Penhorar ouro vale a pena? Entenda como funciona

Descubra como funciona a prática de penhorar ouro, e quais são os riscos e os benefícios desse tipo de empréstimo.

Penhorar ouro vale a pena? Entenda como funciona
Saiba as vantagens e desvantagens de penhorar ouro

Quem precisa de um crédito rápido, sem burocracia e com juros baixos deve considerar a possibilidade de abrir as caixinhas de jóias da família e penhorar ouro. Há algumas jóias de família que são muito valiosas e que podem lhe tirar do sufoco num momento de aperto.

Por ser um processo simples e não ter nenhum tipo de consulta aos órgãos de proteção ao crédito, qualquer pessoa pode penhorar ouro ou objetos com valor em ouro e prata, mas é preciso alguns cuidados para não perder o seu objeto por falta de pagamento da dívida adquirida.  Saiba como funciona a penhora de ouro e tire suas dúvidas.

Penhorar ouro: que objetos são aceitos

Nem todo objeto de ouro pode ser penhorado. No entanto, há outros metais e pedras preciosas de valor que podem ser usados como garantia do empréstimo no penhor. São penhoráveis:

Metais nobres, diamantes, jóias em ouro e prata (acima de 12 quilates), canetas, relógios e prataria (quando original e de valor significativo). É possível penhorar bijuterias, mas somente aquelas que contenham enchimento de metal nobre, com percentual superior a 50%.

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Como funciona o penhora de ouro?

Para penhorar ouro e outros objetos de valor, você deve recorrer a uma instituição de confiança.  A Caixa Econômica Federal, por exemplo, é a instituição que há mais tempo faz esse tipo de transação e tem a confiabilidade de um banco. Mas vale a pena pesquisar, há outras instituições igualmente confiáveis.

  • Basta você levar o seu objeto até o banco e pedir uma avaliação do objeto. Não é necessário avalista, análise de crédito nem consulta ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou na Serasa, porque o objeto fica como garantia do pagamento da dívida.
  • Os juros são os mais baixos do mercado de empréstimos, variando entre 1,3% e 2% ao mês.
  • Leve a documentação necessária: seu RG, CPF (certifique-se que ele se encontra em situação regular na Receita Federal – para conferir clique aqui) e um comprovante de residência atual.
  • O penhorista irá avaliar o valor da sua jóia/objeto. O banco empresta, geralmente, de 10% a 85% do valor de avaliação. Em casos especiais, de clientes com bom histórico de crédito, o banco pode emprestar até 130% do valor de avaliação.
  • Após acertado o valor, você tem que preencher um formulário declarando que as peças não são roubadas.
  • Acordo estabelecido, você já sai com o dinheiro nas mãos.

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Quais os riscos de penhorar ouro?

Você precisa cumprir rigorosamente bem o prazo estabelecido para pagamento da dívida do penhor. Caso você não pague, você perde o seu objeto. Na data da quitação do empréstimo, se você não tiver o dinheiro para pagá-lo, não realizar uma renovação da penhora de bens, não pedir um parcelamento ou simplesmente se esquecer da data, seu bem vai a leilão e não há formas de recuperá-lo.

Vantagens de penhorar ouro

  • Crédito rápido
  • Sem consulta ao SPC ou Serasa
  • Juros baixos
  • Não há prazo específico para liquidar a dívida

Desvantagens de penhorar ouro

  • Risco de perder as jóias
  • O valor do ouro no penhor é abaixo do mercado
  • Se as jóias forem a leilão, além da perda do bem, há também prejuízo dos valores investidos no pagamento de juros nos meses anteriores


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Penhor “Express”

A Caixa Econômica Federal está investindo na compra de equipamentos chamados espectrômetros, que fazem o serviço do avaliador de penhor de forma automática.  O espectrômetro identifica, por fluorescência de raios X, as ligas metálicas das jóias.

O banco colocou um limite para os empréstimos feitos a partir da análise dos espectrômetros: R$2.500. As jóias são, posteriormente, avaliadas por um profissional, que poderá atribuir novos valores, dependendo das características das peças e dos adornos que escapam ao equipamento.

Segundo a Caixa, o objetivo não é substituir os avaliadores de penhor pelos espectrômetros, mas ampliar a oferta da linha em cidades que não contam com um desses funcionários.  

A meta é oferecer o penhor automatizado em mil agências até o fim de 2015. Hoje, o banco tem 4.117 agências e apenas 463 oferecem esse tipo de financiamento.
 


 

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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