Pagar INSS e previdência privada vale a pena?

Em tempos de reforma e instabilidade financeira, os brasileiros estão ainda mais preocupados com o futuro. Saiba se compensa pagar INSS e previdência privada.

Pagar INSS e previdência privada vale a pena?
Saiba se é o momento certo de investir nas duas opções.

A nova proposta para reforma da previdência, aprovada na madrugada do dia 15 de dezembro pela Comissão de Constituição e Justiça, prevê idade mínima de 65 anos e ao menos 25 anos de contribuição para aposentadoria. Dessa forma, o aposentado terá direito a 76% do valor da aposentadoria, equivalente a 51% da média dos salários de contribuição.

A expectativa em cima do assunto tem deixado os brasileiros inquietos e apreensivos. Enquanto não existe nada definitivo – a criação da comissão especial que vai analisar a proposta na Câmara dos Deputados ficou para fevereiro de 2017 – entenda a diferença entre a previdência social e privada e saiba de vale a pena (ou não) pagar INSS e previdência complementar.

Pagar INSS: como funciona e quais as vantagens

A previdência social é o benefício pago pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) aos trabalhadores aposentados. Pagar INSS significa contribuir mensalmente com uma porcentagem do salário – quando se é trabalhador registrado na carteira de trabalho -, ou com um ou mais salários mínimos para contribuintes individuais.

No regime da previdência social todos contribuem para financiar a aposentadoria da geração anterior. Chamado de regime de repartição simples, isso significa que o trabalhador vai pagar INSS para contribuir com a aposentadoria dos inativos, e não com a própria aposentadoria. As próximas gerações contribuirão para a aposentadoria desse trabalhador e assim sucessivamente.

O trabalhador registrado em carteira de trabalho contribui automaticamente para o INSS. Já prestadores de serviço devem fazer sua inscrição na Previdência Social, escolher o tipo de contribuição e pagar mensalmente. Quanto mais cedo o trabalhador começar a contribuir maiores serão suas chances de conseguir a aposentadoria por tempo de contribuição.

Além do “salário” recebido durante a aposentadoria pelo trabalhador que pagar INSS, a previdência social também permite acesso ao auxílio-doença, salário-maternidade, aposentadoria por invalidez e pensão por morte aos dependentes.

Outros benefícios são aposentadoria especial, para trabalhadores que exerceram cargos com risco de vida ou à saúde, auxílio reclusão, para trabalhadores que encontram-se recolhidos em prisão federal, estadual ou municipal, e auxílio acidente, caso o trabalhador sofra um acidente de trabalho que o impeça de exercer sua função.

O teto da aposentadoria, porém, é um dos principais problemas no qual o trabalhador esbarra. O INSS tem um limite de R$ 5.189,82 (teto de 2016) para pagar ao aposentado, mas são poucos que recebem esse valor. Assim, mesmo que o trabalhador aposente recebendo o maior salário que já teve na vida, seu benefício não será proporcional, pois o INSS leva em conta uma média dos maiores salários que ele recebeu ao longo do período de contribuição.

Outro problema é que a previdência apresenta um rombo de R$ 149,2 bilhões, o que torna o cenário caótico e instável. O aumento na expectativa de vida e a diminuição nas taxas de natalidade fazem com que o país tenha mais idosos – sustentados pelo INSS – e menos jovens, que contribuem para a previdência. A reforma da previdência, prevista para 2017, deixa muitas dúvidas no ar e aumenta o receio de contribuir.

Aposentadoria

Pagar previdência privada: o que é e para quem é indicado

A previdência privada, ou previdência complementar, é uma reserva particular e individual para ser usada no futuro, indicada para quem tem um projeto de vida (curtir a aposentadoria, pagar faculdade dos filhos ou comprar uma casa) ou para somar à renda mensal paga pelo INSS durante a aposentadoria.

Considerada um investimento de longo prazo, o trabalhador define um valor mensal a ser investido e por quanto tempo deseja contribuir. Quanto mais cedo começar menores serão os valores, já que ele contribuirá por mais tempo. Ao fim do período determinado ele recebe o valor que investiu com juros e correções.

Assim, um jovem de 25 anos que deseje aposentador com 55 deve contribuir por 30 anos para a previdência privada. Calcula-se que o montante final seja formado de 26% de dinheiro das contribuições do trabalhador, 5% de incentivo tributário do governo e 69% de juros conquistados ao longo dos anos. Se o trabalhador falecer durante o período de contribuição o valor será pago aos beneficiários indicados no plano.

Além de servir como complementação à aposentadoria e evitar que o trabalhador mude seu estilo de vida justamente quando deseja aproveitar, o benefício fiscal é outra vantagem da previdência complementar. O trabalhador só paga Imposto de Renda sobre o valor investido quando resgata a aplicação e fica isento durante os anos de contribuição.

Nesse tipo de investimento, a desvantagem está no risco: é preciso pesquisar as melhores opções do mercado, consultar diversas seguradoras e escolher uma de confiança e credibilidade para fazer valer o investimento. A taxa de administração muitas vezes é maior que a taxa dos fundos de investimento, por isso é preciso ficar atento e prestar atenção às clausulas contratuais e encargos financeiros.

Como todo investimento de longo prazo, os riscos são maiores, em especial porque a empresa contratada pode falir durante o período de contribuição. Por isso é importante optar por uma seguradora reconhecida no mercado.

Pagar INSS e previdência privada: vale a pena investir nas duas?

Com certeza. Se o trabalhador tiver condições de investir em um plano privado ele pode e deve contribuir, pois além da complementação na renda futuro ele terá um dinheiro garantido e poderá fazer o saque antes do tempo caso precise – embora haja uma multa contratual para isso.

A aposentadoria é o momento de relaxar, curtir e deixar as preocupações de lado. Pagar INSS e previdência privada garante benefícios em dobro e maiores chances de um futuro tranquilo.

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