Passei dos 30. Estou muito velho para fazer intercâmbio?

Se você acha que a idade é um ponto contra, está redondamente enganado. A adaptação num intercâmbio é muito mais fácil para quem tem mais de 30 anos.

Passei dos 30. Estou muito velho para fazer intercâmbio?
Se você quer fazer, faça!

VEJA QUANTO CUSTA FAZER INTERCÂMBIOe planeje o seu

Se fosse possível resumir em poucas palavras, a dica seria "nunca é tarde para fazer um intercâmbio". A intenção deste artigo é desmitificar a ideia de que o intercâmbio é uma experiência restrita a uma determinada faixa etária. Dá para aprender, conhecer uma cultura nova, curtir, enriquecer o currículo, viajar e aproveitar tudo com muito mais maturidade e seriedade.

Intercâmbio depois dos 30: A maturidade a seu favor

Quem passou dos 30 anos e vai fazer um intercâmbio provavelmente terá muito menos dificuldades de adaptação do que alguém mais novo, que aprende tudo na raça: lavar louça, roupa, cozinhar e saber tratar doenças são coisas que você vai saber encarar muito melhor e resolver com mais calma e parcimônia do que alguém que nunca morou longe dos pais ou se deparou com esses imprevistos. E não tem desculpa: dá para fazer intercâmbio sem largar o emprego, dá para trabalhar e estudar, dá para curtir (porque ninguém é de ferro) e aprender muito.

"Não sei o que fazer"

intercambiodepoisdos30


Primeiro é preciso ter em mente qual o tipo de intercâmbio: mestrado, extensão, especialização, voluntariado, workexchange ou curso de idiomas (por exemplo). Já deu para ver a quantidade de opções, né? Defina o que quer fazer primeiro, pois isso vai condicionar o período da estadia e o seu budget.

"Não quero passar muito tempo fora"

Quem não quer se aventurar a passar muito tempo fora, seja pela carreira ou pela distância, tem a opção de um curso de especialização na área de conhecimento. Fique atento às opções na sua área. Existem cursos de três semanas, que podem até ser feitos durante as férias, até 6 meses. Pesquise: com certeza existe um bom curso que se adequa às suas necessidades. As faculdades americanas costumam oferecer esses programas, com a opção de combiná-lo a um internship, que falaramos sobre mais adiante.

"Não tem cursos para mim"

Aqueles que querem se aventurar num mestrado têm diversas opções à disposição, lembrando que, na Europa, o diploma da graduação deve ser convalidado e um mestrado completo tem a duração de dois anos. Para quem tem interesse em fazer um mestrado, a França é um país que pratica as taxas de universidades de igual para igual entre estrangeiros e nativos, e é possível encontrar mensalidades de 180 euros. Quem preferir uma pós-graduação stricto sensu pode optar por escolher um curso no Brasil com a opção de um período de estudos numa faculdade no exterior. O investimento é alto, mas o certificado é duplo e leva o nome da instituição brasileira e estrangeira em que foi cursado.

"Não quero gastar muito"

Especialmente na Irlanda e Austrália, os cursos de idiomas com a opção de trabalho simultâneo são possíveis, desde que o período de trabalho não interfira nos estudos. É a opção para quem não quer gastar muito e adquirir a fluência no inglês tanto na teoria quanto na prática. Os programas são flexíveis e podem ter a duração de 4 meses a um ano. Mas é necessário lembrar que o intercambista deve poupar antes de partir, já que durante o período das aulas, só é permitido trabalhar em regime part-time. Em alguns cursos na Irlanda também é possível pedir a extensão do visto por mais seis meses após um período de estudos de igual tempo para dedicar-se exclusivamente ao trabalho full time - ou às viagens.

"Quero continuar a carreira"

TUDO SOBRE O SEU INTERCÂMBIO
Cadastre-se e receba as melhores dicas, informações e promoções sobre estudar no exterior. Comece já a planejar o seu intercâmbio.

Há diversas modalidades de intercâmbio. Para quem não quer perder o timing da carreira, uma boa opção são os estágios, mais conhecidos por internships. Além de fazer o curso, o intercambista conta com a possibilidade de ter uma experiência na área de estudo fazendo um estágio não-remunerado numa companhia que tenha parceria com a faculdade. Para quem quer ganhar dinheiro enquanto estuda, existem as opções de intercâmbio + trabalho, especialmente na Irlanda e Austrália, onde é possível aprender um novo idioma ou especialidade e praticar o idioma aprendido no trabalho, contando com uma renda. 

"Não quero perder o emprego no Brasil"

Aqueles que já têm certa estabilidade no trabalho e querem o intercâmbio como forma de aperfeiçoar um idioma ou uma habilidade específica pode recorrer ao pedido de um afastamento não remunerado ao empregador, com tal justificativa. Durante o período, o trabalhador não recebe os salários mas tem o emprego quando voltar, mediante um acordo feito com o empregador. As grandes empresas costumam compreender tais práticas, e o ideal é um período de, no máximo, 6 meses fora para não perder o fio da meada.

"Não tem opções de lazer para mim"

intercambiodepoisdos30


Você não vai curtir menos do que um intercambista mais novo, só vai fazer os programas mais adequados à sua idade. E isso não significa que as opções de lazer são escassas ou que por causa disso você vai ao bingo. De fato, fugir do roteiro comum dos intercambistas e das festinhas vai abrir um mundo novo que te permitirá ficar muito mais inserido na cultura do que qualquer outro intercambista. Muitas vezes, os ambientes destinados ao público maior do que 30 anos tendem a ser mais seletos e as noites prometem bombar. Você não precisará ver ninguém passando mal na sarjeta, por exemplo. Dá para fazer amigos de todas as partes do mundo? Sim!

Ofertas de pacotes de viagem e hospedagem na palma da mão. Baixe o app grátis e fique de olho nas oportunidades!


O que você vai ganhar

Além de aprender um novo idioma ou ter mais conhecimentos, você só terá a ganhar fazendo um intercâmbio depois dos 30. Até os motivos que você pode considerar desvantajosos podem ser uma mais-valia para a sua carreira quando voltar.

Independência

Não depender da ajuda dos pais é um ponto que conta muito ao favor de um intercambista com mais de 30 anos. Isso porque, quando voltar, vai ser visto com outros olhos no mercado de trabalho. E não é só: não depender de ninguém também o faz dar mais valor ao dinheiro e não gastar em coisas banais, além de permitir mais planejamento.

Coragem

Se você tem medo de "largar a carreira" para fazer o intercâmbio dos seus sonhos e fica com medo de perder o timing da carreira, é hora de tirar isso da sua cabeça. Na volta ao Brasil, mostrar a um futuro empregador que foi capaz de abrir mão do antigo trabalho para realizar uma atividade enriquecedora, tanto no âmbito dos estudos quanto no conhecimento de outra cultura, só vai te fazer ganhar pontos na hora da contratação. Nem todo mundo é ousado o suficiente para sair da zona de conforto e correr atrás do que acha essencial para a carreira.

Aproveitar mais o curso

Por não ser sempre bombardeado com festinhas e coisas que tiram o foco nos estudos, um intercambista com mais de 30 anos pode dar muito mais valor aos estudos e ao que aprende fora. Também é uma questão de dar valor ao que foi investido na formação. Quem vai sem bolsa ou não depende da ajuda dos pais tem muito mais maturidade para tratar as questões financeiras e não cair na besteira de jogar dinheiro fora como se não houvesse amanhã.

Faça amigos do mundo todo durante o seu intercâmbio. Aprimore o seu inglês já!


Veja também: 

Gostou? Compartilhe!
Gabriela Ventura Gabriela Ventura

Natural de São Paulo, estudante de Publicidade e Propaganda na USP. Não tem hobbies fixos nem rotina, é apaixonada pelo imprevisto. Foi fazer intercâmbio em Lisboa e... estendeu a estadia por tempo indeterminado.

Receba mais informações como esta!

Receba a nossa newsletter

Ao submeter os seus dados receberá a newsletter, ofertas e publicidade enviado por e-konomista.com.br e pelos nossos Parceiros e aceita os Termos e Condições e a Política de Privacidade. Os dados submetidos serão compartilhados com os nossos Parceiros.

Enviar