Mitos e verdades sobre os perigos de andar de moto

Rotuladas como veículos perigosos e feitos para cair, as motos carregam o peso proveniente da má condução e dos problemas estruturais do trânsito brasileiro.

Mitos e verdades sobre os perigos de andar de moto
Afinal, andar de moto é mais perigoso ou não?

As motos, não é de hoje, carregam o estigma de serem veículos perigosos e que deixam seu condutor mais exposto a acidentes. Existe ainda uma estranha crença de que “ninguém gosta de motociclista”, o que seria motivo para que motoristas de carros não os respeitassem no trânsito.

Mitos à parte, o fato é que, no Brasil, as últimas estatísticas, se fossem o suficiente para definir a questão, confirmariam a periculosidade das motos: em 2015, mais da metade das internações por acidentes de trânsito no SUS tiveram motocicletas envolvidas, de acordo com a Seguradora Líder, que gerencia o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).

O problema é do veículo ou do condutor?

Se existem mitos negativos envolvendo motos e motociclistas, também existem os fatos, que depõem a favor do uso das motos. A frota de motos do Brasil é proporcionalmente menor do que a de países como Vietnã, Indonésia e Tailândia, no entanto, nossos indicadores mostram uma taxa de mortos bem maior, mesmo que esses países sejam considerados menos desenvolvidos e com tráfego notoriamente muito mais caótico. Ou seja, se fosse só a moto o problema, certamente nesses países o números de mortos seria digno de um genocídio.

Portanto, ao que tudo indica, trata-se mais de resolver uma série de questões ligadas à formação de motoristas, condições da malha rodoviária e sinalização e educação do que deixar para as motos a pecha de veículo perigoso.

A solução para o problema passa pela formação

Com as estatísticas amplamente desfavoráveis para os motociclistas, fica evidente que a redução das mortes no trânsito brasileiro passa primeiramente pelos veículos em duas rodas. A primeira delas é o aprimoramento dos cursos de formação nas autoescolas, afinal, moto é um veículo que exige mais habilidade e perícia em sua condução, portanto, é fundamental que seus condutores recebam o treinamento mais completo possível.

Não menos importante, como as motos atendem um vasto público de renda inferior, não é difícil perceber que muitos veículos rodam sem estar com a manutenção em dia. Nesse sentido, ações de fiscalização mais eficientes e a própria conscientização dos motociclistas pode reduzir consideravelmente a quantidade de óbitos causados por acidentes com motos.

Outro ponto a se considerar pelos motociclistas é abandonar a noção de que moto “exige” velocidade e ultrapassagens constantes. Existem motociclistas experientes que jamais sofreram acidentes graves apenas porque conduzem suas motos de forma prudente, evitando ziguezaguear entre os carros ou circular em alta velocidade no espaço que se forma entre as faixas em locais de tráfego mais pesado.

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