Como fazer a mala de intercâmbio

A mala de intercâmbio é bem diferente de uma mala de viagens comum. Veja os itens que são necessários e quais podem ficar aqui no Brasil.

Como fazer a mala de intercâmbio
Veja o que é necessário levar na mala de intercâmbio

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Chegou o dia: depois de meses preparando documentação, visitando consulados, tirando passaporte, descabelando-se para comprar a passagem aérea mais barata e correndo atrás do seguro de saúde, é finalmente hora de arrumar a mala de intercâmbio. Se essa é a primeira vez que você vai fazer um intercâmbio, é importante saber: uma mala de intercâmbio é bem diferente de uma mala de viagens. Isso porque você não vai ali e volta já. Você vai permanecer um tempo em um lugar completamente diferente do que está habituado, e não dá pra vivenciar algo do tipo: “Ah, esqueci de trazer o meu creme de barbear favorito, vou ali na farmácia comprar outro”. Tudo vai ser diferente, e temos que nos preparar para isso.

 

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A mala de Intercâmbio

Para te ajudar nesse momento, em que a ansiedade e a adrenalina mal te deixam dormir, nós vamos te dar dicas para fazer a mala de intercâmbio e não se arrepender do que trouxe (a mais) ou do que deixou pra trás no Brasil. Prontos? Vamos lá!



O tamanho e peso da mala de intercâmbio

maladeintercambio


Para viagens internacionais, o limite de bagagem despachada são duas malas de 32kg mais uma mala de bordo, que pode variar de 5 a 10kg dependendo da companhia aérea. É importante conferir, antes de começar a fazer as malas o limite que você tem.

“Pode levar 64kg de bagagem? Vou levar tudo isso!” Talvez esse não seja o melhor pensamento. É claro que quando a gente vai se mudar, temos vontade de levar a vida junto conosco. Mas desembarcar em um país com muitos quilos de bagagem pode ser um problema para carregar, para se deslocar até a nova moradia e até para fazer tudo caber no novo quarto.

Então, indicamos que vá com uma mala grande (de 32kg) e mais uma pequena ou média – ou até uma grande, mas que não esteja cheia. Sabe por quê? Por que você vai viver em outro país e vai querer trazer coisas de lá para o Brasil. Seja roupas, presentes, lembranças da viagem, o que for. Ou seja, vc precisa voltar com duas malas de 32kg, e se levar as duas cheias vai ter que deixar para trás um bocado dos seus pertences ou então pagar (e muito) por excesso de bagagem. Então confie no nosso conselho, não leve duas malas grandes e cheias.

Atenção: se antes de embarcar no seu vôo internacional, você terá que pegar um vôo doméstico até a cidade brasileira onde vai pegar seu vôo para o país destino, saiba que dentro do país os vôos domésticos só permitem uma mala de 23kg despachada. Se você comprar as passagens (da sua cidade até a capital e depois o vôo internacional) juntas, a companhia aceita suas duas malas de 32kg, caso contrário, eles não são obrigados. Confira com as companhias aéreas como fica a questão da bagagem em vôos com conexão internacional.


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Como decidir o que levar na mala de intercâmbio

Vários pontos têm que ser levados em consideração. Sugerimos que você siga essa ordem:
 

1. Saiba como vai estar o clima na cidade onde eu vou morar durante o período de intercâmbio

Se você vai fazer um intercâmbio de 6 meses, provavelmente vai pegar ou um período mais longo de calor ou de frio. Pesquise em sites e blogs quais são as temperaturas médias, máximas e mínimas da cidade no período do ano em que você estará lá para saber se sua mala terá mais roupas, sapatos e acessórios para frio ou calor. Se vai ficar um ano ou mais, a sugestão é a mesma, a pesquisa. Mas daí você terá que se preparar para as temperaturas quentes e frias, e sua mala terá roupas mais adequadas à temperatura predominante do lugar onde vai morar.


2. Procure saber se o custo de roupas, sapatos e acessórios é mais barato no país destino ou no Brasil.

Esse é um passo muito importante e que muita gente não leva em consideração. Sabe por quê? Porque às vezes um intercambista vai morar em um país muito frio, então vai ao shopping no Brasil e compra vários agasalhos e roupas quentes para levar. Ao chegar lá, percebe que as roupas de frio no país são muito mais baratas (e diversificadas) que no Brasil. Você gastou tempo indo às compras, gastou mais dinheiro do que gastaria se tivesse deixado para comprar lá e ainda vai passar vontade de comprar roupas de frio no lugar – ou comprá-las e depois ter de deixar um monte para trás, pois não vai caber tudo na mala.


O contrário também pode acontecer. “Não vou levar muitas coisas porque tenho a certeza que vou querer comprar roupas e sapatos de lá”. Mas chegando lá, o preço desses itens é absurdo e você não vai poder comprar como gostaria. Corre o risco de ficar com poucas roupas e sapatos adequados por falta de dinheiro para comprá-los. Por isso é muito importante: confira com outros intercambistas que já foram para o mesmo país/cidade que você, o preço desses artigos para não desperdiçar tempo e dinheiro.


3. Procure saber o custo dos produtos que você tem hábito de usar no país destino

Quando vamos fazer as contas dos gastos que iremos ter no país estrangeiro, poucas são as pessoas que lembram de incluir pequenos gastos do dia a dia, como os produtos de higiene pessoal (sabonetes, shampoos, condicionadores, desodorantes, creme de barbear, lâminas, perfumes, etc). O preço desses produtos variam de país para país, na maioria dos países mais comuns a se fazer intercâmbio eles são mais caros que no Brasil. Só para se ter uma ideia (e ver que não estamos exagerando):

Produtos de higiene pessoal são: 15% mais caros em Portugal que no Brasil, 46% mais caros na França do que no Brasil, 47% mais caros na Inglaterra, 48% mais caros nos Estados Unidos, 35% mais caros na Alemanha, 48% mais caros na Itália e  44% mais caros na Austrália.

Viu só? A diferença é alta e pode afetar o seu orçamento. Portanto, vale a pena levar um pequeno estoque dos seus produtos favoritos – e que custam significativamente menos no Brasil – e levar para o intercâmbio. Nada de exagero, só o suficiente para sua estada lá. Reserve um espaçinho na mala.

Atenção meninas: maquiagens e absorventes estão incluídos nessa lista. Muitas brasileiras têm dificuldade em adaptar aos absorventes estrangeiros. Se você é chata com absorventes, faça um estoque e leve com você. E no caso das maquiagens: você vai encontrar uma infinidade de marcas diferentes no estrangeiro e vai dar vontade de comprar. Mas uma dica é: leve o básico que você utiliza na mala, suficiente para o período. Deixa para comprar lá só o extra, seu bolso agradece.

Quer saber a diferença dos preços desses produtos e de outros itens do custo de vida da sua cidade no Brasil em relação à cidade destino, consulte o site Expatistan. Ele te permite comparar os custos e dará uma bela força na sua preparação do orçamento.


4. Se você toma remédios controlados ou com alguma frequência, leve com você 

É preciso ser precavido, nunca se sabe como sua saúde vai responder à um período fora do seu país, longe da sua zona de conforto. Se toma remédios controlados, procure o seu médico e peça a ele receitas o suficiente para comprar no Brasil o bastante que será necessário para o período, e peça a ele uma indicação médica de necessidade do remédio, caso os agentes de aeroporto impliquem com a quantidade – lembre-se de traduzir para o inglês. Pesquise também o preço do seu medicamento (pela fórmula, não pelo nome, pois eles variam), pode ser que ele seja mais barato no país destino, e então será melhor levar só as receitas, para comprar lá.

Se você tem hábito de tomar remédios, como para dor de cabeça, dor de estômago, para ressaca, para dores musculares, e etc, lembre-se que não são todos os países que é só chegar na farmácia e pedir sem receita que você vai conseguí-los. Alguns países são mais rígidos no controle da venda de medicamentos que o Brasil. Por isso, se você faz uso desses medicamentos, leve uma bolsinha de “primeiros socorros” com você.
 

5. Comidas do Brasil que você não vai encontra fora

Você já pensou como será passar meses e até anos sem comer feijão? Alguns países já oferecem em seus supermercados prateleiras somente com produtos da cozinha internacional, e lá você pode encontrar produtos brasileiros. Mas eles nunca são baratos, como já era de se esperar. Então, se você é maluco por algo que é muito comum no Brasil mas no estrangeiro não – como feijão, farinha de mandioca, tapioca, farinha pra quibe, leite condesando etc – pode ser bom fazer uma pequena reserva de espaço na sua mala para esses produtos. É claro que não dá pra levar o suficiente para todo o tempo de intercâmbio mas é bom tê-los para “períodos de emergência” quando a saudade do Brasil apertar.

Dica: se for levar produtos, leve industrializados. Ao passar pelo controle de bagagem, algum produto que for considerado “estranho” pelo aeroporto pode ser confiscado da bagagem. Se estiver em uma embalagem industrializada (e lacrada), é mais fácil passar. Já houve casos de intercambistas que levaram farinha direto do mercado popular e ficaram sem ela, pois se assemelhava a outras substâncias. Evite problemas.


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Como montar a mala de intercâmbio

Cada um tem suas técnicas, vamos aqui dar dicas de como economizar espaço e deixar seus pertences bem protegidos na mala de intercâmbio:

 

  • Primeiro de tudo: sabe aquele elástico da mala que fica lá no fundo para prender os itens, puxe ele para o lado de fora, não deixe ele no fundo da mala, você vai precisar dele no fim do empacotamento.
  • Embale seus sapatos individualmente em sacos plásticos. Coloque-os no fundo.
  • Acima dos sapatos, as roupas mais pesadas. Roupas de frio, cachecóis e calças, por exemplo.
  • Logo após, é bom colocar os itens que correm o risco de quebrar ou rasgar. Por exemplo: os pacotes de alimentos como farinha, e as embalagens em vidro, como os perfumes. Esses produtos devem estar embalados em sacos plásticos, pois se porventuram quebrarem não vão fazer estragos nos seus pertences.
  • Acima dos produtos, as demais roupas. Sugerimos que elas enroladas ao invés de dobradas: dobre as laterais e enrole. Assim elas ocupam menos espaço, amarrotam menos e cabem em cada pequeno cantinho da mala.
  • Se você não quiser enrolar, compre aqueles sacos de embalar à vácuo, eles não são caros e economizam bastante espaço. Como eles reduzem e muito o volume das roupas, tenha atenção com o peso para não ultrapassar os 32Kg por mala.
  • As roupas íntimas e meias devem ser colocados nos espaços vagos, nos cantos, aproveitando para não deixar nenhum espaço vazio. Colocar em pequenas bolsas ou sacos, tudo junto, fica mais organizado e facilita na hora de desfazer a mala, mas ocupa mais espaço ao invés de aproveitá-los, portanto, prefira deixá-los espalhados nos cantinhos mesmo. Além de salvar espaço, deixa sua mala mais compacta e firme, o que proteje seus pertences, já que não ficam balançando dentro da mala.
  • Por cima de tudo, o que não foi citado (secador de cabelo, necessarie com maquiagens, bijuterias, bonés, etc) Prenda tudo com aquele elástico da mala que falamos lá em cima. Ele é muito útil, não deixe de usá-lo.
  • No ziper da “tampa da mala”, os produtos de higiene pessoal, seja o estoque, ou só o necessário para os primeiros dias, como for melhor para você. Tudo dentro de sacos plásticos. Lembre-se de espalhá-los bem na hora de fechar a mala para que eles não fiquem concentrados em um só lugar e force o zíper.
  • Coloque identificação (com nome, telefone, email e endereço) na sua mala e cadeados – de preferência com segredo.
  • Não deixe a mala cheia demais, se o zíper quebrar será um problema dos grandes. Deixe-a na sua capacidade sem forçar o zíper. Se estiver cheia, divida em duas malas. Se uma das duas malas estiver muito vazia, certifique-se que nada que quebra ou rasga está dentro delas, pois esses itens irão ficar balançando lá dentro. Só objetos que não quebram, como roupas e sapatos devem viajar em malas mais vazias.
 
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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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