Mulheres no exterior: melhores países para morar e trabalhar

Nos melhores países para as mulheres, viver e trabalhar com dignidade é regra e não exceção. Mas a luta por igualdade continua, uma vez que os homens ainda ganham mais.

Mulheres no exterior: melhores países para morar e trabalhar
Melhores países para as mulheres têm bons salários e qualidade de vida

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Paridade na saúde, educação e mercado de trabalho. Esses são os principais pilares dos melhores países para as mulheres. Na grande maioria deles, a taxa de desemprego entre elas é menor do que entre eles. Uma realidade que ainda parece distante em tantos outros cantos do mundo, mas que pode inspirar, uma vez que foram conquistas, frutos da conscientização e da força da voz feminina.

Em todos os melhores países para as mulheres trabalharem e viverem foram instituídas políticas especialmente para alavancar a qualidade de vida feminina. Depois de anos de opressão, foram necessárias intervenções para que medidas básicas permitissem uma vida laboral plena às trabalhadoras. Sonhando com um futuro assim para o Brasil, confira quais são os 10 melhores países para as mulheres trabalharem e viverem com dignidade.

Países para elas


10. Holanda


A preocupação da Holanda com a igualdade de gênero é relativamente recente, mas tem se mostrado muito eficaz. Um dos passos mais importantes foi dado na década de 80, quando as mulheres passaram a ter direito a aposentadorias iguais às dos homens. A diferença salarial ainda tem destaque, depois que têm filhos, as holandesas ganham em média 7% menos do que os homens. O governo vem investindo cada vez mais em políticas para que a disparidade seja ultrapassada e isso reflete na qualidade de vida da mulher.

9. Nova Zelândia

A Nova Zelândia é definitivamente um dos melhores países para as mulheres construírem uma carreira. Ainda no século XIX começaram a ser adotadas medidas visando a igualdade de gênero no mercado de trabalho. No geral, as neozelandesas estudam mais e são reconhecidas por isso, apesar de ganharem um pouco menos, situação verificada em praticamente todos os países. Os investimentos continuam no sentido de eliminar os fatores que impedem o avanço da mulher no mundo laboral.

8. Suíça

A Suíça vem investindo fortemente na igualdade gêneros, especificamente na questão salarial. As mulheres ainda ganham menos, mas os salários têm subido mais e mais rápido que os dos homens. Com cada vez maior entrada no mercado de trabalho, as suíças também estão entre as que mais atuam em cargos públicos e políticos.

7. Suécia


Com um padrão de vida alto, a Suécia volta-se para questões de apoio à família, que acabam por refletir nas mulheres. É comprovado que muitas abandonam a carreira depois dos filhos por falta de apoio ou que passem a ganhar menos. O governo sueco oferece suporte às suecas que queiram ter filhos e manter-se no trabalho com políticas simples como acesso a boas creches e uma licença maternidade de 480 dias a ser dividida entre pai e mãe.

6. Irlanda

A Irlanda indiscutivelmente sofreu com a recente crise europeia, mas nem por isso a qualidade dos serviços para as mulheres caiu. Além disso, a taxa de desemprego entre elas é significativamente menor do que entre os homens. Além disso, apenas 2% das mulheres empregadas fazem horas extras. As irlandesas também têm mais expectativa de vida, resultado dos cuidados exemplares com a saúde. Neste país, 100% das gestantes têm acesso ao pré-natal.

5. Canadá

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As mulheres canadenses conquistaram seus direitos com muita luta e deram a volta em leis absurdas que as impediam de votar e assumir cargos no Senado, isso ainda no início do século XX. Hoje, representam 45% da força de trabalho do país e veem-se alvos de políticas que estimulam a paridade salarial. Os esforços do governo também vão no sentido de eliminarem as definições “trabalho de mulher” e “trabalho de homem”, para que no futuro as condições sejam igualmente boas a todos, independente do sexo.

4. Noruega


Na Noruega as mulheres mandam muito e mandam bem. O país possui a maior taxa de participação feminina em ministérios, mais da metade. Elas também são maioria no ensino superior. Consequentemente, estão a caminho de dominar o mercado de trabalho. Entre outras medidas, o governo também teve atenção com as mães trabalhadoras, que têm direito a 52 semanas de licença maternidade. Durante 3 meses, podem (e devem) ser acompanhadas pelo pai da criança também. Com um custo de vida alto, o salário médio norueguês é de R$ 7.500.

3. Finlândia


As finlandesas foram as primeiras a ganharem o direito ao voto, em 1906, e isso refletiu-se na participação política delas, um primeiro grande passo rumo à isonomia. Nos últimos anos, os limites definidos por gênero no mercado de trabalho estão a diluir-se mais. As mulheres possuem maiores níveis educacionais, são ativas em sua maioria e estão em vias de assumirem o maior número de cargos de chefia.

2. Dinamarca

Ninguém tem dúvidas que a Dinamarca não deixa a desejar no que toca à qualidade de vida, mas você sabia que este é o único país do mundo em que as mulheres ganham mais que os homens? A média salarial mensal delas é de R$ 10.302, a deles é de R$ 10.043, aparentemente pouco, mas o que está por trás disso é bem mais significativo. Na década de 70, o país implementou cotas para garantir a participação das mulheres na política. A medida já não existe, mas elas continuam com forte presença no parlamento.

1. Islândia


Já há muitos anos a Islândia lidera essa lista e continua a ser considerado o primeiro entre os melhores país para as mulheres no geral. As conquistas por direitos iguais e reconhecimento vieram com muitas manifestações e até mesmo greves. De meados do século XX até agora, as islandesas não descuidam. Com uma menor taxa de desemprego, elas têm ainda uma das maiores taxas de natalidade da Europa, mais de 2 filhos, e isso nem de longe compromete a inclusão no mercado de trabalho. Isso é resultado de políticas governamentais e de conscientização, uma vez que o pai também passou a ser igualmente visto como responsável no cuidado primário aos rebentos. Aquele que não gozar dos seus 3 meses de licença parental é visto como irresponsável.

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