Casal de nômades digitais desenvolve negócio viajando pelo mundo

Já pensou em mudar radicalmente sua vida e viajar pelo mundo? Mas é possível ganhar dinheiro com isso? Conheça uma história incrível de nomâdes digitais que vai te inspirar! 

Casal de nômades digitais desenvolve negócio viajando pelo mundo
Com 20 mil reais no bolso, Bárbara e Vagner deixaram o Brasil em busca de novas aventuras

Bárbara Rocha e Vagner Alcantelado tinham carreiras estabelecidas e rotinas típicas de um casal jovem. Ela, jornalista e produtora, ele, designer gráfico e videomaker. Aos olhos de muitos, uma vida ótima, como manda o figurino. Mas para eles não era bem assim. Trabalhando das 9h às 19h, fechados em um escritório, sentiram que os dias passavam pela janela e que não estavam vivendo, apenas sobrevivendo. Foi quando decidiram “desapegar” e se tornarem nômades digitais.

Viajar e ir trabalhando pelo caminho, isso é o que fazem os nômades digitais, profissão da modernidade com que muita gente sonha, mas que não é para todos. Antes de qualquer coisa, é preciso coragem e planejamento para dar o primeiro passo.

Mas falar é fácil, porém realizar um sonho destes não é tão simples. É preciso dedicação espírito empreendedor. O E-Konomista traz com exclusividade a história deste casal e quem sabe você não se inspira para realizar uma aventura como esta no exterior.

O início da jornada

“Não queríamos deixar nossos melhores anos passarem e vivermos essas experiências somente durante as férias ou quando estivéssemos aposentados. Estávamos cheio de ideias, mas canalizando toda a nossa energia para projetos de terceiros (no caso, dos nossos empregadores), quando poderíamos estar fazendo algo que pudesse ajudar outras pessoas e que, ao mesmo tempo, nos trouxesse satisfação pessoal”. Segundo Bárbara, foi assim que tudo começou. A jornalista havia deixado a empresa em que trabalhava e, com o companheiro Vagner, começou a pensar seriamente em “cair no mundo”.

Assim nasceu o projeto “Melhores Momentos da Vida”, formatado para ser uma série de TV onde o casal relataria as suas aventuras e desventuras durante as viagens. Ideia concebida, era hora de decidir o destino inicial e arranjar os preparativos para a partida.

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Primeiro, cogitaram viver 6 meses em Paris estudando francês, mas não era bem aquilo que queriam. Depois, passaram a encarar a Califórnia como opção e também desistiram da ideia. A terceira alternativa para o início da vida como nômades digitais surgiu com muito mais força. Por que não a Nova Zelândia? Quatro motivos comandaram a escolha:

  • Qualidade de vida inegável
  • Facilidade em viajar por todo o país de carro e em segurança
  • Receptividade das pessoas e dos possíveis parceiros para o projeto da série
  • O visual do lugar, que já era apreciado via Facebook em fotos postadas por amigos do casal que lá moravam.

Pela internet e com um projeto pronto e detalhado, eles começaram a entrar em contato com empresas que se interessassem em ajudá-los de alguma forma na produção da primeira temporada da série. Restaurantes, hotéis, lojas de materiais esportivos. A resposta foi extremamente positiva e, antes de partir, já tinham bons contatos e parcerias fechadas. Mesmo sem contrato acertado com emissoras ou produtoras no Brasil, decidiram tocar a ideia com dinheiro do próprio bolso.

Após meio ano de preparativos, em dezembro de 2012, Bárbara e Vagner deixaram o país com pouco mais de R$ 20 mil (para cobrir os custos dos 3 primeiros meses de viagem e de uma campervan usada, meio com o qual se deslocariam na Nova Zelândia) e sede de novidade. O que viesse a seguir seria decidido e arranjado pelo meio do caminho.

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Como rentabilizar

Já na Nova Zelândia, teriam de se desdobrar parar arranjarem forma de se sustentarem e tornarem a série viável. Empregos, trabalhos temporários, o que fosse. Trabalharam em fazendas na colheita de flores, como gerentes de albergues e até venderam cerejas na estrada. “Confesso que torci um pouco o nariz, mas era preciso pensar na parte financeira”, conta Vagner. As vendas correram melhor do que o esperado. Ganhando cerca de US$ 200 por dia, conseguiram financiar os próximos passos.

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Foi também nessa altura que surgiu a ideia da produtora itinerante. Entre um trabalho e outro, produziam vídeos e websites para empresas locais, a custo zero. Perceberam que os produtos agradavam e investiram nisso. “O modelo de negócios que desenvolvemos (depois de tantas experiências de trabalho) foi o de produzir e comercializar vídeos institucionais para hotéis de luxo e restaurantes para suportar os custos da viagem e da produção da série”. A iniciativa deu super certo e, atualmente, vivem disso.

Próxima parada

Depois da Oceania, a Ásia. Bárbara e Vagner seguiram viagem. Passaram por Cingapura, Malásia e estão agora na Tailândia. A intenção é explorar todo o Sudeste Asiático até o próximo ano, sempre com uma mistura de curtição e trabalho.

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O destino a seguir é escolhido com base em três pilares: a curiosidade do casal em relação ao lugar, o potencial daquele país ou cidade para a série e a demanda pelos serviços da produtora. A única parada que não está prevista no roteiro, por agora, é o Brasil. “Não conseguimos mais nos imaginar com uma vida tradicional por um longo período, indo e vindo do trabalho todos os dias, passando pelos mesmos lugares e encontrando as mesmas pessoas. A ideia parece estranha!”, brinca Bárbara.

A inspiração para seguir viagem vem justamente do que têm encontrado durante a jornada: a possibilidade de explorarem novos lugares, trocar com diferentes culturas e todo o autoconhecimento que a experiência proporciona. “Na verdade, encaramos (a experiência) como um ‘intensivão de vida’”, constata a jornalista.

Site próprio

No site, eles continuam com a série de forma independente. Entretanto, segundo o casal, eles já estão em negociação com uma empresa de TV para a transmissão da série. Também é possível acompanhar as aventuras do casal no Facebook (a página já conta com mais de 35 mil likes), Twitter e Pinterest. A mais recente produção é um curso online em que ajudam candidatos a futuros nômades digitais com dicas. O primeiro vídeo foi divulgado recentemente. Veja abaixo um dos vídeos do casal.

 

Para quem quer seguir a trilha

De acordo com Bárbara, são muitas as pessoas que procuram o casal com o desejo de serem nômades digitais, apesar de não saberem bem por onde começar. Ela deu algumas dicas e conselhos para quem quer seguir por esse caminho, mas alerta: não é para qualquer um.

  • É preciso “estar” sempre adaptável, saber improvisar e não ter medo das mudanças.
  • Vive-se em uma constante incerteza e isso nem sempre é confortável. Esteja preparado para o aperto.
  • Invista em alguma atividade que te permita trabalhar enquanto viaja. Seja fotografia, vídeo, escrita ou algo mais. O importante é que seu escritório possa ser em qualquer lugar.
  • Planejamento é muito importante, apesar dos imprevistos. O casal se organiza para aguentar financeiramente quatro meses para que não sejam pegos de surpresa.
  • Não é fácil, é preciso coragem, mas não tenha medo de buscar a felicidade, seja onde for.
  • Com foco, perseverança, confiança e disciplina se consegue tudo. Acredite!

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