Mulheres sofrem mais para provar competência, segundo estudo

Saiba por que mulheres são consideradas menos confiantes para exercer cargos de altos níveis, de acordo com o estudo.

Mulheres sofrem mais para provar competência, segundo estudo
Mulheres ainda estão em poucos cargos de gerência

Mesmo com a ascensão da mulher no mercado de trabalho, ainda falta muito para equiparar os cargos e salários entre os gêneros dentro das organizações, mesmo exercendo funções similares. A diversidade no ambiente de trabalho proporciona capacidades complementares, pois um grupo que tem homens e mulheres está mais apto a funcionar, pois traz equilíbrio de opiniões e pontos de vistas diferentes.

Mulheres no mercado de trabalho

Um estudo com pesquisadoras de negócios sobre a avaliação de desempenho 360º diz que somente os homens são reconhecidos no ambiente de trabalho pelas suas competências e confiança no cargo. Além disso, para receber promoções de trabalho, as mulheres necessitam que colegas, chefes e subordinados gostem dela.

Falta de confiança das mulheres dentro do ambiente corporativo é um dos motivos pelo qual elas não conseguem muitas promoções. Por avaliar suas habilidades de formas precisas, as mulheres tendem a ser menos confiantes, e isso atrapalha com as chances de promoções.

A pesquisa feita com 236 engenheiros de uma multinacional de tecnologia foi realizada para saber se os profissionais eram de fato competentes e se os seus subordinados gostavam deles. Um ano depois essa pesquisa foi feita para saber o nível de confiança deles e a influência que eles tinham na empresa.

Os resultados demostraram que os engenheiros homens considerados competentes também eram influentes na empresa e as engenheiras mulheres, que eram bem competentes, eram vistas como confiantes se seus chefes e subordinados gostassem delas, por motivos não relacionados ao âmbito profissional.

Outras análises

Outro estudo feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo Instituto Ethos mostrou que, em cargos de gerência, a proporção de homens é quase o dobro que a de mulheres (68,7% comparados com 31,3%). Para posições executivas, os homens ocupam seis vezes mais cargos que mulheres (86,4%, comparado com 13,6%) e nos conselhos de administração, é oito vezes maior (89% comparados com 11%).

Entretanto, as empresas brasileiras demostram que a média de 19% de cargos de alto nível estão ocupados por mulheres, índice baixo em relação à média mundial, que é de 24%. Na América Latina, só 18% das funções de gerência foram ocupadas por executivas no ano passado.

A baixa presença de mulheres nas posições se reflete nas principais economias mundiais. No México, apenas 18% de empresas têm mulheres em cargos de comando. Em contrapartida, na Rússia 100% das companhias têm ao menos uma executiva líder trabalhando.

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Elisabete Machado Elisabete Machado

Brasileira, natural de São Paulo, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e Pós-graduada em Fundamentos da Cultura e das Artes pela Universidade Estadual Paulista. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa.

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