5 razões pelas quais você não consegue aprender inglês

Entenda como funciona o processo psicológico de aprendizagem e aplique-o ao seu favor para aprender inglês mais rápido.

5 razões pelas quais você não consegue aprender inglês
Ninguém nasce sabendo, mas não é por isso que precisamos passar a vida sem saber

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Ninguém nasce sabendo falar inglês. Aliás, ninguém nasce sabendo falar idioma nenhum. É por isso que as crianças levam tanto tempo entre aprender a falar e a escrever, e requerem muitos processos de cognição para chegarem à fluência verbal e escrita. Não é raro que nós mesmos nos surpreendamos com palavras da nossa língua materna. Por isso, aprender inglês ou qualquer coisa não é tão simples quanto parece. Psicologicamente, o processo de aprendizagem requer o cumprimento de cinco passos: atenção, percepção, memória, aprendizagem e pensamento. Para qualquer informação que o ser humano receba, todos esses filtros serão aplicados no processamento. E não é difícil concluir que, muitas vezes, o processamento pode ser interrompido por diversos fatores.

Para aprender inglês, seja curioso

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E aprender inglês não é diferente. O contato com outro idioma vai requerer, primeiro, o interesse, que despertará a atenção do aluno. Depois, ele deve perceber o conteúdo e se contextualizar para, então, assimilar a informação na memória. O problema é que a memória pode armazenar informações a curto, médio e longo prazos, que afetarão também os processos seguintes. O processo de aprendizagem vai condensar aquilo que o aluno já conseguiu armazenar na memória permanente. E o pensamento é o último processo, que aplicará o conteúdo processado em outras ocasiões.

Saiba o que fazer para reter as informações na memória de longo prazo e aprender inglês com mais facilidade, fazendo uso dos processos cognitivos para acelerar o aprendizado e concluir o processo de aprendizagem. Ser autodidata não é tão difícil quanto parece: basta ser curioso.

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1. Você precisa perguntar - e questionar

Você não está mais na escola. Ninguém vai rir da sua pronúncia ou das suas perguntas. Se isso acontecer, releve a infantilidade alheia e jamais deixe de tirar as suas dúvidas no momento exato em que elas aparecem. Ter vergonha de perguntar ou não saber como formular uma pergunta é um exercício que só se fortalece com a prática. É por isso que as interações de conversação são um método de ensino muito eficaz: o diálogo permite expressar o que queremos dizer, e procurar a melhor forma - e as palavras - para colocar isso pra fora.

Solução: se não quiser interromper a aula, anote-as e tire uns minutos para conversar com o professor depois do término, mas jamais tente lembrar as questões "de cabeça" ou tirar conclusões consigo mesmo. A relação pergunta vs. resposta é um poderoso aliado da memória, por causa da interlocução: se você teve uma dúvida, a probabilidade de se lembrar da resposta é muito maior, evitando assim cometer o erro novamente. Quem faz aulas online pode esclarecer as dúvidas no momento em que aparecem, seja com o professor tutor ou com o Dr. Google.

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2. Você precisa de motivação e disciplina

É necessário estabelecer metas e definir um período certo para fazer os seus avanços no domínio do idioma. No caso de quem faz aulas online, não adianta nada acessar o curso só quando se lembra e tentar correr atrás do prejuízo fazendo tudo à pressa, pois a atenção estará comprometida e todos os demais processos serão afetados por isso. O mesmo vale para as aulas presenciais: você não vai ter muitos avanços se concluir um nível e esperar muito tempo para começar o outro, por causa dos processos mnemônicos, relativos à memória e retenção permanente do conteúdo.

Solução: quem opta pelos cursos online deve definir datas e horas para acessar o curso, da mesma maneira como encararia uma aula presencial. Quem pensa em fazer um curso presencial deve levá-lo a sério e manter a disciplina. Também é interessante não deixar um espaço de tempo muito grande entre um nível e outro. Por isso, sempre que acabar um nível, garanta que em no máximo 3 meses estará matriculado para o próximo. Quem estuda e trabalha deve ter disciplina para encarar as aulas aos sábados.

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3. Você precisa ampliar o seu vocabulário

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Você lê um texto e entende, mas deixa alguns termos passarem batido por conta da suposição que fez sobre o significado pelo contexto. É aí onde muitas pessoas perdem a chance de obterem a fluência. Isso porque o vocabulário intermediário vai te permitir ler todos os textos e entender do que se trata, mas as palavras novas que você poderia ter aprendido passam batido. E, claro, se você sequer buscou o significado delas, dificilmente ficarão na memória para uma consulta posterior.

Solução: já pensou em criar o seu próprio dicionário? Assim que se deparar com uma palavra nova, anote e não a deixe escapar. Não tire suposições da tradução pelo contexto, pois você pode ser enganado com frequência. Depois, reúna todas as palavras e significados em um caderno ou documento do Word. O tradutor do Google tem a ferramenta de sinônimos: quem quer enriquecer o vocabulário pode também tomar nota deles para variar e contar com um glossário cada vez mais completo dos termos aprendidos.

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4. Você precisa criar desafios 

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Não basta só ter um glossário gigante. Já pensou o quanto você estudava os conteúdos na escola, lendo e relendo antes das provas? Muitas vezes, o aprendizado é mais lento para os adultos, justamente pela falta de interesse e de obrigações. Nesse ponto, vale a pena se comportar como os pequenos: seja curioso, vá atrás do conhecimento, crie exercícios para fazer sozinho. Você vai ver que aprender inglês pode ser muito mais legal quando você se aprofunda e quando o aprendizado entretém.

Solução: é necessário reler o glossário que você criou. Depois disso, sorteie diferentes palavras e crie um texto para aplicá-las aos mais variados contextos. Reescreva os textos criados usando sinônimos e verifique se, dentro do contexto escolhido, as palavras de mesmo significado farão sentido. Outra forma eficaz de atingir a fluência e reter as informações na memória é passar o aprendizado adiante.

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5. Você não pode facilitar nem desanimar

Reduzir a carga de estímulos cognitivos pode te ajudar. Você sabia que um ser humano só consegue prestar atenção em 5 a 9 estímulos sensoriais ao mesmo tempo? Para aprender inglês com mais facilidade, vale desligar o celular nas aulas presenciais e online. Quem opta pelo e-learning também tem que fechar o Facebook e outras tarefas do navegador. Evite ao máximo ser interrompido. Em relação ao conteúdo, imponha desafios, mas não sobrecarregue o seu cérebro pulando etapas: é o mesmo que tentar ensinar equações de segundo grau a uma criança de 5 anos que ainda não aprendeu soma e subtração.

Solução: a dica é nunca se acomodar nem impor desafios que sejam muito superiores ao seu nível de conhecimento da língua. Não adianta pular etapas e tarefas que depois podem comprometer a sua habilidade em algum ponto específico, ao mesmo tempo em que você jamais deve se contentar em fazer as lições fáceis só para se dar uma injeção de autoestima. Reconheça o seu nível de aprendizado e procure tirar o máximo proveito dos conteúdos que lhe são oferecidos, aplicando todas as dicas anteriores para aprender inglês.
 

Aprenda inglês com quem sabe de verdade e seja professor.


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Gabriela Ventura Gabriela Ventura

Natural de São Paulo, estudante de Publicidade e Propaganda na USP. Não tem hobbies fixos nem rotina, é apaixonada pelo imprevisto. Foi fazer intercâmbio em Lisboa e... estendeu a estadia por tempo indeterminado.

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