15 produtos que parecem veganos, mas não são (e você nem sabia)

Já imaginou que bananas e figos podem conter traços de origem animal? E a camisinha não é totalmente cruelty free? Confira essa lista antes de ir às compras.

15 produtos que parecem veganos, mas não são (e você nem sabia)
Saiba quais produtos podem acabar enganando o consumidor vegano

A dieta vegana vem ganhando força e adeptos há um bom tempo, motivada principalmente pelo desejo de consumir produtos e alimentos sem que haja sofrimento animal para produção. O estilo de vida saudável também inspira muitas pessoas a deixar de lado produtos cuja origem seja de qualquer animal ou inseto e consumir os chamados produtos cruelty free (sem crueldade).

São muitas as opções veganas disponíveis no mercado, mas alguns produtos e alimentos comuns no dia a dia e consumidos normalmente podem colocar abaixo essa dieta, pois têm em sua composição – embora não pareça – resquícios de origem animal. Saiba quais são e quais as suas versões alternativas.

O que é o veganismo?

O veganismo é um estilo de vida no qual a pessoa não consume nada que tenha envolvido exploração animal, seja na alimentação, vestuário, cosmetologia ou demais áreas que costumam ver nos animais fonte de satisfação própria.

Na alimentação, os veganos deixam de consumir toda e qualquer comida de origem animal, indo muito além dos vegetarianos que não consomem apenas carne. Ovos, leite, queijo, mel e gelatina (por conta do tutano, derivado do boi) são ingredientes vetados da lista.

Roupas, calçados e acessórios confeccionados em couro, pele, lã ou seda também são excluídos da vida de um vegano, além de cosméticos com ativos de origem animal ou cuja empresa faça testes em animais.

É muito comum que a alimentação vegana seja associada e resumida a verduras e vegetais, mas com o mercado em alta existem cada vez mais opções interessantes, nutritivas e saborosas que substituem perfeitamente a carne e outros derivados. Um exemplo é o leite vegetal, com versões de amêndoas, castanhas e amendoim, a carne de soja e cogumelos como shitake e shimeji.

Produtos que parecem veganos – mas não são

Os veganos estão acostumados a olhar os rótulos e checar o histórico da empresa para saber se aquele produto se encaixa nos seus propósitos, mas mesmo alguns itens podem passar despercebidos devido ao fato de serem muito comuns. Na dúvida, o site Guia Vegano oferece uma lista de produtos 100% veganos para consulta e checagem de informações.

Confira essa lista de produtos cuja origem tem um pezinho no mundo animal.

Molho pesto: quando se pensa no molho italiano se pensa automaticamente em manjericão, azeite e pinoli. O problema é que muitas vezes a receita também leva uma boa quantidade de queijo pecorino ou grana padano, feitos com uma substância retirada do estômago de bezerros no coalho.

Suco de laranja engarrafado: os sucos de laranja prontos, vendidos nas prateleiras do supermercado, podem trazer na composição o Ômega 3, óleo cuja gordura boa para a saúde é extraída de algumas espécies de peixe.

Açúcar refinado: algumas fabricantes usam cinzas purificadas feitas a partir de ossos de vaca carbonizados, que contribuem para o processo de clareamento do produto. O carvão vegetal ou granulado pode ser usado no lugar, mas nem sempre dá pra saber qual procedimento foi adotado. Na dúvida, prefira o mascavo.

Cerveja e vinho branco: para dar textura às bebidas algumas empresas usam ictiocola, substância derivada da bexiga natatória do peixe. A Guiness é uma das marcas que faz uso do componente no processo de filtragem, pois alega que ajuda a remover a levedura da cerveja. No caso do vinho branco pode ser adicionado também gelatina para dar a cor característica.

Produtos com corante vermelho: a cor também diz muito sobre a procedência do produto. Balas, sucos industrializados de uva, goiaba e frutas vermelhas, recheio de bolachas e bolos industrializados e iogurtes sabor morango podem ser feitos com um corante obtido por meio da trituração das fêmeas do besouro Dactylopius coccus, que que depois são fervidas em solução com carbonato de sódio ou amônia.

Cereais matinais: muitos dos cereais matinais têm na composição gelatina de origem animal e proteína feita a partir da fervura de ossos, pele e cartilagem, em especial nos produtos light. Alguns pães também podem ser enriquecidos com Ômega 3, sendo necessário verificar no rótulo se o produto é de origem marinha ou vegetal – a partir da linhaça.

Preservativos: o látex, principal matéria-prima da camisinha, tem como ingrediente-chave a caseína, uma proteína derivada do leite. Porém existem opções veganas disponíveis no mercado para que ninguém deixe de transar e se proteger.

Sacolas plásticas: a OFAC (Conselho de Pecuário de Ontário, no Canadá) afirma que 45% dos animais consumidos como alimento são também utilizados na fabricação de artigos não-comestíveis, entre eles a sacola plástica, que leva gordura animal para melhorar a elasticidade.

Pasta de dente: a glicerina é usada pela maioria das marcas na composição da pasta, sendo que a de origem animal é mais barata que a vegetal. Na dúvida sobre a composição, prefira marcas veganas.

Perfumes: ingredientes como civetona, âmbar cinza, almíscar, ambergis e castoreum são de origem animal e podem ser usados em certos perfumes. Além da composição é bom se atentar se a empresa realiza testes em animais.

Shampoos e condicionadores: mais de 20 químicos de origem animal podem ser usados para fabricação de shampoos e condicionadores comuns, e assim como no caso dos perfumes vale a pena conferir o histórico da empresa antes de comprar qualquer produto.

Pneus: para conservar o formato do pneu sob atrito no chão algumas fabricantes usam uma versão do ácido esteárico de origem animal. O ácido também pode ser encontrado em origem vegetal.

Fogos de artificio: além de provocarem mal estar aos cães e gatos domésticos pelo intenso barulho os fogos também usam o ácido esteárico de origem animal.

Massas prontas de bolos e tortas: a gordura animal, em especial de porco, é muito usada na fabricação dos produtos pelo valor menor e por ajudar a preservar os alimentos por mais tempo.

Bananas e figos: chocado? Frutas também podem conter resquícios animais. Algumas espécies de vespas, que espalham o pólen, acabam presas dentro da fruta e são convertidas em proteína por uma enzima. Já a banana, quando não orgânica, pode conter traços de pesticidas comumente usados para combater bactérias e preservar a fruta, feitos com casca de crustáceos.

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