O que você precisa saber sobre seu noivo antes de casar

O tema é tabu e muitos casais preferem evitar, o que pode gerar crises futuras e até a separação. Estamos falando sobre dinheiro e vida financeira. Saiba como conversar com seu parceiro.

O que você precisa saber sobre seu noivo antes de casar
Mesmo sendo espinhoso não dá para não falar sobre dinheiro

Em um relacionamento nem tudo são flores e alguns assuntos podem ser bastante espinhosos de se discutir. Mas antes de pensar em quantos filhos querem ter ou se preferem casa ou apartamento é bom analisar com lupa o aspecto financeiro não só do casal, mas também da pessoa com quem você está juntando os trapos e, sim, da família dele. É preciso, inclusive, pensar se vocês querem assumir a máxima “o que é seu é nosso”.

Mas se você deseja casar e construir um futuro com a pessoa não tem jeito: tem que conversar sobre a vida financeira! Damos as dicas
para você do que é importante saber e como abordar o assunto.

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Converse sobre dinheiro antes de casar

Segundo uma pesquisa da National Foundation for Credit Counseling, 68% dos casais acreditam que falar sobre dinheiro pode ser ruim enquanto 45% acham que é necessário, mas se sentem constrangidos em falar sobre o tema com o parceiro. Outros 7% evitam o assunto por medo de brigas.

Evitar não é o caminho e pode levar a crises futuras, inclusive à separação. Também não é necessário definir dia e hora para começar a conversar. O assunto deve surgir naturalmente durante o namoro, fase onde o casal ainda não tem grandes despesas juntos mas precisa lidar com situações como divisão de contas, revelar o quanto ganha e projetos futuros.

A situação fica séria mesmo quando ambos decidem dar o passo adiante. Levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) feito com 656 casais revelou que os gastos são motivo de brigas para até 17% deles e os conflitos aumentam para 22% deles quando estão em situação de inadimplência. Saiba como conduzir essas situações.

1 – Dívidas e inadimplência

Ter dívidas e não conseguir paga-las pode deixar seu parceiro envergonhado e na defensiva a ponto de esconder de você sua real situação financeira. Muitas pessoas têm medo que o relacionamento termine caso o outro saiba sobre seu nome sujo – e isso pode realmente acontecer, pois a confiança do casal fica abalada após descobrir uma situação do tipo e os projetos precisam ser repensados.

Para evitar por uma pedra no relacionamento tenha uma conversa sincera com seu parceiro sobre crédito e inadimplência. Deixe claro que sua intenção não é julga-lo e sim pensar numa solução juntos para sanar o problema. Também conversem sobre quais motivos o levaram a fazer essa dívida e como evitar que isso aconteça no futuro.

A partir desse ponto fica mais fácil entender se existe uma possibilidade real de formarem uma vida juntos. Se o endividamento for fruto de um empréstimo estudantil, por exemplo, a motivação por trás é positiva e dá para relevar a situação. Já se o motivo for falta de controle financeiro e gastos desenfreados acenda o sinal vermelho.

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2 – Emprego

A situação atual do país não favorece muito os trabalhadores e quase 12 milhões de pessoas estão desempregadas. Se seu parceiro estiver entre eles vale a pena analisar como ele lida com essa situação. Procure saber se ele está procurando emprego ou formas alternativas de ganhar dinheiro, fazendo bicos ou serviços como freelancer.

Vale também questionar se ele está aproveitando o momento para estudar, repensar a carreira ou até mesmo montar seu próprio negócio. Embora possa soar como pressão é importante saber se a pessoa está comprometida e preocupada com seu futuro financeiro e profissional ou apenas “empurrando com a barriga”.

Caso não tenha sido afetado pelas demissões fique atento a algumas questões: ele tem ou já teve problemas com o chefe e colegas de trabalho? Já foi demitido por justa causa? É comprometido com suas tarefas na empresa? Vive pulando de um emprego para outro? Mais uma vez, acenda o sinal vermelho se a resposta para alguma dessas perguntas for sim.

3 – Diferenças salariais

Dificilmente ambos ganharão o mesmo salário, seja por executarem funções diferentes, atuarem em áreas distintas ou até pela questão de gênero – no geral, as mulheres ganham 30% a menos que os homens. Isso não necessariamente é um problema, desde que ambos estejam cientes dessa diferença e saibam como lidar com isso.

Conversem sobre os limites financeiros de cada um e tenham consciência que ambos não poderão contribuir da mesma forma nas contas do casal. É preciso ser flexível e respeitar quando o outro afirma que não pode gastar aquele valor aquele mês, e também analisar se essa situação é um problema para o outro.

O casal pode combinar que uma porcentagem do salário vai ser destinado para projetos dos dois e dessa forma cada um contribui dentro dos seus limites. Exemplo: enquanto ele ganha R$ 3 mil e você ganha R$ 2.500 podem combinar de fazer uma poupança onde cada um contribui com 20% para a compra de um apartamento. Ele dará mensalmente R$ 600 e você R$ 500 para não pesar para ninguém.

4 – Projetos e objetivos

Antes de ser um casal as duas pessoas são indivíduos, com ideias, projetos e pensamento próprio. Dessa forma, cada um constrói seus planos para o futuro e os adapta à realidade que está vivendo com outra pessoa.

Saiba quais são os objetivos do seu parceiro. Talvez vocês percebam que não tem tanto a ver assim, e apesar de doloroso é importante descobrir isso antes do casamento. As vezes ele quer focar na carreira profissional e investir seus recursos nisso enquanto você já está pensando em abrir uma conta conjunta.

E mais importante, saiba se ele tem metas para sua vida. Pior do que descobrir que seus objetivos não batem é descobrir que ele não faz ideia do que quer fazer no futuro, um sinal claro de que não está pronto para se comprometer.

5 – Planejem abertamente

Até esse ponto vocês já tem consciência da situação financeira individual e de como lidam com isso. Ponto para vocês. Mas é preciso também planejar juntos e ir além dos objetivos e metas de cada um para saber se realmente dá para levar o relacionamento adiante.

Conversem sobre o que querem para o futuro. Falem sobre comprar uma casa, planejar uma festa de casamento, ter filhos, trocar de emprego, voltar a estudar, mudar de cidade. Esse tipo de conversa costuma ser adiado e gerar calafrios entre os dois, mas é importante para saber se os planos batem.

Pensem nos planos a curto e a longo prazo, e se eles não baterem analisem se é possível fazer adaptações. Talvez ele queira poupar dinheiro para a compra de uma casa enquanto você quer uma festa grande.

6 – Divisão de contas

Depois de todos esses passos aqui citados vocês decidiram que juntas as escovas de dentes é uma boa opção. Parabéns por esse passo, mas não pense que as discussões acabaram – na verdade, elas pioram agora.

É nesse momento que você vai realmente perceber o comprometimento do seu parceiro com a vida financeira do casal. Todas as despesas serão divididas e é fundamental discutir detalhadamente como isso será feito.

Estudem se preferem juntar uma porcentagem do salário para pagar as contas ou enquanto um paga agua, luz e internet o outro fica responsável pelo supermercado. Pensem em como serão feitas as compras dos móveis e eletrodomésticos.

E principalmente, atente-se ao comportamento do seu parceiro nesse momento: ele é responsável ou deixa as contas acumularem? Quando acontece um imprevisto, como cano furado, ele contribui ou tira o corpo fora? Ele gasta demais enquanto você está segurando as pontas? Não é porque vocês moram embaixo do mesmo teto que ainda não dá tempo de fugir.

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