8 propagandas polêmicas que marcaram 2015

As propagandas polêmicas de 2015: engraçadas, de mau gosto ou só fatos da realidade que ainda não entendemos? Conheça os cases do ano.

8 propagandas polêmicas que marcaram 2015
Conheça os anúncios mais polêmicos do ano julgados pelo Conar

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A publicidade mostrou os seus primeiros traços no Brasil durante o fim do século XIX, nas Gazetas que circulavam no Rio de Janeiro, Minas gerais e São Paulo. Os primeiros anúncios vinham nos classificados. Pouco a pouco, a Bayer já mostrava presença e anunciava medicamentos. E as propagandas polêmicas diziam respeito ao tráfico de escravos. Outras companhias anunciavam o tabaco. Mas foi só em 1914 que surgiu a primeira agência de publicidade no Brasil, a Eclética. De lá para cá, a publicidade tomou forma e virou oficialmente curso universitário só nos anos 70. Mas, 20 anos antes, os publicitários criaram o CONAR para julgar casos de anúncios e campanhas que incomodassem a população – ou a concorrência.

A relação das propagandas polêmicas e o CONAR

Para que a publicidade não fosse regulamentada pelo governo – o que geraria certa arbitrariedade – os publicitários decidiram criar o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). O que muita gente não sabe é que dá para denunciar um anúncio pelo site ou enviando um e-mail para eles. Todas as denúncias são acatadas e discutidas nas reuniões do conselho, que cobra respostas das agências e dos anunciantes e julga o caso. Veja os casos das propagandas polêmicas de 2015:

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A lista de propagandas polêmicas de 2015


1. WeLancer – “Faço programa. Mas sem f**** você.”

O palavrão escondido acima foi, na verdade, grafado em inteiro teor e veiculado em mídia exterior no Rio de Janeiro, até que um consumidor carioca indignado resolveu prestar queixa ao CONAR. O WeLancer é um portal de freelancers de criação publicitária e um agregador de portifólios. O site pediu desculpas ao órgão e suspendeu a veiculação do anúncio de imediato.

2. Skol – “Esqueci o não em casa”

Talvez o mais polêmico dos anúncios da marca, que gerou revolta entre as mulheres de todo o Brasil. O parecer do CONAR foi arquivar o caso, diante das alegações do anunciante de que a intenção não tem relação com assuntos ligados ao sexo, como interpretado pelas pessoas que prestaram a queixa ao órgão. A intenção real era sugerir que as pessoas “aceitassem os convites que a vida faz”. Mesmo tendo o caso arquivado e sem ordem de suspensão da campanha, a AmBev entrou em contato com as pessoas que denunciaram o anúncio e optou por tirá-lo de circulação voluntariamente.

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3. O Boticário – “Dia dos Namorados”


Entre as propagandas polêmicas, a do Boticário foi a que gerou maior indignação. Mais de 500 denúncias foram feitas ao anúncio veiculado na televisão que mostrava o dia dos namorados e a troca de presentes entre casais, numa realidade que, é claro, inclui também os homossexuais. Foram registradas cerca de 500 reclamações de famílias perguntando "como explicar isso às crianças". Após o caso ir para julgamento, mais outras 500 pessoas enviaram e-mails ao órgão defendendo o anúncio e a diversidade. O CONAR optou por arquivar o caso e o relator prestou o seguinte depoimento a respeito: " Não contem com a publicidade para omitir a realidade". O voto pelo arquivamento foi aceito por unanimidade.

4. Syn Ice – “Quero Syn”

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Syn Ice é uma bebida de baixo teor alcoólico que, de acordo com a concorrente Diageo, usou de elementos que apelam para o universo infantil, ao mesmo tempo que apelava para a sensualidade no anúncio. A propaganda tinha como personagem principal um ET, concebido em animação, que supostamente poderia atrair a atenção das crianças. O conselho votou pela sustação da campanha.

5. Sadia – “Fatiador gato”


Não são apenas os consumidores que prestam queixas ao órgão. Muitas vezes, as denúncias partem do concorrente. É o caso do Fatiador Gato da Sadia, em que o filme publicitário mostra um fatiador de frios com um visual muito atraente, mas só quando as consumidoras pedem o presunto Sadia. Caso contrário, o funcionário tem uma aparência estranha. A Seara, maior concorrente, não gostou nada do anúncio e de ser comparada a um homem franzino e feio e resolveu prestar uma reclamação ao conselho, que não considerou a peça inadequada e arquivou o caso.

6. Seara – “Começa com S... e termina com A”


Mas a Guerra do Presunto entre as concorrentes parece que não vai findar tão cedo e está no rol das propagandas polêmicas do ano, gerando um clima chato até para o consumidor. Depois de decidirem pelo arquivamento do caso do Fatiador Gato, a Seara resolveu partir para o ataque com a nova campanha. Fazendo alusão à Sadia, o novo slogan da Seara é “começa com S e termina com A". O caso foi para a justiça e ainda não foi julgado no CONAR. A decisão do juiz da 33ª Vara Cível de São Paulo foi clara: “Não existe proteção legal à letra do alfabeto”. Logo, enquanto o CONAR não julga o caso, a Seara está liberada para usar o slogan.

7. Governo Federal – “Bebeu, perdeu”

O texto: “Bebeu demais e esqueceu o que fez? Seus amigos vão te lembrar por muito tempo. Bebeu, Perdeu. Curta a vida sem beber”. Na imagem, uma menina com semblante triste e outras duas desfocadas atrás, rindo dela. Não precisa omitir o assunto do alcoolismo e ignorar que os jovens bebem bastante. Por outro lado, os queixosos sobre a propaganda alegaram que não é quem bebe e é sexualmente abusado que deve ser culpado. A culpa é de quem abusa e se aproveita desses casos. Também alertaram para o bullying da peça. O Governo Federal pediu desculpas publicamente e retirou o anúncio de circulação. O caso não chegou a ser julgado pelo CONAR.

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8. Always – “Vazamento da Sabrina Sato”

Um vídeo polêmico da Sabrina Sato sem roupa supostamente vazou na rede no começo do ano, pouco antes do Dia da Mulher. Na verdade, o vídeo era um viral e usava o termo “vazar” o vídeo como comparação ao vazamento do fluxo menstrual, que às vezes ocorre entre as mulheres, por acidente. Também era uma forma de “conscientizar” as mulheres sobre o envio de nudes e vídeos, considerando-as culpadas pelo envio. A Always acatou o pedido das consumidoras e retirou parte do anúncio do ar.

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Gabriela Ventura Gabriela Ventura

Natural de São Paulo, estudante de Publicidade e Propaganda na USP. Não tem hobbies fixos nem rotina, é apaixonada pelo imprevisto. Foi fazer intercâmbio em Lisboa e... estendeu a estadia por tempo indeterminado.

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