Os piores investimentos que você pode fazer em 2016

Baseando-se nas previsões para o próximo ano, saiba quais foram os setores mais afetados e conheça os piores investimentos que você pode fazer em 2016.

Os piores investimentos que você pode fazer em 2016
Veículos e eletrônicos estão entre os piores investimentos de 2016

Claramente afetado pela crise financeira mundial e com um cenário político caótico e delicado, diversos setores tiveram baixa significativa durante 2015 no Brasil, gerando a falta de confiança dos investidores e consumidores, inadimplência e desemprego. Baseando-se nas previsões para o próximo ano, saiba quais foram os setores mais afetados e conheça os piores investimentos que você pode fazer em 2016.

Os 6 melhores investimentos a curto prazo para ganhar dinheiro em 2016

Piores investimentos: Setor Automobilístico

A previsão para a venda de carros em 2016 é desanimadora para uma maioria. Montadoras como a Ford e Mercedes-Benz, por exemplo, recentemente anunciaram o pessimismo para o próximo ano.

Com a aposta em hatches médios e veículos populares para se manterem com as contas fechadas, o setor deve ter uma melhora apenas em 2017. No entanto, tomando como base a projeção de queda de 26,5% em 2015, no ano que vem, o mercado de automóveis e comerciais leves sofrerá nova queda, de mais 5,2%.

De acordo com a Ford, o mercado automotivo do país encolheu em 1,5 milhão de veículos desde 2013, o que tornou a disputa no setor ainda mais acirrada e encareceu a produção. Outros pontos a serem destacados são os cortes feitos pelo governo e o aumento do IPI para veículos.

Com quase 12 mil postos de trabalho fechados e o pior resultado dos últimos 10 anos, a crise afetou a produção de carros, caminhões e ônibus, caindo 33,5% em novembro de 2015, em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Mesmo com o otimismo de algumas montadoras a respeito da melhora no setor para 2016, o fato é que a instabilidade existe. Enquanto houverem questões políticas no caminho, não haverá avanço na indústria.

Como ganhar dinheiro respondendo pesquisas

Piores investimentos: Eletrônicos e Eletrodomésticos

Outros setores que incluem os piores investimentos de 2016 são o de informática, eletrônicos e produtos ópticos, liderando as perdas com queda de 35,8% somente em outubro e 29,2% no ano de 2015. Tradicionalmente muito volátil, o setor está sofrendo com o encarecimento do crédito e a desconfiança do consumidor, com medo de gastar, além de um vácuo de inovação tecnológica.

Quando o assunto é o mercado de computadores, por conta do aumento do dólar, do fim da Lei do Bem e de uma postura mais conservadora por parte dos consumidores, são necessários bons motivos para comprar um novo PC. 

O valor aplicado com a oferta de novas tecnologias – incluindo tablets, all-in-one, notebooks e netbooks - tira um pouco a referência de preço, principalmente da mera comparação de configurações. O preço médio praticado na categoria nos últimos 12 meses variou menos de 20%. A depreciação do real frente ao dólar nos últimos 18 meses foi de 80%. E nos último ano, de 50%. Em algum momento, os fabricantes vão ter que ajustar essa diferença.  

Para o ano que vem, o comércio varejista de eletrônicos e eletrodomésticos, seguido das lojas de departamento, deve sofrer uma queda de 15,1%. As sinalizações presentes indicam que o PIB tenha forte tendência a mostrar novamente, em 2016, uma queda anual, adiando a retomada da economia. Com isso, serão inevitáveis o crescimento do desemprego e o recuo da renda real, além da manutenção dos juros altos - por causa da inflação ainda elevada -, fatores que afastam o crédito dos consumidores e elevam o risco de inadimplência, apontando para mais um ano de retração do consumo.

Os tipos de negócios que mais tem sucesso no Brasil

Piores investimentos: Carteira de Poupança

Como reflexo de um volume de saques maior que o de depósitos – o pior desde 1995 – a caderneta de poupança está entre um dos piores investimentos de 2016. Com rendimento líquido mensal entre 0,70% e 0,75%. No entanto, com uma taxa próxima a 0,70%, o rendimento é menor que a inflação, o que significa perder poder de compra se o dinheiro ficar parado na poupança.

Sendo assim, uma solução é investir em títulos do Governo Federal, como o Tesouro Selic. Nele, por exemplo, os rendimentos ficam por volta dos 0,80%, que farão a diferença ao longo do ano.

Além do Tesouro Selic, é vantagem investir em títulos do governo federal atrelados aos juros básicos da economia ou partir para uma LCI (Letra de Crédito Imobiliária) ou LCA (Letra de Crédito Agropecuária), ou seja, títulos emitidos pelos bancos ou instituições financeiras que têm como base financiamentos imobiliários, por exemplo.

Piores investimentos: Construção Civil 

Com retração de 8% em 2015 – enquanto a previsão era de 7% -, o setor de construção civil projeta para 2016 redução de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) do segmento.

Devido a deterioração do cenário político e a redução da renda familiar, houve a retirada de investimentos na poupança, retração do crédito e de investimentos, queda na confiança do consumidor e das empresas e atrasos nos pagamentos dos programas Minha Casa, Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sendo assim, os efeitos do esgotamento do ciclo de crédito habitacional sobre a construção civil e da crise fiscal do governo sobre os setores de infraestrutura pesam tanto sobre a atividade industrial quanto no ritmo dos investimentos. A expectativa é que o setor de construção civil feche 500 mil postos de trabalho ainda em 2015.

Para o setor, as perspectivas para 2016 são de crescimento do desemprego, redução da renda, diminuição do investimento e confiança em baixa, considerando que o PIB da infraestrutura caiu mais do que o mercado imobiliário.

De acordo com especialistas, 2016 ainda será um ano de retração, dependendo majoritariamente do plano político. A classificação como um dos piores investimentos de 2016 para a construção civil é apenas uma pequena parcela da bola de neve causada pela crise.

Visto de investidor: conheça os países que dão essa oportunidade a brasileiros

Piores investimentos: Materiais de Construção

Como consequência da queda no setor da construção civil, as vendas de materiais de construção devem reduzir o ritmo de queda no próximo ano e encerrar 2016 com recuo entre 4% e 5% após milhares de demissões e um tombo de dois dígitos previsto para este ano. 

A previsão para uma pequena luz no fim do túnel virá em meados de Junho ou Julho de 2016, esperando por uma queda na inflação e o aumento salarial da população.

A perspectiva de uma taxa de desemprego mais estável e o lançamento da terceira fase do programa habitacional Minha Casa Minha Vida também podem colaborar para atenuar o resultado no próximo ano. Ainda em 2015, o setor deve contabilizar a demissão de 5% de sua força de trabalho, ou seja, cerca de 50 mil trabalhadores.

O que vender para ganhar dinheiro rápido em 2016

Piores investimentos: Máquinas e Equipamentos Industriais

Os efeitos do esgotamento do ciclo de crédito habitacional sobre a construção civil e da crise fiscal do governo sobre os setores de infraestrutura pesam tanto sobre a atividade industrial quanto no ritmo dos investimentos. Isso afeta os investimento e também a indústria, que fornece insumos para esses segmentos. Além de não comprar máquinas e equipamentos, a indústria demanda menos obras de infraestrutura.

Para os dirigentes empresariais, tanto quanto a crise econômica, a degradação do ambiente político contribui decisivamente para a paralisia que domina o país.

O agronegócio, por exemplo, está com safra recorde, mas a queda de 30% nas vendas de máquinas agrícolas é real. Alegando a falta de confiança política como principal fator, as companhias de máquinas e equipamentos agrícolas viram as vendas internas despencarem em 59,5%.

Claramente, além da falta de estabilidade política, fatores como o aumento de energia elétrica, disparo do dólar sobre peças importadas, ajuste salarial e, do outro lado, a estagnada no investimento do produtor agravaram a situação.

A venda de tratores de esteiras caiu 51% no acumulado do ano. Para as retroescavadeiras, o recuo foi de 42,9%. Como comparação, a queda para os tratores de rodas no acumulado do ano foi de 32% e a de colheitadeiras, de 40%.

A previsão para uma pequena melhora no cenário será por volta do final do primeiro semestre de 2016.

Veja também:

Gostou? Compartilhe!
Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

Receba mais informações como esta!

Receba a nossa newsletter

Ao submeter os seus dados receberá a newsletter, ofertas e publicidade enviado por e-konomista.com.br e pelos nossos Parceiros e aceita os Termos e Condições e a Política de Privacidade. Os dados submetidos serão compartilhados com os nossos Parceiros.

Enviar