Mesada para filhos: dicas, valores e como ensinar a administrar

A mesada para filhos ensina educação financeira, pois é importante que eles aprendam o valor do dinheiro e como poupá-lo. Confira dicas de como lidar com a questão. 

Mesada para filhos: dicas, valores e como ensinar a administrar
Ferramenta importante de educação financeira

Os pais devem ensinar aos pequenos o valor do dinheiro para que esses aprendam desde cedo a importância de poupar, lidar com frustrações e valorizar aquilo que foi adquirido. A mesada para filhos é uma ferramenta de educação financeira, que apesar de não ser a única é um excelente meio de ensinar aos filhos como lidar com o dinheiro.

Existem muitas dúvidas sobre o valor adequado e a melhor idade para começar a prática. Com um pouco de conversa e esclarecimento a questão fica mais fácil de ser resolvida e acordada entre pais e filhos.

Valor da mesada para filhos

Os pais devem pesar as possibilidades financeiras da família. Se o orçamento permitir é importante levar em consideração, principalmente se a criança questionar os pais sobre o assunto e começar a pedir; segundo especialistas, isso vai ajudá-la a valorizar o dinheiro e traz um sentimento de conquista.

Os pais podem também conversar com amigos sobre o assunto. Mesmo que os pais vivam em épocas de vacas gordas o valor da mesada para filhos nunca deve ser o mais baixo ou o mais alto da turma, para que ele não se sinta inferior e nem superior aos outros. A média é o ideal e os pais devem sempre deixar claro a situação econômica da família.

Não existe uma idade certa para começar a dar mesada para filhos. Especialistas recomendam que os pais comecem a dar algumas moedas a partir dos três anos, mas tudo depende da maturidade da criança, o estilo de vida da família e até mesmo se ela vai pedir ou não pelo dinheiro.

Existe uma regra americana que dá uma base para o cálculo: R$ 1 por ano de vida, a ser pago toda semana. Assim, uma criança de sete anos ganharia sete reais por semana e R$ 28 ao mês. A consultora em educação financeira Márcia Tolotti, em entrevista ao Zero Hora, propõe os seguintes valores e acordos:

  • Dos 3 aos 5 anos: moedinhas de centavos ou R$ 1 por semana.

Nessa idade o importante não é o valor, mas sim que a criança crie o hábito de esperar pelo dinheiro e planeje o que fará com ele. Nessa fase ela ainda não está preparada para pensar em períodos longos, e por isso o pagamento semanal trará mais frutos a longo prazo.

  • Dos 6 aos 10 anos: R$ 1 para cada ano de vida a ser pago semanalmente.

As crianças já tem mais maturidade para lidar com o dinheiro e fazer planos com ele. É aí que entra uma das lições mais importantes da educação financeira: ensinar a poupar. Os pais devem incentivar a criança a guardar entre 10% e 30% do dinheiro para o futuro, como comprar um brinquedo mais caro ou participar de uma excursão da escola.

  • Dos 11 aos 18 anos: R$ 3 por ano de vida multiplicado por semana.

Pré-adolescentes e adolescentes já têm perfeitas condições de lidar com o dinheiro e as consequências de seus atos de consumo, como gastar tudo logo após receber. O hábito de economizar deve ser ainda mais incentivado, visando objetivos de curto prazo como a aquisição de uma roupa, um tênis, um celular ou ingressos para um show.

Como lidar com a mesada para filhos

Menos é mais. Especialistas frisam que a escassez ensina mais do que a fartura, principalmente quando se está dando os primeiros passos no universo financeiro. Além disso, se a família pode pagar R$ 100 mas oferece R$ 50 e aumenta o valor futuramente o dinheiro será mais valorizado e a criança terá mais condições de lidar com essa novidade.

As regras de pagamento e valor devem ser respeitados por ambas as partes, principalmente quando os filhos ainda são crianças. Se os pais querem ensinar o filho a esperar pelo dinheiro e se planejar a partir dessa data é dever deles cumprir com o compromisso, tornando assim a relação confiável e evitando uma dificuldade em lidar com o dinheiro a longo prazo.

O dinheiro do lanche escolar não deve estar incluso na mesada para evitar que a criança deixe de comer para economizar. Além de não ser saudável isso pode criar um hábito avarento e cobiçoso por parte dela. Em vez disso entregue o dinheiro contado do lanche separado da mesada e ensine a importância de trazer o troco.

Outra prática ruim é oferecer o dinheiro em troca de boas notas. Bom desempenho escolar, educação e atividades como arrumar o quarto são deveres sociais da criança, que devem ser ensinados e cobrados para seu próprio benefício. Retribuir financeiramente comportamentos como honestidade e bondade faz com ela crie uma associação ruim na qual só vale a pena ser bom se for pra ser recompensado.

Pode-se, por exemplo, oferecer uma quantia para que ela tire a poeira da sala ou lave o carro como meio de estimular o espirito empreendedor, mas sempre tomando o cuidado de pensar em algo além de suas obrigações.

Diminuir o valor pago com base em critérios como notas ruins e mau comportamento também não é benéfico, pois além de abalar a confiança da criança na palavra do adulto cria regras difíceis para serem associadas por ela, que podem criar uma associação nada saudável entre dinheiro e punição.

Por fim, reforce sempre que o uso do dinheiro demanda responsabilidade e escolhas e que a criança será responsável pelas consequências disso. Quando o filho decide optar por um brinquedo novo ao invés de um jogo os pais não devem interferir na escolha e muito mesmo oferecer dinheiro a mais para que ele possa ter as duas coisas. É muito importante que a criança aprenda a lidar com a espera e frustração.

Motivar o filho, esclarecer duvidas e mostrar quanto tempo se leva para juntar o dinheiro necessário para algo que ele queira comprar ajudam muito na educação financeira. E quando ele conquistar algo, seja um brinquedo ou um pequeno empreendimento, parabenize e siga incentivando.

Veja também:

Gostou? Compartilhe!
Clara Grizotto Clara Grizotto

Jornalista faz-tudo: social media, assessoria, redação e publicidade. Queria mudar o mundo, mas descobriu que tem muito chão para percorrer antes.

Receba mais informações como esta!

Receba a nossa newsletter

Ao submeter os seus dados receberá a newsletter, ofertas e publicidade enviado por e-konomista.com.br e pelos nossos Parceiros e aceita os Termos e Condições e a Política de Privacidade. Os dados submetidos serão compartilhados com os nossos Parceiros.

Enviar