Qual é a multa por andar com pneu careca e os principais riscos

Ignorar ou adulterar um pneu careca pode comprometer a segurança e estabilidade do veículo. Conheça os riscos e saiba como identificar o problema.

Qual é a multa por andar com pneu careca e os principais riscos
Saiba como identificar o problema e invista na segurança do veículo

Muito além de um item essencial para que o veículo cumpra sua principal tarefa, os pneus têm um papel fundamental para a segurança dos passageiros, bem como o desempenho da máquina como um todo. Por esse motivo, andar com pneu careca pode representar riscos durante a condução, além de ser passível de multa. Veja o que é importante saber sobre o assunto e como identificar um pneu em vias de ser trocado.

Multa por estar com os pneus carecas

Ainda que o Código de Trânsito não cite explicitamente a punição para veículos com pneu careca ou danificado, o artigo 230 considera como infração conduzir sob “mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído", o que classifica também a irregularidade dos pneus.

De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), através da resolução nº 84 de 19 de Novembro de 1998, é considerado um pneu careca aquele que apresente sulcos (frisos na banda de rodagem) inferiores a 1,6 milímetros; representando, assim, riscos para a segurança e estabilidade do veículo.

A infração para esse tipo de ocorrência é grave, implicando em 5 pontos na Carteira de Habilitação, além da multa de R$ 127,68. Fica indeterminado no Código de Trânsito se a punição será aplicada por cada pneu em mau estado ou irregular.

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Principais riscos

Toda a preocupação e fiscalização sobre a questão dos pneus carecas não é à toa, uma vez que este é o único e principal item presente entre os indivíduos no interior do veículo e o piso no qual é conduzido, tornando a resolução do Contran referente ao desgaste dos sulcos realmente válida.

É importante saber que, muito antes dos frisos dos pneus desaparecerem por completo, a segurança do veículo já começa a ser comprometida. Ficou comprovado que a partir dos 3 milímetros de profundidade a dirigibilidade já não é a mesma, tornando o veículo mais suscetível à questões de aderência, tanto em terrenos secos quanto molhados e, por consequência, representando uma condução mais arriscada.

O condutor que ignorar as medidas preventivas e normas de segurança referentes aos cuidados com os pneus estará colocando em risco sua segurança, a dos passageiros e, inclusive, proporcionando um desgaste por completo do veículo. Além da capacidade reduzida de frenagem que um pneu careca ocasiona mesmo em pistas secas, em dias chuvosos onde o asfalto tem a adição da água, do óleo e fluídos de outros veículos, acontece a aquaplanagem; o pneu perde o contato com a pista e o condutor não possui mais controle do carro.

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Como identificar quando é preciso trocar os pneus

Muitas são as medidas preventivas e formas de avaliar o estado de seus pneus, evitando assim gastar com a troca dos mesmos antes da hora. A primeira e mais utilizada é o rodízio dos pneus, técnica efetuada a cada 5 mil quilômetros e visa aumentar a vida útil, igualando o desgaste em todos os quatro itens. O rodízio pode ser feito de três maneiras: troca paralela (trocam-se os pneus traseiros e dianteiros entre seus pares); troca cruzada (trocam-se os da frente pelos de trás); e também há a opção de virar o pneu na mesma roda.

Outras medidas essenciais de prolongar a qualidade dos pneus é efetuar, pelo menos uma vez por semana, a calibragem adequada e recomendada pelo fabricante dos mesmos e manter o carro sempre alinhado e com a suspensão balanceada.

Tomando os devidos cuidados, o desgaste que torna um pneu careca é facilmente perceptível e pode ser identificado pelo proprietário. O primeiro sinal é verificado através dos sulcos dos pneus, ou seja, as linhas profundas mais centrais da roda. Geralmente, estes são mais baixos que as bandas de rodagem e devem indicar a troca do pneu quando estiver no mesmo nível do restante do equipamento. A percepção mais segura também pode ser notada através do chamado TWI (Tread Wear Indicator), que nada mais é que indicadores de desgaste em forma de pequenas elevações de borracha nos sulcos; quando o desgaste atingi-las, efetue a troca.

Outra alternativa é fazer o teste da moeda. Para isso, pegue uma moeda de R$ 1,00 e coloque-a entre os sulcos. Se a margem dourada desaparecer por completo, significa que seu pneu ainda está apto para rodar; mas caso a parte dourada continuar à mostra, isso significa que precisa ser trocado (quanto mais visível, mais urgente deve ser a troca).

Lembrando que, a cada 15 mil quilômetros rodados é essencial levar o veículo à inspeção profissional dos pneus, a fim de avaliar quaisquer questões que exijam a troca ou manutenção. Se acusada a necessidade de troca, o proprietário deverá observar a qualidade do novo equipamento, atentando-se para o selo do Inmetro e o prazo de validade, o qual pode ser identificado através da inscrição DOT XXXX XXXX (SSAA) na lateral do pneu, onde SS corresponde ao número da semana e AA, ano de fabricação.

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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