O lado negro do couchsurfing: o que pode dar (muito) errado

O couchsurfing é cada vez mais queridinho dos viajantes que querem economizar com a hospedagem. Mas e quando a coisa não corre como o esperado? 

O lado negro do couchsurfing: o que pode dar (muito) errado
Aprenda a não cair em roubadas e ficar só com as vantagens do couchsurfing

Quem ainda não ouviu falar do couchsurfing precisa se atualizar, pois pode estar perdendo a oportunidade de viajar e se hospedar de graça. A comunidade de “surfistas de sofá” tem como princípio conectar viajantes interessados em estadia gratuita e habitantes locais dispostos a abrirem as portas de casa para os forasteiros. O contato com bases em um intercâmbio cultural intenso tem transformado o jeito de mochilar pelo mundo.

Apesar de ser considerado bastante seguro, o couchsurfing pode colocar anfitriões e hóspedes em algumas roubadas. Os administradores da rede são muito cuidadosos nas análises dos perfis e as avaliações dos usuários são encaradas com bastante seriedade, tudo em prol da segurança. Mas, é inevitável: há sempre alguém mal intencionado ou folgado por aí. São esses os maiores causadores de situações constrangedoras e até mesmo perigosas.

Péssimas experiências

É grande o número de pessoas que tiveram experiências incríveis ao fazer couchsurfing. Por esse motivo a rede só cresce e conta atualmente com 10 milhões de membros espalhados por 200 mil cidades. Infelizmente, também é preciso considerar a parcela dos que não têm uma boa história para contar. Saiba o que pode sair pela culatra e transformar o “surf” em um verdadeiro filme de terror.

1- Era uma casa nada engraçada

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Um bom número de anfitriões leva o couchsurfing mesmo ao pé da letra e colocam à disposição do hóspede nada mais, nada menos do que um sofá às vezes não tão confortável. O surfer não deve esperar mesmo mais que isso. O conforto aqui não é prioridade, mas às vezes o caso é extremo. O viajante pensa que vai ficar em um local minimamente digno (ainda que durma no chão), mas tudo o que encontrar é uma casa tomada pela sujeira.

Ana Montadon, que escreve no blog “Mochilana”, passou por isso não uma, mas duas vezes. Na primeira, encantou-se com o anfitrião extremamente simpático e gentil. Quando tudo parecia correr bem, chegaram à casa do homem e aquilo era tão imundo que parecia desabitado há anos. Na segunda, a estadia não era em um sofá e sim em um depósito tenebroso.

2- Hospedando um folgado

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Com o couchsurfing, o anfitrião também pode se meter em roubadas. Apesar de ser o dono da casa, de haver muita conversa e acertos antes, as coisas podem simplesmente dar errado. Às vezes o hóspede é um querido, super simpático, mas um bagunceiro inveterado. Parece que um furacão passou pelo seu lar desde que ele chegou. Pode ainda se apropriar da comida da geladeira, do espaço e agir como se estivesse no próprio lar. O pior é que o surfer nem parece ter consciência do transtorno que está causando. Ao invés de uma rica troca cultural, fica um certo arrependimento.

3- Divergências

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Por mais curta que a estadia seja, é importante que hóspede e anfitrião tenham alguma sintonia. Não precisam ser melhores amigos e nem irem a grandes passeios juntos, mas diferenças culturais e até os “santos que não batem” podem atrapalhar a experiência do couchsurfing dos dois. Os dias de hospedagem podem virar um verdadeiro inferno se não houver qualquer entendimento.

4- Um barato que sai caro

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Abrir as portas de casa para desconhecidos pode ser perigoso. Hospedar-se na casa de desconhecidos também pode ser perigoso. O couchsurfing é muito baseado na confiança, mas, como já dissemos, há quem não seja muito fã de regras nesse sentido. Não são raros os casos de anfitriões que foram roubados por mochileiros. O viajantes de péssima índole levaram dinheiro e outros objetos de valor. Na outra ponta da tabela, também existem casos registrados de hóspedes que tiveram a bagagem revirada pelos hosts e dinheiro da viagem furtado.

5- Caso de polícia

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O couchsurfing nem de longe tem um objetivo amoroso. O usuário que cadastra-se com esse propósito já começa com o pé esquerdo. Claro que tudo pode acontecer e é sempre bom conhecer pessoas novas em viagens, mas, nesse caso, a relação propõe-se a ser amistosa. Os que interpretam mal esse propósito podem protagonizar situações constrangedoras e até virarem caso de polícia. As mulheres que viajam sozinhas precisam ter especial atenção, pois podem virar alvo ao se hospedarem na casa de homens solteiros com segundas intenções. São poucos, mas já foram registrados casos de estupros associados ao couchsurfing.

Como não cair nessa

Não é pelas más experiências que o couchsurfing vai deixar de existir ou ser muito útil. Para cada pessoa ruim, existem 3 com bom coração e realmente dispostas a oferecerem o melhor de si para a rede. Com os cuidados certos, é possível manter-se bem longe dos perigos e desfrutar apenas do melhor dessa oportunidade.

  • Não arrisque aceitar ou oferecer hospedagem a perfis recentes e sem muitas informações. Recorra sempre aos mais detalhados e verificados. Cada informação a mais é fundamental.
  • As mulheres, por questão de segurança, devem preferir anfitriões que sejam famílias com filhos. Óbvio que cada uma escolhe o que é melhor para si, mas geralmente esses perfis inspiram maior confiança.
  • Esteja atento às avaliações e recomendações dos perfis. As opiniões de outro surfers são o principal elemento construtor da popularidade na rede.
  • Escolha perfis que tenham a ver com seu. Isso diminui as chances de uma estadia decepcionante.
  • Anfitriões e hóspedes devem conversar muito antes da estadia. É crucial acertar todos os detalhes, inclusive rotinas, como será o esquema de alimentação na casa e o espaço que está destinado aos visitantes. Isso serve, inclusive, para que se crie confiança entre ambos.
  • Tenha sempre um plano B caso algo dê errado. Se for o hóspede e não estiver a correr como o esperado, pode considerar a possibilidade de encurtar a estadia e ir para um hostel. Equacione todos os possíveis problemas.

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