Leilão de imóveis é confiável? Veja os prós e contras do negócio

O que pode acontecer depois de arrematar um bem em leilão de imóveis no Brasil? Como participar de um leilão? É confiável? Saiba tudo aqui.

Leilão de imóveis é confiável? Veja os prós e contras do negócio
O que devia ser um sonho pode dar dor de cabeça, em um leilão de imóveis

Existem dois tipos de leilão de imóveis no Brasil: judicial e extra-judicial. Um leilão judicial é feito pelos tribunais, para a venda de bens de proprietários com impostos atrasados que tiveram os bens penhorados. Os leilões extra-judiciais são realizados por bancos, e têm os bens recolhidos de proprietários que não puderam arcar com as parcelas de um financiamento contratado na instituição.

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Como funciona o leilão de imóveis

Para saber melhor como funciona um leilão de imóveis e decidir se é ou não uma opção  confiável e quais são os prós e contras da aquisição de um bem leiloado, veja as dicas preparadas abaixo e saiba mais.

Maneiras de participar de um leilão

Cada vez que um imóvel novo vai para leilão é publicado um edital contendo informações sobre o imóvel, endereço, procedência, motivo de ter sido leiloado, se constam dívidas e se há moradores no local. Esse edital deve ser lido com muito cuidado por quem pensa em adquirir um bem, pois é ele que vai ditar os empecilhos na aquisição do imóvel.

Existem duas maneiras de comprar um imóvel de leilão. Uma delas é o leilão presencial, em que basta levantar a mão para dar um lance. Os lances são automaticamente estipulados pelo leiloeiro e aumentam 1% por vez. Se o comprador levantar a mão e não disser nada, o preço será automaticamente 1% mais caro do que o lance anterior.

Outra forma de participar de leilões é online, em leilões judiciais www.leiloesjudiciais.com.br. Mas, para imóveis, não basta apenas fazer um login no site e começar a dar os lances. Cada edital pede que o interessado envie uma série de documentos que serão analisados e, posteriormente, quando o leilão abrir, o interessado poderá fazer os seus lances online.

Preço

Os imóveis de leilão podem ter preços 70% inferiores aos praticados no mercado. Mas, para que o negócio valha a pena, além de se atentar às dicas abaixo, também é preciso verificar o tipo de leilão que o comprador vai preferir. Os leilões judiciais têm os melhores preços, mas as condições do imóvel geralmente são piores e a procura por eles é menor. Os leilões extra-judiciais, feitos por bancos, têm um valor um pouco inferior ao praticado no mercado imobiliário e não apresentam muita vantagem do ponto de vista financeiro porque têm alta procura.

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Moradores

No caso de haver inquilinos de boa fé (que não tenham aluguéis atrasados) habitando o imóvel, o comprador deverá respeitar o fim do período do contrato do aluguel para poder ter poderes sobre o imóvel. Se os inquilinos não forem bons pagadores ou se o antigo proprietário habitar o local e se recusar a deixá-lo, o comprador pode pedir ao juiz uma imissão de posse para retirar as pessoas que vivem no imóvel. Caso a imissão de posse não seja respeitada, a dor de cabeça do comprador poderá aumentar, e este terá de emitir uma ação de despejo, tornando o processo ainda mais lento.

Vistoria

Outro problema de comprar um imóvel habitado, além do que foi citado acima, é a impossibilidade de realizar uma vistoria no local para ver se compensa a aquisição. Por isso, os imóveis que já estão vazios são mais indicados, já que dá para ter uma noção melhor do quanto será gasto com reformas e reparos no local.

Dívidas

O antigo proprietário do apartamento pode ter deixado uma dívida no condomínio, por exemplo. Essa dívida é acumulada e deve ser acertada com a administração do condomínio ou com a empresa de contabilidade contratada para tal. Existem dívidas que podem superar até mesmo o valor do imóvel, por isso fique atento a este detalhe no edital.

Em alguns condomínios, está estabelecido no regulamento que, no caso de inadimplência no pagamento das taxas condominiais, a partir de certo período, o condomínio poderá mover uma ação judicial contra o condômino. Se o bem já tiver ultrapassado esse período e não tiver sido movida uma ação judicial pelo síndico, quem terá de arcar com as parcelas em atraso é o antigo morador do prédio, e não o arrematante.

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Desistência

Se o comprador desistir da aquisição do imóvel depois de ter dado o lance vencedor, ele deverá comunicar o tribunal e pagar as despesas e honorários gastos pelo leiloeiro, bem como a comissão deste, e as despesas com a publicação do edital.

Entrega do bem

Se as condições do local forem muito diferentes do que foi anunciado, no momento em que viu o edital, o conselho de advogados é que o comprador não tome posse do bem. Faça uma petição ao juízo onde adquiriu o bem, detalhando a situação. O que eles poderão fazer é devolver o seu dinheiro ou entregarem o bem no estado que foi descrito no edital.

Embargos judiciais

O executado (ex-proprietário do bem) pode recorrer da decisão judicial e contestar a arrematação. Quando isso acontece, outro processo é aberto, que pode durar entre 2 e 12 meses, geralmente não mais do que isso. Caso o juiz defira o pedido do executado, o dinheiro do comprador é devolvido com correções. Caso contrário, o bem lhe será entregue dentro das condições descritas no edital. Se ocorrer um embargo, as opções que o comprador tem são:

Sem gastar nada

a. Não fazer nada e esperar
b. Pedir para terceiro ser fiel depositário
c. Procurar o autor da ação e pedir ajuda na agilização do processo.

Gastando um pouco

a.Contratar um advogado para contestar os embargos.

Em último caso

a. Pedir para desistir e receber o seu dinheiro de volta: você poderá ter de arcar com a comissão do leiloeiro.

Parcelamento e financiamento

A maioria dos bens para leilão não dispõe de oportunidades de parcelamento. Quando houver, o arrematante deve ter o seu CPF em dia e as suas obrigações pagas, mas isso também não garantirá a aprovação do crédito, que deve ser feita diretamente com a instituição financeira. Alguns bens não permitem o parcelamento do valor total.

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Leilão de imóveis é confiável?

Como você pode ver acima, pelas dicas, nem sempre é a melhor opção para quem quer adquirir um imóvel e habitá-lo imediatamente. Isso porque o executado (ex-proprietário) pode recorrer da decisão, pode se recusar a deixar o imóvel ou pode ter um contrato de aluguel vigente, que impede a mudança imediata.

O leilão de imóveis é uma boa opção para quem tem dinheiro, tempo para visitar o imóvel antes do leilão e verificar se as condições estão de acordo com o que foi descrito no edital e para quem já tem um imóvel próprio e não vai utilizá-lo para habitação imediata. Outro ponto é o pagamento à vista, feito na maioria dos leilões de imóveis. Quem pretende financiar também pode desconsiderar a opção. Mas quem tem e pretende economizar até 70%, pode fazer bons negócios.

Do ponto de vista da idoneidade, é confiável, sim. Isso porque os bens que vão a leilão foram retirados de pessoas que tiveram os bens apreendidos ou não puderam arcar com o financiamento e o edital é publicado pelo banco cedente do crédito ou pelo próprio Estado. Por outro lado, o edital do leilão pode descrever um imóvel com condições muito melhores. De maneira geral, o arrematante é protegido sempre que há divergências e, pode demorar, mas a justiça é feita quando há dores de cabeça.

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Gabriela Ventura Gabriela Ventura

Natural de São Paulo, estudante de Publicidade e Propaganda na USP. Não tem hobbies fixos nem rotina, é apaixonada pelo imprevisto. Foi fazer intercâmbio em Lisboa e... estendeu a estadia por tempo indeterminado.

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