Os 7 melhores países para trabalhar e criar os filhos

Ter filhos e trabalhar no exterior: se você já começou a planejar o seu futuro e deseja uma vida estável, conheça os países que priorizam o bem-estar da família.

Os 7 melhores países para trabalhar e criar os filhos
Os países mais justos e flexíveis quando o assunto é o bem-estar da família

O State Of World’s Mother é um estudo da associação Save the Children que avalia anualmente 179 países e os benefícios oferecidos à natalidade, especialmente às mães. No topo do ranking está a Noruega, enquanto o Brasil ocupa a 77ª posição. Mesmo com uma licença-maternidade considerada generosa, outros países ainda saem muito à frente quando o assunto é a participação na criação do filho, estendendo o benefício também aos pais.

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Licença paternidade

A introdução da licença-paternidade é um fator fundamental para estabelecer a igualdade de gênero no ambiente de trabalho. Só assim uma mulher não é vista como ameaça para um empregador por conta do possível afastamento, já que o pai também pode requerer afastamento depois de o bebê nascer.

Para que você estabeleça uma comparação ao longo da matéria, fornecemos os números da licença-maternidade no Brasil e logo a seguir, os melhores países do mundo para trabalhar e criar um filho:

  • Tempo de licença da mãe: via de regra, são 120 dias corridos, podendo variar para 180, dependendo da profissão e da empresa e é permitido juntar com as férias;​​
  • Quando a mãe pode se afastar: até 28 dias antes do parto ou a partir do nascimento do bebê;
  • Tempo de licença do pai: 5 dias corridos.

1. Noruega

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Na Noruega as mães podem optar por uma licença de 47 semanas recebendo 100% do salário ou 57 semanas recebendo 80%, se tiverem trabalhado ao menos 6 meses de 10 que antecederam o nascimento da criança. O pai também tem direito a 2 semanas de folga quando o bebê nasce e mais 12 semanas de afastamento remunerado. Optando por mais tempo de licença, as semanas são descontadas da mãe. Os dois não podem tirar a licença simultaneamente. Mas não é preciso tirar tudo de uma vez: os pais tem os dias disponíveis no período de até 3 anos após o nascimento do filho. Além disso, quando o bebê nasce, o governo oferece à mãe o equivalente a 10 mil reais para os primeiros cuidados.

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2. Islândia

A Islândia é um exemplo de igualdade de gênero para o resto do mundo: 82,7% das mulheres trabalham, e elas respondem por 45% da força de trabalho. Ainda assim, conseguem ter uma taxa de natalidade das mais elevadas da Europa, superior a 2 filhos. Como conseguem ter filhos e trabalhar? O governo dá condições pra isso: a licença concede 3 meses para a mulher, 3 para o homem e mais 3 que podem ser divididos entre os dois. O baixo custo das creches também contribui para que elas voltem ao trabalho sem medo das despesas com educação. 

3. Suécia

Os suecos são o povo que mais paga impostos – e também os que mais usufruem dos resultados disso, com educação, saúde e transportes excelentes. Os casais têm direito a 480 dias de licença para cuidar do filho, sendo obrigatórios 60 dias para o pai, 60 para a mãe e os restantes 360 podem ser divididos entre o casal até que a criança complete 8 anos. Assim, ter filhos e trabalhar parece muito mais tranquilo. O ensino é gratuito a partir dos 6 anos e até a faculdade. No total, os pais podem ficar com os filhos por 1 ano e 4 meses.

4. Dinamarca

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O país também compartilha a licença. A mãe tem direito às 6 semanas que antecedem o nascimento do bebê de folga e os pais têm duas semanas depois do nascimento para ficarem com o bebê, juntos. Depois, podem dividir um total de 8 meses entre os dois. Além disso tudo, até os 8 anos, quando a criança adoece, ambos têm direito a até 3 dias de licença para cuidar do filho. Os nórdicos entendem que existe vida após o trabalho sem ser necessário que as pessoas tenham filhos. Por isso, o horário de trabalho padrão por lá é das 8h30 às 16h30. Outra possibilidade, que depende do empregador, é a negociação do trabalho em regime part-time para adaptação, depois de acabar a licença. Muitas mães relatam que podiam ficar 2 dias em casa cuidando do bebê e trabalharem só 3 vezes por semana. O mesmo vale para o pai, já que não há distinção.

 5. Holanda

“Zwangerschapverlof”, guarde este nome se você quiser ter o seu bebê na Holanda. Significa licença-maternidade. Funciona mais ou menos como no Brasil, mas com alguns benefícios adicionais: 4 semanas tiradas antes do nascimento do bebê e mais 12 semanas depois. Os papais têm dois dias livres, mas também há a licença parental, que permite que cada um dos pais tenha um número de horas para dedicar ao filho até os 8 anos. A conta é feita da seguinte maneira: número de horas de trabalho semanal x 26, para o pai e para a mãe. Dependendo da flexibilidade do empregador, esse número de horas pode ser usado para trabalhar um ou dois dias a menos por semana, a fim de dar mais atenção ao filhote. 

6. Reino Unido

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Na Inglaterra, Escócia e País de Gales, a licença para a mãe é de 26 semanas remuneradas e mais 26 a critério da mãe, sendo até 39 semanas remuneradas. Durante a gestação, ela também pode usar horas do trabalho para comparecer aos exames de pré-natal sem desconto do salário, além de poder se afastar do trabalho até 11 semanas antes do parto. A mãe tem direito a 6 semanas com pagamento de 90% do salário e mais 139 libras semanais nas 33 semanas restantes. O contraponto, especialmente na Inglaterra, é o preço das creches, que às vezes pode superar o salário da mãe, tornando difícil ter filhos e trabalhar só para pagar a escolinha.

7. Espanha

A Espanha concede 16 semanas remuneradas às mães e mais uma hora por dia de aleitamento depois de voltar ao trabalho, que podem ser acumuladas e trocadas por mais 15 dias de licença. Outro benefício é a redução da jornada de trabalho em, no mínimo 30% e no máximo 85% até o filho completar 8 anos. O salário também é reduzido proporcionalmente, claro. Os pais têm direito a 13 dias úteis de licença.

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Gabriela Ventura Gabriela Ventura

Natural de São Paulo, estudante de Publicidade e Propaganda na USP. Não tem hobbies fixos nem rotina, é apaixonada pelo imprevisto. Foi fazer intercâmbio em Lisboa e... estendeu a estadia por tempo indeterminado.

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