. Essa informação é de uma pesquisa realizada pela empresa  consultoria automotiva Jato Dynamics.


A empresa comparou os custos para manter um carro por 10 anos, ou por 200.000 quilômetros, e qual seria o custo caso o mesmo veículo fosse trocado depois de 5 anos, ou aos 100.000 quilômetros. O resultado mostrou que ficar com o mesmo carro por mais tempo pode levar o motorista a economizar mais de 26.000 reais, sem considerar a economia em não comprar o segundo carro. Vale lembrar que esse é um estudo hipotético, considerando que o carro usado tenha boas condições, não sofra um acidente grave, e o motorista faça bom uso dele,por exemplo.


Vale a pena manter o carro usado nessa situação pois o preço gasto com as manutenções de um carro com mais de 5 anos são muito menores do que a desvalorização que o seu carro novo vai sofrer a cada ano. É uma economia significativa: uma boa opção para quem quer economizar e não se importa em ter o carro do ano. 


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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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