Preços do Leite e do feijão têm maior alta em 16 anos

Os preços do feijão e do leite atingem a maior alta dos últimos 16 anos, uma das maiores da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Preços do Leite e do feijão têm maior alta em 16 anos
Depois do feijão, consumidor sofre com alta no preço também do leite

Nos últimos meses os preços do feijão e do leite sofreram aumento e estão afetando o bolso dos consumidores. O clima é o fator comum que afeta os preços desses alimentos, uma vez que a grande demanda de chuvas neste ano prejudicou a produção desses alimentos, no caso do leite, o grão do milho, que alimenta as vacas, sofreu com as águas.

Aumento no preço do feijão

Em junho, os preços dos alimentos subiram 1,32%, exercendo impacto de 0,34 ponto percentual para a alta de 0,52% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o IPCA-15, índice do IBGE considerado como a prévia da inflação, o feijão vem pesando no bolso dos brasileiros.

Vilão da inflação, a alta do feijão exerceu um impacto de 0,13 ponto percentual na inflação do mês de julho. O preço do carioca subiu 54,09%, o preto está custando, em média, 41,59% a mais, enquanto o mulatinho ficou 18,89% mais caro e o fradinho aumentou 14,72%.

Em Curitiba e São Paulo, o preço do quilo subiu 45,20% e 43,98%, respectivamente. Nesse ano, o valor da saca do feijão chegou a pouco mais de R$ 500, o que equivale o a um preço de R$ 9 o quilo, e R$ 15 no supermercado para o consumidor final.

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Alta no valor do leite

O leite também se destacou pela alta em seu preço, com contribuição individual de 0,19 ponto percentual no indicador. Segundo o IBGE, em quatro das treze regiões pesquisadas, o litro do leite atingiu uma alta superior a 20%. Em Belo Horizonte a alta foi de 23,02%, no Rio de Janeiro de 22,47%, Brasília de 21,76% e Vitória de 21,76%.

No mês de julho, o leite subiu 18% e chegou a um valor inédito. Por causa do milho caro, a ração aumenta e os produtores de leite tiveram que gastar mais para alimentar as vacas. E essa alta é repassada para o consumidor final.

A alta do milho se deve também à procura no mercado internacional, no qual o Brasil se tornou um importador importante, pois nos últimos anos, o país acelerou a produção do alimento, conseguiu exportá-lo mais barato e teve grande demanda dos compradores, o que acabou elevando os valores lá fora.

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Elisabete Machado Elisabete Machado

Brasileira, natural de São Paulo, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e Pós-graduada em Fundamentos da Cultura e das Artes pela Universidade Estadual Paulista. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa.

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