Por que você não deve mentir no currículo

É comum aumentar algumas informações e omitir outras, mas mentir no currículo não só é manjado pelos recrutadores como também arranha a imagem do profissional.

Por que você não deve mentir no currículo
Ação arranha a imagem e dificulta entrada na empresa

Inglês fluente, experiência em diversas áreas, motivo da saída do último emprego, supervalorização. É muito comum que candidatos inflem o currículo acreditando que assim terão mais chances em conquistar uma vaga, mas mentir no currículo pode arranhar a imagem do profissional e eliminar qualquer oportunidade dentro da empresa que constatar as falsas informações.

Mentir no currículo é comum

Pesquisa feita pelo CareerBuilder com 2188 gerentes de contratação e profissionais em 2014 apontou que 58% pegaram uma mentira no currículo. As mais comuns são sobre habilidades (57%), conjunto de responsabilidades (55%), data de empregos (42%), cargo (34%), nível acadêmico (33%), empregos anteriores (26%) e reconhecimento e prêmios (18%).

A pesquisa também listou algumas das mentiras mais mal contadas, como a de um candidato que afirmou ser supervisor de construção quando na verdade construiu uma casinha de cachorro ou de um candidato que listou três empregos anteriores, e quando a empresa entrou em contato descobriu que ele ficou apenas dois dias em uma, um dia em outra e nunca trabalhou na terceira.

O site Currículo Autêntico, que analisa e apura se as informações do currículo são verdadeiras, também listou as mentiras mais comuns e como são desmascaradas.

Fluência em idiomas

Dizer que tem inglês fluente ou conhecimento básico em espanhol é comum, mas também é a mentira mais fácil de desmascarar. Basta aplicar um teste oral no candidato e ver como ele se sai.

Devo colocar foto no currículo sim ou não?

Cursos

Você pode ter feito inúmeros cursos de capacitação, mas se não tiver certificado não coloque no currículo. Caso contrário a empresa pode pensar que está mentindo ou até entrar em contato com a escola citada.

Formação acadêmica

Muita gente afirma ser diplomado em alguma graduação ou pós quando ainda está concluindo o curso ou até mesmo nem concluiu. Também há casos de candidatos que falsificam títulos e certificações. Em ambos os casos, a empresa pode entrar em contato com as instituições de ensino para checar a informação.

Supervalorização dos últimos cargos

Afirmar que liderava uma equipe quando só fazia parte dela ou coordenou um projeto quando teve apenas participação pode ser desmascarado com um simples telefonema. Além disso, recrutadores sabem qual a estrutura das empresas e acendem o sinal vermelho quando percebem que o cargo não condiz com as responsabilidades apontadas pelo candidato.

Período em que trabalhou na empresa e motivo da saída

Muito tempo de empresa mostra estabilidade e dedicação, e por isso alguns candidatos aumentam o período em que atuaram na mesma. Um telefonema para checar a informação já resolve e mesmo que o candidato seja contratado a empresa verá na carteira de trabalho o período real, o que pode criar uma situação constrangedora.

Se foi demitido do emprego anterior, jamais diga que pediu demissão, pois a informação pode ser checada. Caso o motivo tenha sido problemas de relacionamento na empresa ou outras questões mais desagradáveis, tenha tato e deixe claro para não tornar a situação pior.

Salários anteriores

Novamente, o recrutador pode descobrir a verdade ao olhar para a carteira de trabalho. Seja honesto sobre o quanto recebia e caso ganhasse mais do que consta na carteira por causa de algum acordo, explique. Inflar o salário pode também gerar uma situação desconfortável na entrevista e no ato da contratação.

Idade, filhos e estado civil

Por entender que certos cargos deem preferência para determinados perfis, alguns candidatos omitem essas informações, o que será imediatamente desmentido caso o mesmo seja contratado ou venha a adquirir responsabilidades como viajar ou trabalhar até mais tarde.

Ainda segundo a pesquisa do CareerBuilder, as áreas que mais costumam mentir no currículo são serviços financeiros (73%), lazer e hospitalidade (71%), tecnologia da informação (63%), saúde (63%) e varejo (59%).

Consequências de mentir no currículo

Em geral, as empresas que decidem contratar alguém são muito criteriosas na análise do candidato, já que os processos seletivos são caros. Não é difícil para um recrutador detectar uma mentira logo na primeira entrevista, momento no qual além de conhecer o candidato são aplicados técnicas e testes específicos.

Ao mentir no currículo e ser pego na mentira, o candidato passa uma imagem negativa e quebra a confiança dentro da empresa, dificultando ou até impossibilitando sua entrada lá dentro. Na pesquisa do CareerBuilder, 51% dos entrevistados dispensariam automaticamente o candidato que mentisse e 40% dispensariam dependendo da mentira. Apenas 7% poderiam ignorar a mentira caso gostassem do candidato.

Para a empresa, algumas mentiras mais graves podem ser prejudiciais caso haja contratação, como quando o candidato afirma ser diplomado e na verdade não concluiu a graduação ou o motivo da saída do último emprego. Por isso, as referências e empregos anteriores ajudam a contestar o que foi dito e são parte importante do processo.

Em 2013 a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) rejeitou a PL 6561/09, do deputado Carlos Bezerra, que modificaria o Código Penal para tornar crime a falsificação de currículos, com detenção de dois meses a dois anos. Na ocasião, entendeu-se que a prática pode ser enquadrada no artigo 298 do Código Penal, que prevê reclusão de um a cinco anos para quem falsificar documento particular.

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