O que é economia criativa e como ela pode ser a saída para o Brasil

Saiba mais sobre a economia criativa: uma poderosa arma em estratégia e economia, que ganha cada mais vez a atenção das grandes organizações pelo mundo. 

O que é economia criativa e como ela pode ser a saída para o Brasil
Veja como a economia criativa pode pôr um fim na crise.

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Em novembro deste ano, representantes da agência britânica Creative England estiveram em São Paulo para a edição do KES - Knowledge Exchange Sessions. Durante o evento, a discussão sobre a economia criativa trouxe questionamentos, pois esta promete trazer ao Brasil imensos benefícios e apresentar-se como fator determinante para o crescimento da economia global e para a situação atual da economia brasileira.

Englobando cerca de 14 setores criativos – podendo ser mais ou menos, de acordo com a economia local -, a economia criativa é uma das veias econômicas de maior ascensão no cenário global em termos de geração de emprego, porém, com um preparo a longo prazo, pois envolve mudanças culturais e toda uma reestruturação econômica.

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O conceito de economia criativa

Economia criativa é um termo de uso mais recente e se baseia em conhecimento, inovação e criatividade como meio de produção de bens tangíveis ou não, com valor econômico.

Como uma mistura de valores econômicos e culturais, o conceito foi criado para designar atividades ligadas ao uso de capital intelectual, como setores de cultura, moda, design, publicidade, engenharia além de uma grande parcela inserida no setor de tecnologia, sendo o último, inclusive, com áreas em especial atenção do mercado, como o desenvolvimento de softwares mobiles e jogos eletrônicos.

Entre os principais setores abrangidos no conceito nacional estão arquitetura e urbanismo, artesanato, artes cênicas, artes e antiguidades, audiovisual, design, editoração, fotografia, gastronomia, moda, música, publicidade, software e rádio e TV. Nestes segmentos profissionais, tanto aqui quanto no restante do mundo, o talento vale mais que o dinheiro ou o suor. Sendo assim, ainda que hoje sejam áreas pouco valorizadas, a automatização da mão de obra com o passar dos anos promete virar o jogo e passar a priorizar ideias a força de trabalho. 

A criatividade e a inovação estão se tornando armas poderosas e estratégicas na economia, ganhando cada mais vez atenção das grandes organizações pelo mundo. Afinal, a indústria criativa agrega valor aos produtos de uma maneira que nenhum outro setor é capaz.

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Exemplos de sucesso de economia criativa no mundo 

Segundo publicação da Unesco e do Pnud em seu Relatório de Economia Criativa de 2013, o setor teve um crescimento superior a 100% em um período de 9 anos (2002-2011) e, em 2011, já movimentava o valor de US$624 bilhões registrando ainda um aumento médio anual de 12,1% em exportações de produtos do segmento nesse mesmo período.

Com base na análise de 40 países em desenvolvimento, a publicação afirma ainda que atividades culturais formais ou privadas representam em média 5,2% de seus PIBs.

Alguns países já “encabeçam” como pioneiros no assunto percebendo o valor desse meio econômico em datas já bem antigas, como a Austrália que, ainda em 1994 publicou o “Creative Nation”, documento no qual afirma que “uma política cultural também é uma política econômica” e que “o nível de nossa criatividade determina substancialmente nossa capacidade de adaptação aos novos imperativos econômicos”. Já o Reino Unido, insere a economia criativa no país definitivamente desde o ano 2000, onde foram necessários dez anos para convencer o governo e quase o mesmo tempo para envolver as empresas. No entanto, o país já chegou em um ponto em que os empregadores estão reivindicando funcionários mais criativos e inteligentes.

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Entre as propostas atuais apresentadas ao governo do Reino Unido estão estimular a indústria de games, desenvolver núcleos criativos locais que trabalhem com base nas tradições culturais de cada região, facilitar o crédito para setores criativos da economia e investir em educação voltada para o design e para a tecnologia. Caso o governo britânico abrace essas medidas, será possível criar até 1 milhão de empregos no país até 2030.

Atualmente, países como Reino Unido, Estados Unidos e França estão na liderança desse setor. 

Os setores criativos levam uma vantagem importante sobre os modelos antigos: não precisam de máquinas, construções ou veículos para crescer. Seu combustível são as boas ideias, o talento e a inovação, recursos que são inesgotáveis e podem ser encontrados em qualquer parte do mundo

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Como a economia criativa pode ser aplicada no Brasil

Em escala mundial, se não for o primeiro, o setor da economia criativa é o segundo que mais cresce e gera empregos rapidamente, no entanto, necessita ser discutida com prioridade no Brasil. Em 2010, o setor representou R$ 104 bilhões na economia brasileira e em 2011 já contribuía com 2,7% do PIB nacional segundo estudos da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). A instituição tomou como base a massa salarial gerada por empresas da indústria criativa naquele ano. O resultado coloca o Brasil entre os maiores produtores de criatividade do mundo, superando Espanha, Itália e Holanda. 

Principalmente por questões culturais, o país possui muitos pontos a serem resolvidos, como o desemprego de jovens, supervalorização da mão de obra, falta de engajamento criativo e valorização das indústrias do ramo. A resolução destas questões visam gerar novas ideias e incentivar recém-formados a executa-las e gerencia-las. 

Se atualmente a indústria não atrai profissionais do calibre certo, algo precisa ser feito: ou passar a pagar mais ou tornar-se mais criativa. Se hoje as empresas e os empregadores não valorizam esse tipo de funcionário, pagam um salário baixo ou o dispensam, mas em breve tudo isso mudará. Com a robotização, a fim de diminuir o custo da mão de obra, o desemprego também tomará imensas proporções. Sendo assim, inserir e investir na indústria criativa de forma definitiva no país deve começar já, pois os novos empregos e carreiras que surgirem, exigirão habilidades puramente criativas. 

O primeiro passo para um futuro criativo é o investimento em um sistema educacional que possibilite e estimule as habilidades e talentos criativos dos jovens, bem como a imaginação e a capacidade de concentração. Com o estímulo correto e o devido aporte do governo, o Brasil estará pronto para crescer com grandes mentes criativas. Para isso, devido ao potencial de crescimento da economia criativa no Brasil, foi implantada em 2011 a Secretaria da Economia Criativa sob o comando do Ministério da Cultura. 

Além das vantagens econômicas, incentivar o setor criativo no país pode trazer uma série de consequências que podem remodelar nossa cultura e promover a preservação. Totalmente sustentável, a economia criativa visa melhorar a colaboratividade, reunir e incluir comunidades e indivíduos, impulsionar novas ideias, conexões e modelos de negócios, reavivar áreas urbanas decadentes, desenvolver áreas remotas e ainda contribuir para a preservação do patrimônio cultural.

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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