As 10 melhores cidades do Rio de Janeiro

Longevidade, renda e educação: veja quais foram eleitas as 10 melhores cidades do Rio de Janeiro levando em consideração os itens abrangidos na pesquisa.

As 10 melhores cidades do Rio de Janeiro
Veja quais são as melhores cidades do Rio de Janeiro de acordo com o IDHM

Baseado nos indicadores que levam em conta a longevidade, o acesso ao conhecimento e o padrão de vida de determinado município (renda), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e a Fundação João Pinheiro fizeram a adaptação do IDH Global para cada um dos municípios nacionais, o IDHM. Como resultado, podemos ver quais foram eleitas as 10 melhores cidades do Rio de Janeiro levando em consideração os itens abrangidos na pesquisa.

Melhores cidades do Rio de Janeiro


1º Niterói

Niterói está em primeiro lugar entre as melhores cidades do Rio de Janeiro principalmente devido ao seu alto registro no último Índice de Desenvolvimento Humano Municipal apresentado. Nele, o IDHM do município recebeu uma pontuação de 0,837, onde 1 é a nota máxima. Esse índice coloca Niterói como a única do Estado a alcançar a faixa de desenvolvimento considerada “muito alta” pelo Ipea. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, de 2011, classificou Niterói como a cidade com população mais rica do país, pois 30,7% de seus moradores pertencem economicamente à classe A.

A renda per capita média de Niterói cresceu 83,36% nas últimas duas décadas, ultrapassando os R$ 2 mil atualmente. Isso equivale a uma taxa média anual de crescimento nesse período de 3,24%. Relativamente ao trabalho, a cidade possui cerca de 64,3% de seus habitantes economicamente ativos, contra 29,3% de inativos e 6,4% de ativos desocupados.

Já os índices de criminalidade na Grande Niterói vem crescendo desde 2011, apresentando aumento no número de assalto a pedestres, roubo a comércios e veículos.

2º Rio de Janeiro

A segunda maior metrópole do país e também o segundo maior PIB a nível nacional, o município pode não estar entre as melhores cidades do Rio de Janeiro para viver em segurança e igualdade social, mas destaca-se no índice pelas oportunidades e influência cultural.

Dona do segundo melhor IDHM do Estado, o índice computou 0,799; sendo também o oitavo lugar a nível nacional. Entre os quesitos que levaram a este resultado destacam-se a Longevidade (0,845) e a Renda (0,840).

A renda per capita média de Rio de Janeiro cresceu 68,27% nas últimas duas décadas, ultrapassando os R$ 1.600, mas crescendo lado a lado com a desigualdade social. No quesito emprego, 64,5% encontra-se ativa, contra 28,3% inativos e 7,3% desempregados.

Ainda que os índices de homicídios tenham reduzido timidamente, a cidade do Rio de Janeiro ainda é uma das mais violentas do país, uma vez que seu contraste social separa drasticamente ricos e pobres e favorece a criminalidade nas periferias.

3º Rio das Ostras

Com o terceiro melhor IDHM, o município da Região dos Lagos presenciou extremo crescimento populacional nos últimos anos trazido pelos imigrantes interessados em emprego na indústria do petróleo.

Seu índice apontou 0,773, sendo considerada uma média alta principalmente se comparado ao desempenho pré-expansão, o qual era de 0,445. Ainda relacionado ao crescimento do município por meio da indústria, sua renda per capita também apresentou aumento de 216,14%, passando de R$ 330 para mais de R$ 1.200. No entanto, ainda que a renda se mostrasse positiva, a desigualdade social se mantem em considerável escala.

Com relação às oportunidades de emprego, o município detém 70,9% de sua população empregada, contra 20,8% inativos e uma taxa de 8,3% de desempregados.

Já a criminalidade é um fator presente em todo o Estado e vem se mostrando forte nas cidades interioranas, uma vez que a presença das UPPS na metrópole fez com que os criminosos migrassem para cidades sem pacificação.

4º Volta Redonda

Conhecida como a “Cidade do Aço”, em Volta Redonda está a sede da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o quarto lugar no ranking das melhores cidades do Rio de Janeiro, com 0,771 no IDHM. O município fica numa posição estratégica, à beira do Rio Paraíba do Sul, entre as regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo e cortado por importantes rodovias, como a Presidente Dutra e a BR-393, o que torna de excelente valia e valorização para o comércio e indústria.

A renda per capita média de Volta Redonda cresceu 94,05% nas últimas duas décadas, passando de R$ 474,36 para mais de R$ 1 mil. No entanto, a desigualdade social se mantém nas mesmas proporções desde 1991.

Relacionado ao trabalho, 63,2% da população encontra-se empregada, enquanto apenas 8,2% sofrem com a falta de trabalho, porcentagem essa que contabilizava quase 18% em 2000.

Além da estabilidade apresentada pelo município, Volta Redonda também se destaca perante os demais da lista com relação à violência. Ainda que a taxa de criminalidade seja bastante alta se levarmos em consideração o ideal para qualidade de vida, a cidade contabilizou no último ano uma redução em todos os tipos de crimes.

5º Resende

Também às margens do Paraíba do Sul, a "Princesinha do Vale" tem o quinto melhor IDHM do estado, com pontuação de 0,768. Apresentando um importante parque industrial, integra o polo automobilístico do sul do Estado e abriga a Fábrica de Combustível Nuclear. É conhecida ainda por sua região turística, com distritos como Penedo e Visconde de Mauá, o que contribui para a economia e geração de emprego local.

A renda per capita média de Resende cresceu 87,11% nas últimas duas décadas, passando de R$ 489,14 para além da quantia de R$ 1 mil. O mesmo crescimento se aplica aos habitantes empregados, número que atinge os 69,3% da população contra 7,8% que procuram por trabalho. Em 2000, a taxa de desemprego era de 13%.

No entanto, mesmo com o incentivo ao trabalho e educação, Resende está entre os municípios com altos índices de criminalidade e sofre com a falta de estrutura e saneamento.

6º Maricá

Fazendo divisa com Niterói, Maricá é conhecida na região por suas grandes fazendas, muitas das quais bastante antigas, que datam da época colonial. No entanto, atualmente a agricultura deixou de ser a principal potência econômica do município, dando espaço para os royalties provenientes da extração de petróleo.

Atualmente apresenta seu IDHM em 0,765, ainda considerado alto pela avaliação e superior ao demonstrado em 1991, com apenas 0,520. Porém, o índice apenas mantem-se equilibrado diante da longevidade populacional, uma vez que os demais itens como a Renda e Educação estão abaixo do considerável alto para uma boa qualidade de vida.

Já a renda per capita média de Maricá cresceu 126,48% nas últimas duas décadas, passando de R$ 401,98 para R$ 1.200, apresentando também uma baixa na desigualdade social, a qual passou de 0,56 em 1991 para 0,49 (uma vez que, quanto mais perto de 0, menor a desigualdade entre os habitantes).

Maricá também tem bom desempenho relacionado ao emprego, uma vez que 63,6% da população está empregada, contra 7,8% que não.

Por fim, assim como os demais municípios da lista das melhores cidades do Rio de Janeiro, o baixo efetivo policial é a principal causa do aumento da criminalidade em Maricá, que sofre com os efeitos da pacificação em comunidades do Rio de Janeiro, Baixada Fluminense e comunidades de Niterói. Os criminosos migram para Maricá por encontrar facilidades na fuga, principalmente para as regiões do Itaboraí e São Gonçalo.

7º Macaé

Com cerca de 229 mil habitantes, a cidade foi escolhida durante os anos 70 para ser a base de operações da Petrobrás, na Bacia de Campos. Desde então, estima-se que 4 mil empresas tenham se instalado na região como consequência. O que gerou renda, empregos e demais oportunidades aos habitantes, rendendo a ela o apelido de Capital Nacional do Petróleo.

De acordo com o IDHM, Macaé pontuou 0,764 como média entre os índices de longevidade (0,828), renda (0,792) e educação (0,681).

Com a taxa de desigualdade social estável desde 1991, a renda dos habitantes do município aumentou, passando de R$ 561 para R$ 1.300 atualmente e empregando 72,5% de sua população, contra apenas 7,3% de desempregados.

Ainda que as oportunidades de emprego e crescimento estejam presentes, a criminalidade proveniente da pacificação nas metrópoles exige, atualmente, um maior reforço da PM a fim de capturar fugitivos, o que faz possíveis moradores da cidade pensarem duas vezes.

8º Iguaba Grande

O pequeno e jovem município de Iguaba Grande, na Região dos Lagos possui apenas 23 mil habitantes e 20 anos de emancipação, contabilizando os 0,761 pontos no IDHM. Para chegar neste indicador foram medidas as pontuações de Longevidade, com índice de 0,841, seguida de Renda, com índice de 0,744, e de Educação, com 0,704.

A renda per capita média de Iguaba Grande cresceu 160,89% nas últimas duas décadas, passando de R$ 313,55 para R$ 1.100 e mantendo-se estável com relação a desigualdade social.

Mesmo na aparência otimista e de qualidade, a cidade não oferece muitas opções nem oportunidades de trabalho. Entre seus habitantes, apenas 58,8% estão trabalhando, enquanto 13,5% da população está desempregada.

9º Mangaratiba

Por estar próxima do Vale do Paraíba, Mangaratiba tem como maior relevância para a economia local o setor de serviços, com especial destaque para os grandes hotéis e resorts instalados na cidade. A população do município é de aproximadamente 36 mil habitantes e seu IDHM é de 0,753, onde o menor desempenho foi o da educação, com 0,676 pontos.

A renda per capita média de Mangaratiba cresceu 124,03% nas últimas duas décadas, passando de R$ 371,45, em 1991 para R$ 832,15, em levantamento realizado em 2010. A desigualdade social também sofreu melhoras, passando de 0,56 para 0,51.

Com relação ao emprego, o município emprega 65,2% de sua população, enquanto 7,3% ainda procuram por trabalho.

Em 2012, Mangaratiba foi eleita uma das cidades mais violentas do Estado, no entanto, atualmente o município se encontra com taxas menores de criminalidade e maior policiamento.

10º Nilópolis

O único município da Baixada Fluminense na lista das melhores cidades do Rio de Janeiro tem cerca de 180 mil habitantes e um IDHM de 0,753, onde o menor índice da média também é educação, com 0,716.

Com crescimento da renda per capita aumentado em 80,90% nas últimas duas décadas, Nilópolis ainda com valores abaixo da média no Estado (contabilizando R$ 755 em 2010) apresenta um dos menores índices de desigualdade social, com 0,45.

Com relação ao emprego, o município tem 61,5% de seus habitantes trabalhando, contra 9,8% desempregados.

Mais um ponto positivo para Nilópolis vai para a criminalidade, uma vez que a cidade apresenta frequentes reduções em roubos, homicídios e atos violentos. Neste caso, para fugir dos criminosos fugitivos das UPPs, o município agiu com rapidez e investiu em sistemas de vigilância e reforço policial.

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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