7 situações que devem ser avaliadas antes de mudar de país com a família

O que é preciso pensar antes de mudar de país com a família? Saiba o que se deve avaliar antes de fazer as malas rumo a um outro país.

7  situações que devem ser avaliadas antes de mudar de país com a família
Saiba quais pontos você deve ponderar antes de mudar de país com a família

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Se você está pensando em imigrar, fazer as malas, vender tudo que tem aqui no Brasil e começar uma nova vida em outro país, nós te damos uma força sobre o que é necessário pensar e levar em conta antes de embarcar. É claro que ninguém vai fazer uma mudança assim tão grande, ainda mais envolvendo a família, sem antes pensar e informar a todos os envolvidos sobre a mudança. Mas por vezes, quando pensamos em mudar de país com a família esquecemos de analisar um ou outro detalhe que pode ser determinante na sua tomada de decisão. Vamos a isso?

O que pensar antes de mudar de país com a família

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1. Mercado de trabalho

É muito importante que, ao escolher o país destino, analise o mercado de trabalho de lá. Nós não recomendamos que alguém saia do país acompanhado da família sem um emprego garantido no país destino. E mesmo que tenha um emprego previsto, é preciso avaliar se o salário disponibilizado será suficiente para manter a família.

Converter o valor do salário para o Real não dá uma noção precisa se isso basta ou não para sustentar-se, os custos de vida variam muito de país para país e de cidade para cidade. É preciso ter noção do quanto uma família com a mesma condição social que a sua gasta mensalmente. Procure outros brasileiros que morem na mesma cidade que você vai morar, discuta com eles o valor do custo de vida, veja quais são os gastos mais caros e faça um balanço com o salário do novo emprego. Uma boa dica é visitar o site Numbeo, que te mostra em detalhe os custos dos principais gastos de uma família detalhadamente em cidades e países de todo o mundo.

2. Estudos

Ao mudar de país com a família é preciso avaliar os custos com estudos. Se você (ou seu conjuge)  irá prestar algum curso superior no país destino procure saber quais são as condições de ingresso nas universidades e instituições de ensino do país, pois elas são diferentes do Brasil. Procure saber também de valores, pois é provável que você precise desembolsar quantias mensais ou anuais para arcar com ensino em um país estrangeiro.

É preciso também pensar nas crianças. Se você tem filhos pequenos, procure saber como é o sistema de educação infantil no país. Em muitos países, as crianças entram na escola com idade diferente do Brasil, os horários também alternam e a forma de se relacionar – com os professores, com os colegas e no próprio ambiente escolar – também deve ser diferente. Prepare os pequenos para essa mudança, e para prepará-los você precisa estar muito bem informado. Procure instituições com referência antes de matricular seus filhos.

Outro ponto importante: peça aqui no Brasil o histórico escolar do seu filho (e se for preciso traduza-o para língua estrangeira). Se os adultos forem estudar, o conselho é o mesmo.

3. Mudar com filhos pequenos

As mudanças são mais difíceis para algumas pessoas do que para outros. Algumas crianças se adaptam muito bem à mudança de país, especialmente quando são muito pequenas. Outras, sentem muito essa mudança. A distância da família, dos amigos, da escola que já está habituado, da vizinhança, a mudança da língua e dos costumes podem ser fortes demais para os pequenos. O melhor é preparar o terreno: dê a notícia da mudança como algo positivo, como uma aventura, como algo divertido. Mostre o lado positivo, como ele vai conhecer um monte de amigos novos, como vocês irão ter uma casa nova, e que tudo será novidade. Utilizar de filmes que contenham a temática de mudança de casa também ajuda no processo de ‘digestão’ e aceitação, e as crianças aprendem muito mais visualmente do que só ouvindo.  E lembre-se de dizer que vocês irão visitar o Brasil e estar presente na vida dos que aqui vão ficar através do telefone, da internet, etc.

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4. Os documentos, vistos e imigração

Morar em outro país é estar constantemente de olho nas datas de validade dos vistos da sua família, se a documentação de todos está regular, o quanto é que se deve pagar para manter a permanência no país e etc. Ou seja, é preciso estar com os documentos todos em dia e esses custos não costumam ser muito baratos, exigem muita antecedência junto aos orgãos de imigração do país para solicitar as autorizações de residência e as devidas renovações. É preciso ser burocrático com toda a documentação e ter um bocado de paciência e organização. Afinal, você quer estar com tudo muito bem regularizado para viver tranquilamente (e legalizado) no país destino e poder viajar (para o Brasil e à passeio) com a garantia de poder voltar ao seu novo lar.


5. O que levar e o que não levar

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Somente quando vamos nos mudar que percebemos que temos muitas coisas e que elas fazem parte do nosso dia a dia. Quando vamos mudar de país com a família o primeiro impulso é querer levar tudo. Mas é preciso pensar que: quanto mais volume você levar, mais dinheiro você vai gastar. É possível levar até a mudança de uma casa toda em containers, se você quer transferir sua casa do Brasil com todos os móveis, itens pessoais e de decoração para o exterior, é possível, mas também custa bastante dinheiro. Caso esse não seja o seu caso, recomendamos que você faça um pequeno bazar, uma venda de garagem para tentar vender o máximo das coisas que você possui e avisar aos amigos, vizinhos e colegas de trabalho que tudo que tem estará à venda por um preço bem legal. Quanto mais você conseguir vender, mais dinheiro vai fazer para comprar novos (ou usados) móveis no país destino.

Então é melhor não levar nada? Não exatamente. O melhor é levar aquilo que você tem carinho, que tornam a sua casa o seu lar. Aquele item de decoração que só encontra aqui no Brasil ou foi presente de um amigo querido. Aquele jogo de cama que você ganhou no casamento. Aquele quadro que torna a sua sala mais aconchegante, mas nada de excesso. E é bom também pesquisar o que é caro no país destino. Muitas vezes alguns itens que são baratos no Brasil são bem caros no exterior, e valem a pena carregar na bagagem.

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6. Lidar com a saudade

Você e sua família lidam bem com a saudade? Quando nos referimos à saudade, não queremos dizer somente a saudade das pessoas. É claro que os brasileiros que moram no exterior quando questionados o que mais sentem falta, a grande maioria responde que é da família e dos amigos, seus entes queridos que não é mais possível ter uma convivência diária tão próxima. Mas adiantamos que ao tomar a decisão de mudar de país com a família, saudade é o que não vai faltar: saudade da comida (saudade da comida típica, do arroz com feijão, da comida da mãe, dos doces do Brasil, de certos itens e marcas de comidas do supermercado que só têm por aqui, etc), saudades do clima, saudades da sua casa antiga, saudades de ouvir a sua língua (ou o seu sotaque), saudade das festas típicas (do carnaval, do São João, do Natal à moda brasileira – e as festas de Natal sem a família certamente não são a mesma coisa), saudade da música do Brasil, saudades da cultura brasileira, e de muitas outras coisas. Conviver com a saudade será algo diário que muita gente lida muito bem, e outros têm dificuldades em se adaptar.

7. Você não vai estar lá

Outra realidade que você precisa ter em mente é que: você vai estar em outro país, com muitas novidades, com muito a se aprender e tudo mais. Mas também chega a hora que você não vai estar lá. Na festa de aniversário dos pais, no casamento do primo, na foto da festa em família, na páscoa com todos reunidos, nas viagens de férias com os amigos. As crianças crescem depressa e os idosos envelhecem mais depressa ainda. Tudo parece que passa muito mais depressa quando você não está lá. Assim como no seu aniversário e no Natal você terá que se contentar com um abraço virtual via skype. Não é exatamente saudade, é simplesmente ausência do contato físico habitual do Brasil, tão raro em outros países. É preciso ter a certeza que mudar de país com a família é a melhor decisão para todos, porque tem que se acostumar com a rotina de não estar mais lá, perto de tudo e de todos. 

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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