Como reagir ao machismo no trabalho

As mulheres podem e devem estar vigilantes para coibir os comportamentos que levam ao machismo no trabalho, principalmente em relação aos seus superiores.

Como reagir ao machismo no trabalho
Atitudes machistas e assédio moral andam de mãos dadas! Fique atenta!

O chamado “Veneno Remédio”, expressão criada por José Miguel Wisnik para conceituar um jeito de ser ao mesmo tempo saudável e pernicioso no futebol, é perfeitamente aplicável ao cotidiano. Um exemplo claro disse são as piadas machistas e preconceituosas. E é assim que o machismo no trabalho acontece muitas vezes, uma frase aqui, uma piadinha ali... Mas a verdade é que as atitudes machistas muito frequentemente andam de mãos dadas com o assédio moral.

Frases machistas que não devem ser toleradas

"Mulher só é boa para pilotar fogão"
"Lugar de mulher é na cozinha"
"Mulher no volante, perigo constante"
"Está nervosa por quê? É TPM?"
"Ela até parece um homem"
"Ela é brava assim porque é mal-amada"
"Nossa, você é até bonita para ser engenheira (também poderia ser programadora, ou qualquer outra profissão mais comum aos homens)."
"É muito mais fácil trabalhar com homem"
"O seu marido deixa você sair/viajar sozinha?"
"Até que você é boa em matemática para ser mulher"
Essas são apenas algumas das mais comuns, é claro que esse inventário é muito maior. Mas há, geralmente, algo em comum, tudo  é falado em tom de "brincadeira", é tudo piada. E se as mulheres reagem de modo sério, é porque não sabem brincar... ou porque estão na TPM.

Como responder

Não desça do salto, mas seja assertiva, firme e séria, diga claramente que não gostou da piada e, se sentir que há espaço para isso, diga mesmo que achou machista. Se quiser ser mais suave, pode dizer apenas que "Achou o comentário inconveniente e inapropriado." Mas se não tiver mesmo para engolir sapos, faça a pessoa se sentir envergonhada: "Em pleno século XXI e num ambiente profissional, parece absurdo ainda ouvir este tipo de comentário". Depois sorria. 


Atitudes machistas no trabalho

Patrulha da vida pessoal

Nem sempre as atitudes machistas se revelam em frases. O patrulhamento sobre a vida pessoal e as fofocas são muito mais frequentes para as mulheres. E engana-se quem pensa que os homens não fofocam! A gravidez, o casamento ou o divórcio são temas que têm um impacto muito maior na vida profissional da mulher do que do homem. 

Como reagir: A primeira coisa a fazer é não dar espaço a este tipo de comentário de outras colegas. Você não pode ter atitudes machistas se não as tolera com você. A mesma coisa serve para frases, piadas e ofensas. Não reproduza atitudes machistas. Caso perceba que estão fazendo questinamentos invasivos sobre a sua vida pessoal, você pode perguntar: "Por que você quer saber? ou "Desculpe, não entendi, no que isso impacta o meu trabalho?".
 

Instabilidade emocional

Sob pressão, com muito trabalho e stress qualquer pessoa pode ficar instável emocionalmente, falar de modo mais ou menos assertivo ou mesmo agressivo. Mas quando este tipo de reação vem das mulheres, é sempre por causa da TPM.

Como reagir: Numa situação como esta, você perguntar de maneira calma e assertiva se há algo que a pessoa queira lhe dizer ou perguntar, caso o interlocutar insista na brincadeira, você pode dizer que a pessoa está sendo inconveniente e que o comentário é inapropriado. 
 

Cobrança e maior exigência por resultados

Se uma mulher chega ao topo da carreira profissional, precisa provar por A + B que não teve o seu caminho facilitado. A aparência física vai ser quase sempre colocada em questão, e haverá sempre quem considere a possibilidade da nossa chefe ter "prestado certos favores" a alguém poderoso.
A necessidade de provar uma eficiência quase sobre-humana também pode acontecer com as mulheres grávidas, ou mesmo depois de voltar da licença-maternidade. A manternidade não pode jamais afetar a sua produtividade ou cacapcidade de dar resultados. 

Como reagir: A reação a isto não poderia ser outra, continue sendo poderosa, trabalhe duro e com o tempo todos vão ver o seu valor. Caso perceba piadas ou fofocas, confronte os invejosos e fofoqueiros de forma assertiva com questionamentos como: "há algo que você gostaria de me dizer ou perguntar?"
Se tiver dificuldades assuma, não queira bancar a super heroína, mas fale com as pessoas certas. Procure o departamente de Recursos Humanos ou o sue chefe direto. 
 

Descredibilização

Não receber reconhecimento por um projeto bem realizado, por resultados de sucesso, por boas ideias, etc, pode ser muito no mundo corporativo, e pode ser mais frequente ainda para as mulheres, que vêem os seus louros entregues aos homens. Comentários paternalistas e infantilizadores, ou interrupções frequentes quando uma mulher está falando durante uma reunião também podem ser atitudes machistas no trabalho.

Como reagir: Nada de modéstia ou humildade, reinvindique para si os resultados, sempre que possível. Faça-o de forma natural. Em reuniões, ao ser interrompida, mantenha o tom de voz e continue falando firmemente, caso as pessaos continuem falando, diga apenas: "com lincença, preciso concluir o que estava falando".  

O machismo no trabalho se revela na falta de cuidado

Há uma cena em “O Poderoso Chefão” em que Don Corleone diz que apenas mulheres e crianças podem ser descuidadas. Talvez nessa fala pudessem ser incluídos também os machistas, afinal, o traço mais marcante de tal comportamento se revela na falta de cuidado, principalmente com o que se diz. E se tem uma situação em que o machismo no trabalho surge com força é nas conversas de corredor, na hora do café ou no almoço.

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As piadas sobre Tensão Pré Menstrual, por exemplo, são recorrentes entre as mulheres, geralmente com um enfoque de fato bem humorado. Entre os homens machistas, no entanto, a pegada costuma ser mais maldosa, e normalmente eles costumam ignorar os efeitos adversos na saúde da mulher, como as insuportáveis cólicas. Para os machistas, mulher com TPM está fazendo charminho, não passa de uma chata e outros adjetivos pejorativos. Mas o machismo no trabalho vai além das relações pessoais, na verdade, sua face mais anti igualitária é vista com mais clareza nas própria dinâmica laboral.

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Assédio moral pode ser motivo de processo na justiça

A competitividade masculina é normalmente aceita como uma característica essencialmente positiva. Essa competitividade, quando há mulheres envolvidas, pode redundar em boicotes, tratamento indiferente e até plágio de ideias e projetos, e é por vezes aceita da mesma forma. Nesses casos, uma iniciativa que pode e deve ser compartilhada pelas mulheres de uma mesma empresa é o apoio mútuo. Se um homem machista se apropriar da ideia de uma colega mulher, certamente vai ajudar a inibir sua farsa reconhecer explicitamente a sua verdadeira autora. Ser cúmplice de um erro pode tornar uma mulher tão machista quanto um homem, descontados os casos em que possa haver algum tipo de coação.

Não menos importante, se o machismo no trabalho está entranhado na empresa, é dever da mulher denunciar tal situação, já que infelizmente não é difícil o comportamento machista transformar-se em assédio moral. A justiça brasileira tem ampla jurisprudência sobre o tema, documentada em extensa literatura. O machismo no trabalho, quando recorrente e sistemático, é uma forma de assédio moral, e pode ser reparado com o devido amparo da lei.

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